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Costureiras terceirizadas

Fabricante assina acordo para indenizar trabalhadoras

A marca de roupas 775 assumiu extrajudicialmente sua responsabilidade social pelo uso de mão de obra terceirizada em condições degradantes. Pagou integralmente as verbas rescisórias de duas costureiras bolivianas, além de R$ 27,3 mil referente à indenização por danos morais.

Durante reunião de conciliação, realizada nesta terça-feira (24/8), a empresa pediu a presença da intermediária W&J Ltda., sua licenciada direta, a quem atribui a responsabilidade pela situação precária a que eram submetidas as trabalhadoras.

Assistidas pela Defensoria Pública da União em São Paulo, as costureiras foram encontradas trabalhando em oficina de costura da cidade de Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo, durante fiscalização do Ministério do Trabalho.

“Com a celebração do acordo, os direitos delas já foram imediatamente resguardados, sem a necessidade de aguardar o trâmite de uma ação judicial”, afirmou a defensora Eliana Monteiro Staub Quinto, que participou da conciliação. Com informações da Assessoria de Imprensa da Defensoria Pública da União em São Paulo.

Revista Consultor Jurídico, 25 de agosto de 2010, 15h08

Comentários de leitores

1 comentário

Responsabilidade

Gilberto Strapazon - Escritor. Analista de Sistemas. (Consultor)

Tendo desenvolvido por longos anos com sistemas de planejamento de vestuário (PCP), tive oportunidade de observar que, a exemplo de outras profissões, infelizmente o trabalho terceirizado muitas vezes chega a casos como este. Grandes redes varejistas tem realizado operações de vulto, comprando tecidos num país, contratando empresas asiáticas que se encarregam da mão de obra, para depois vender aqui. Também existem empresas que repassam a mão de obra em nosso país. Muitos não se dão conta, mas nem todo contrabando, nem todo trabalho escravo vem de outros países. Muito disto tudo é feito aqui mesmo. Além do problema social, que envolve o respeito a dignidade humana, temos a redução da confiabilidade nas intenções da classe empresarial e nas suas intenções. Empresas inclusive de nome, que simplesmente omitem-se sabendo que estão se utilizando de trabalho escravo ou em condições humilhantes, são uma das mazelas da sociedade. Lucro a qualquer custo, mesmo que de vidas, demonstra a banalidade que se dá para a vida humana.
Age corretamente o judiciário e assim, deveria a própria sociedade, empresários e cidadãos, empenhar-se mais. É muito fácil ser uma empresa grande. Difícil, é ser uma Grande Empresa.
Gilberto Strapazon
http://cwconnect.computerworld.com.br/zenta/

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