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Afastamento do STF

Ministro diz estar disposto a passar por perícia

Em abril deste ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa tirou 60 dias de licença médica. Há um mês, prorrogou o benefício pelo mesmo período. Uma reportagem publicada neste final de semana pelo jornal O Estado de S. Paulo informou que o ministro, que alega sofrer de dores crônicas na região lombar, está frequentando festa e bar durante o afastamento.

Em entrevista à revista Época, Barbosa diz-se indignado com a imprensa e o tratamento que ela tem dado à sua condição. No Supremo, chegou-se a cogitar uma perícia médica para o caso. "Estou disposto a me submeter a qualquer junta médica. Aliás, o meu caso está fartamente documentado no serviço médico do STF, composto de vários médicos que têm acesso a meu dossiê", disse ele à revista Época.

Leia a entrevista:

Como o senhor está vendo a repercussão da sua licença médica na imprensa?
Joaquim Barbosa – Indignado. É esta a palavra.

O jornal O Estado de S. Paulo publicou no sábado (7/8) uma reportagem em que diz que o senhor está frequentando bares em sua licença.
Barbosa – A repórter Mariângela Galucci do jornal O Estado de S. Paulo invadiu ilegalmente a minha privacidade, me fotografou clandestinamente em ambiente residencial privado, me espionou no fim de semana, quando eu me encontrava com amigos e, ainda por cima, colocou dúvidas sobre o estado de minha saúde. Isso é inaceitável. Todos os repórteres que cobrem o tribunal têm o meu celular. Outros repórteres que não cobrem, com quem eu falo com frequência, também têm o meu celular. Ela fingiu que ligou para o outro lado. Ela ligou para o meu gabinete, sabendo que eu estava há três meses em tratamento em São Paulo, quando ela poderia ter falado diretamente comigo.

O senhor está ingerindo bebidas alcoólicas?
Barbosa – Há dois meses não coloco uma gota de álcool na boca.

Qual é exatamente o motivo de sua licença médica?
Barbosa – Eu tenho dores crônicas na região lombar e do quadril. Quando eu fico de mais de 20 minutos diretos em pé, sentado, ou caminhando, eu sinto muitas dores. O problema na lombar é mais antigo, estou há mais de três anos cuidando. Há três meses faço um novo tratamento e essa dor já melhorou cerca de 50%.

Por que o senhor renunciou do Tribunal Superior Eleitoral, em novembro do ano passado?
Barbosa – Por causas das dores intensas. É bom lembrar que no período decorrido entre maio de 2008 e novembro de 2009, eu acumulei dois cargos: de ministro do Supremo Tribunal Federal e de ministro do TSE, o que acarretava jornadas de trabalho às vezes superiores a 14 horas, principalmente no período das eleições municipais de 2008. As dores se intensificaram a partir do primeiro semestre de 2007, antes do mensalão. Eu fiz todo o mensalão em pé. Hoje faço tratamento em uma clínica especializada em dor, dirigida pelos maiores especialistas nesta área no Brasil, a doutora Lin e o doutor Manuel Jacobsen.

Como é o tratamento?
Barbosa – Por semana, faço duas sessões de agulhamento seco, que não é a mesma coisa que acupuntura. Faço também cerca de quatro tipos de fisioterapia diferentes. Eu tenho acompanhamento médico quase que diário, com especialistas médicos, como fisiatras, reumatologistas, ortopedistas e clínico geral. Além de tomar muitos medicamentos.

O presidente do STF, ministro Cezar Peluso, indicou que o senhor talvez tenha que passar por uma perícia médica, caso queria prolongar seu afastamento. Está disposto a fazer isso?
Barbosa – Estou disposto a me submeter a qualquer junta médica. Aliás, o meu caso está fartamente documentado no serviço médico do STF, composto de vários médicos que têm acesso a meu dossiê.

Revista Consultor Jurídico, 12 de agosto de 2010, 17h30

Comentários de leitores

6 comentários

Aposentadoria

JCláudio (Funcionário público)

Então, o que este senhor está esperando para se aposentar por invalidez. Com certeza receberá uma ótima pensão e abrirá vaga para que outro entre em seu lugar e julge os processos que estão parados. Como já dizia um certo humorista: "Vai pra casa Joaquim Barbosa".

Não sou fã

Dominique Sander (Advogado Sócio de Escritório)

Confesso que não sou fã do Ministro Joaquim Barbosa.E, aliás, discordo com muito de seus posicionamentos não só jurídicos mas com suas desavenças no STF.
Não obstante, particularmente nesse caso, acho que a imprensa está maltratando-o indevidamente. Ele tem um problema de saúde e merece todo nosso respeito. Deve ser tratado como qualquer cidadão brasileiro que tem direito a diversão independente de estar temporariamente incapacitado.

Injustiça

SANTA INQUISIÇÃO (Professor)

O ministro Joaquim Barbosa é um dos melhores, senão o melhor, entre os seus pares. Rezo para que se recupere o mais rápido possível, o que acredito não seja o que querem os acusados de crimes cujos HCs entopem o STF. Avante Ministro!!!

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