Consultor Jurídico

Comentários de leitores

7 comentários

171 nelles!

Richard Smith (Consultor)

Ora, mas é cloro que dá! Os pobres trouxas que para lá acorrem, creem, firmemente, na palavra do "pastor", de que, se eles derem provas de fidelidade, entregando o seu parco dinheirinho ao "templo", Deus estará OBRIGADO a corresponder, concedendo-lhe tal e qual coisa.
Ora, de pleno, há um absurdo teológico que a qualquer criança aluna de catecismo saltaria aos olhos: Deus é TODO-PODEROSO e faz apenas o que quer. Na oração que Jesus Cristo-Deus, nos ensinou para que orássemos a Deus com eficácia, o chamado "Pai Nosso", consta claramente: "...seja feita a Sua vontade, aqui na terra como no Céu". Ora, como podemos "constranger" Deus a nos dar coisas materiais (saúde, emprego, dinheiro)?! E desde quando, os nossos caprichos e desejos desordenados estão de acordo com a vontade de Deus? Quem garante que AQUELE emprego é o melhor para nós, por exemplo? Ou aquela mulher?! Por isso que a referida oração, que deve ser recitada todos os dias, nos põe em posição de humilde súplica e de CONFIANÇA na bondade de Deus-Pai, que sempre haverá de nos dar boas coisa, como Jesus mesmo nos garantiu ("se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos seus filhos, ainda mais o Pai que está lá no Céu").
Então, por venderem expectativas irrealisticas e sabidamente criminosas (quem, por exemplo, se lembra da montanha de óculos pisoteada por fiéis crédulos em determinado espetáculo de edir macedo no Maracanã na década de 80, que garantiu que todos os problemas de visão estavam sendo alí curados pelo "espírito santo"?!) podem e devem ser autuados por estelionado e por exploração da credulidade pública.

ABUTRES DA FÉ

zatara (Advogado Autônomo - Criminal)

Faço, minha as sábias palavras do Douto Promotor de Justiça Paulo Pereira e támbem do nobre colega Advogado José Inácio de Fraitas Filho.
Temos de combater essa MÁFIA DA FÉ,capitaneada por "pastores inescrupulosos" os quais, agindo como verdadeiros ESTELIONATARIOS iludem os incautos.

ABUTRES DA FÉ

zatara (Advogado Autônomo - Criminal)

Faço, minha as sábias palavras do Douto Promotor de Justiça Paulo Pereira e támbem do nobre colega Advogado José Inácio de Fraitas Filho.
Temos de combater essa MÁFIA DA FÉ,capitaneada por "pastores inescrupulosos" os quais, agindo como verdadeiros ESTELIONATARIOS iludem os incautos.

Estelionato

Gabriel (Bacharel)

Será que não dá pra enquadrar essa turma no artigo 171 do Código Penal ?

Pastores e Ovelhas

Paulo Pereira da Costa (Outros)

O dízimo aqui não é uma contribuição modesta e espontânea para manter de pé uma paróquia sem comprometer a situação financeira dos fiéis. Não. É o maior valor que puderem dar. Além de dinheiro, valem imóveis, veículos, jóias, cheques pré-datados. Quanto mais se doa mais se obtém de Deus, dizem. A voracidade é tanta que se puderem deixar o fiel sem as roupas do corpo, deixam. ‘Em nome do Senhor’.
Aos fiéis pergunto: acham que Deus precisa de dinheiro para comprar carros importados, iates, latifúndios, imóveis nos pontos mais valorizados dos lugares mais procurados, aplicações bancárias, em bolsa, em empresas? Se acham que sim, doem tudo. Não importa se seus filhos vão passar por privações, se o lar vai ficar desguarnecido, se vai faltar para o pagamento das contas de água, luz, telefone!
Para pedir graças ou agradecer pela vida e tudo o mais não é necessário pagar, para falar com Deus não carece de porta-voz, pode-se estar em lugar qualquer. A presença divina não está restrita ao minúsculo espaço físico de um templo; doem aos necessitados; temo-los aos montes; Deus está no próximo, nos que passam fome, nos oprimidos, nos que padecem dos mais diversos males; amar ao próximo é amar a Deus; esses aproveitadores da humildade, da fé, da carência alheia, estão usando Deus para ganhar dinheiro, poder, influência, pouco ligando para o bem-estar do rebanho; para uma vida melhor não é necessário ouvir por horas um pastor que “chuta a santa mas não rasga dinheiro”, como diz Gilberto Gil.
Senhores fiéis, acordem. Não vêem que essas igrejas são empresas com o único fim de lucro, no mais autêntico estilo capitalista? Senhores parlamentares, façam lei tributando o ganho dessas igrejas. O Fisco Federal, tão voraz, não pensa nisso? Só quer esfolar a classe média?

comercio?

dinarte bonetti (Bacharel - Tributária)

A fé sempre foi o motor de grandes transferencias de recursos dos fiéis para as instituições religiosas. O poder que isso representa vem desde o Egito antigo, quando os recursos eram garantidos pelo proprio poder politico, abastecendo o pilar religioso do poder real.
Hoje, com o diálogo direito dos fiéis com as instituições religiosas, consegue mais sucesso quem melhor administrar os recursos de mídia e propaganda. Há canais de TV que apresentam pràticamente todos os dias, os mais diversos milagres, sem o menor pudor. E os crédulos vão se maravilhando com tanta maravilha, e acabam por querer garantir seu lugar próximo a Deus, através da renúncia aos bens materiais, em nome do crescimento da igreja de sua preferencia, quase se assemelhando a times de futebol, que vendem camisas.
O debate é iteressante ao se contrapor essa fé com a perda material considerável.
Se a causa do fiel for vencedora, poderia a Igreja, qualquer igreja, ser condenada a devolver doações?
Até que ponto pode esse comando constitucional, que abriu uma brecha imensa para a exploração da fé dos eventuais fiéis, pode ser reavaliada?

Liberdade religiosa não deve permitir "estelionatos da fé".

José Inácio de Freitas Filho. Advogado. OAB-CE 13.376. (Advogado Autônomo)

É mais do que inegável que a sistemática constitucional brasileira, em toda a sua trajetória e história [resultando na mais completa liberdade religiosa, assegurada pela Lex Mater de 5 de outubro de 1988] protegem os direitos de crença, de culto e, seguindo-os, os direitos de livremente contribuir financeiramente para as igrejas, seitas etc.
Devemos ponderar, contudo, se não está havendo excesso e se, sob o pálio do cânone constitucional da liberdade religiosa, não estão [os poderes públicos - sobretudo Ju Ministério Público e Judiciário] tolerando verdadeiros "estelionatos da fé", em que pessoas de pouca instrução [na quase totalidade de casos como o do jaez do aqui comentado] são iludidas e levadas a entregar bens móveis, imóveis, dinheiro, jóias pessoas e até utensílios domésticos, em troca de recompensas chanceladas por Deus...
Parece-me mais recomendado que exageros de tal feição sejam mais seriamente reprimidos, evitando-se sua repetição.
---------------------------
José Inácio de Freitas Filho [Advogado - OAB/CE 13.376]

Comentar

Comentários encerrados em 4/05/2010.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.