Consultor Jurídico

Pouca reflexão

Presidente da Amapar critica presidente da AMB

Em entrevista concedida na terça-feira (10/8) ao jornal O Estado de São Paulo, o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Mozart Valadares, defendeu limitações para uso de carros oficiais no Judiciário. Diante das declarações, o presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), Gil Guerra, afirma que abusos em qualquer nível da administração pública devem ser coibidos, mas repudiou o "tom generalista" do presidente da AMB.

Mozart Valadares comentava a notícia de que alguns desembargadores do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, com sede em São Paulo, costumam usar os carros oficiais durante os finais de semanas e também durante o seu período de férias. A fato foi revelado por relatório do Conselho da Justiça Federal, que inspeciou a corte em março deste ano.

"Jogam na vala comum do mau uso da coisa pública todos os tribunais do país e seus membros, como se o abuso fosse regra, o que certamente não é o caso. O presidente da AMB, Mozart Valadares, cita apenas um Tribunal Regional Federal", ressalta.

Segundo Guerra, representantes de entidades do porte da AMB devem refletir "minimamente antes de emitir conceitos apressados e inexatos que maculam e desgastam indevidamente a própria classe que representam", critica o representante dos juízes e desembargadores do estado do Paraná.




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Revista Consultor Jurídico, 11 de agosto de 2010, 20h11

Comentários de leitores

3 comentários

Carro

Ed Gonçalves (Bacharel)

Será que subsídios acima de 20 mil reais não são o suficiente para que um cidadão compre e mantenha seu próprio carro?

...

Elisa adv. (Advogado Autônomo)

Concordo!

Representantes dos juízes do Paraná critica presidente da AM

Renato Adv. (Advogado Autônomo - Civil)

É quando a situação desse porte chega ao público é normal começar gritaria geral, parece-me a ponta da lança atingiu o alvo corretamente.
Outra coisa que penso que deva ser revisto são os altos salários e vir a publico todos e quando custam os demais benefícios recebidos permanentemente.
Outra coisa, não há o que criticar o presidente da AMB, está passada da hora de abrir à caixa preta, a marrom, a branca a azul etc. do nosso judiciário, pois, temos o direito de saber como são empregados as taxas e impostos que pagamos muito caro no Brasil para manter a máquina funcionando da forma que está (mal).
Saudações.
Renato Carlos Pavanelli.

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