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Novo CPC é melhor modelo possível para o Brasil

Comentários de leitores

5 comentários

Viva o novo CPC, quebra do paradigma

Gilberto Serodio Silva (Bacharel - Civil)

O CPC Buzaid como dizem permitiu o surgimento de processualista famoso que transforma o instrumento de concretização normativa em fim em si mesmo. O negócio e colocar o cliente em uma pasta no arquivo por muitos anos pagando honorários.
Os que me antecedem, em especial o nobilissimo Dr Sérgio Niemeyer não apresenta nenhum fundamento, ponto objetivo nas propostas contidas no novo paradgima que justifiquem a análise subjetiva sucessão de imprecações e prognósticos fatalista, subliminarmente do processualista famoso capaz de fazer um processo se arrastar por anos a fio se não houver fumus buono iuris para o constituinte que possa pagar respeitáveis honorários. Os quatro maiores bancos no Brasil tem em média 200.000 processos no contencioso cívil e trabalhista, patrocinados por em média 8.000 advogados subestabelecidos que eles não mais conseguem gerenciar a qualidade dos serviços recebidos: sabem quanto perdem ou ganham mas não sabem porque.
Tem um causídico da OAB nacional que propôs e um conselheiro acolheru proposta de que seja intimado a sociedade de advogados, o agente inanimado que não pode ser constituido, subestabelecido não tem munus público ou chamado a responsabilidade no TED e justiça comum. A propósito onde estão as estatíscas do TED como publica o CNJ e CJF, para sabermos como anda o profissionalismo e conduta ética em média?
Eu entendo que com o novo CPC a industria do contencioso, constituida e turbinada por bancos, cartões de crédito, planos de saúde, telefonia celular, conceesionárias de serviços públicos, e outros que prestam serviços sob a égide do CDC que figuram no ranking dos mais acionados como se fosse a coisa mais natural desse mundo o meio transformado num fim em si mesmo, não é?

Prezado Dr. Paulo Jorge Andrade Trinchão,

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Peço vênia ao nobilíssimo colega para subscrever "in totum" seu comentário.
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Insatisfeitos com a deformação causada no fabuloso Código Buzaid, que era um primor em organicidade sistêmica e foi transformado numa aberração jurídica, tão mutilado e alterado por "doutos" que parecem não saber nada sobre ciência do Direito, agora vem aí uma aberração ainda pior: o CPC que transforma de vez o serviço de tutela jurisdicional estatal numa farsa a serviço do capital, ou melhor, do grande capital.
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A aprovação desse projeto será uma tragédia. Tenho pena das gerações futuras. Não bastasse a educação pífia que receberão, num cenário em que o conhecimento verdadeiro é menoscabado, privilegiando-se a informação rápida e barata, portadora dum conhecimento superficial e de recortes, terão de suportar as agruras de um instrumento de realização do Direito concebido apenas para os muito ricos, em que as controvérsias individuais nunca serão efetivamente analisadas, mas julgadas como casos gerais, sem atenção alguma para as peculiaridades que as caracterizam. Um processo ilógico, sem nenhum compromisso com a razão enquanto operação da inteligência, mas que favorece a arbitrariedade.
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Se é isso que chamam de evolução, então prefiro "involuir", parar no tempo ou até andar para trás, para o fim do s. XIX e início do s. XX, quando o conhecimento verdadeiro recebia o valor que merece.
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Conceitos jurídicos, meu caro Dr. Paulo, para quê, se os juízes ou não os conhecem ou não necessitarão mais deles com o CPC que se avizinha?
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Estamos vivendo um momento histórico. Pena que será lembrado negativamente, como a era da BURRICE, pior do que a era da trevas.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito e doutorando pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

e quando digitalizar tudo isso?

Rodrigo P. Martins (Advogado Autônomo - Criminal)

o caos está para chegar, esta é só a ponta do iceberg.

Balelas de um infausto conselheiro

Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)

Incrivel, mas o famigerado artigo foi imaginado por um advogado, e mais incrível ainda, conselheiro federal da OAB.Sem dúvida que assiste muita razão ao colega Lucas. Ora bolas, em nome de hipotética celeridade processual,o que se tem, verdaderamente cogitado até agora, é um arremedo de projeto, que não chega aos pés do Código Buzaid. Com a combalida desculpa esfarrapada, pretendem extinguir dispositivos essenciais à própria juridicidade, por exemplo,incidentes processuais, medidas cautelares, redução do número de recursos, etc, etc. O mais surpreendente de tudo isso, é que um conselheiro federal venha vociferar cantilenas, ao ponto de - em hostilizando, criticar a prerrogativa recursal, e talvez, quizesse afirmar mais ainda, que os advogados, pelo fato de recorrerem(legalmente!), são supostos culpados pelas mazelas e morosidade do PJ. Que esse abissais conceitos, vazios de conteúdos lógicos e consistentes, vão todos para a lata do lixo!

Quem avaliará o eventual "Novo CPC"

Lucas Hildebrand (Advogado Sócio de Escritório)

É certo que a afirmação de que o novo CPC será o melhor modelo cabe não aos redatores, que são os advogados e não os juízes da ideia, mas sim à comunidade jurídica, incluindo Poder Legislativo (o novo CPC não é sequer projeto de lei ainda), Poder Executivo, Poder Judiciário, advogados, na atuação profissional e pela OAB, Ministério Público e, last but not least, Juristas não envolvidos com a redação do anteprojeto.

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