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Comentários de leitores

7 comentários

Ninguém é dono da verdade

Macedo (Bancário)

Para melhor reflexão acerca da questão , gostaria de sugerir ao escritor deste artigo a leitura da reportagem publicada na Revista Época em out/2009 que consta no endereço a seguir:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI101930-15223,00.html

Mâe Dinah!

Vicente Conessa (Advogado Autônomo - Tributária)

Bom primeiramente o titulo do artigo talvez queira adivinhar o futuro, então deixamos isso aos videntes e numerológos. Agora, o que é real e pode ser constatado dia a dia, é que estamos fracassando na luta contra as drogas. Podemos tomar como exemplo diversos paises como os EUA, que gasta a cada anos bilhões em repressão e no entanto, a oferta da droga é cada vez melhor e a qualidade melhor. O unico "remédio" ainda não usado para os problemas que a "criminalização" das drogas causam é a descriminalização. Usamos o dinheiro da repressão em educação e tratamento de viciados. Quer saber, quem não tem interesse na descriminalização das drogas são os próprios traficantes, sejam eles grandes ou pequenos. Façam o teste: libererem a Cannabis que é uma planta de facil plantio. Se quebraria as pernas do tráfico. Chega de hipocrisia!

Quase todo incêndio começa pequeno

E. Coelho (Jornalista)

A droga é o combustível da criminalidade, queira ou não o FHC aquele ex. Combater a droga pelo visto não faz parte dos planos dos nossos governantes, construir cadeias tampouco, então, querem liberar geral.
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De que forma o "pequeno traficante" pode vender drogas sem comprá-las do médio ou do grande. Sim, ele faz parte do esquema, ele é uma engrenagem da criminalidade..
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O consumidor de drogas é a engrenagem principal do negócio criminoso das drogas, queira ou não o FHC aquele ex e os defensores da liberação.

deficiente a investigaçã o investigado paga o pato!!

sei não... (Servidor)

O texto possui a resposta em si mesmo, ao afirmar que a lei pretende dar tratamento diferente apenas para quem não integra crime organizado. Ora, se não é possibvel investigar e separar quem é quem no trafico diário, se se trata de um usuário que precisa vender para manter o vício ou se é o alpinista do crime organizado, não é possível que o investigado seja tratado como bandido da pior espécie por presunção, sabido que a prova é de quem acusa e não o contrário. Se faz parte de crime organizado que assim seja tratado, desde que comprovada a ligação, ou então vamos alterar a Constituição e presumir que todos são integrantes do crime organizado, até prova em contrário!!!

Graves consequencias...

Espartano (Procurador do Município)

A vida nos dias atuais não comporta o uso de drogas. Pode se falar que é uma verdadeira "tradição" da humanidade fazer uso de intorpecentes, mas a vida moderna e a produção capitalista não tem espaço para esse tipo de gente.
Se liberar geral e o Estado e as grandes indústrias resolverem tomar conta do mercado legal, milhares de "operários da droga", desde o aviãozinho até o grande traficante vão perder o "emprego" e vão ter que mudar de ramo. Aí esse pessoal vai descer do morro com suas AR-15 e vão investir em outras áreas como assalto, sequestro e outros ilícitos que nos afetarão mais diretamente ainda. Alguém está preparado para essa invasão?
Já o usuário além de um fardo é um tremendo perigo para a sociedade. Uma coisa é um índio correndo doidão no meio do mato. Outra coisa são milhares de jovens possuídos correndo de carro por aí. Acidentes serão favas contadas. E novamente coitados de nós que não teremos segurança nem para ir na padaria sem se deparar com os nóias.
Fora que dependentes mais cedo ou mais tarde acabam perdendo seu emprego, saindo do setor produtivo da sociedade. Com sorte serão demitidos antes de botar em risco aqueles que dependem de suas habilidades profissionais. Aí, sem dinheiro, partirão ou para parasitar suas famílias ou para os furtos e roubos para sustentar o vício. E nós de novo seremos alvo.
E quando a saúde já estiver bastante debilitada, procurarão o SUS, onerando um sistema já bastante capenga e sustentado pela sociedade.
Por isso sou contra o "liberou geral". Se liberar, espero que pelo menos o Estado possa reprimir com vigor os usuários. Drogado deveria ser proibido de usar o SUS e transferir para a sociedade o ônus causado pelo seu vício. É uma questão de escolha. Que o drogado arque com ela até o fim.

Homem e psicoativos...

Rossi Vieira (Advogado Autônomo - Criminal)

A história do homem, Ser humano, e os psicoativos andam juntas. Sempre foi assim. Basta uma visita as Aldeias indígenas ao redor do mundo e verificar que as Plantas de Poder psicoativas fazem parte de rituais,danças e cantos, misturando,magia,mitos,espiritualidade e religião. O homem moderno, talvez, com o álcool e a cocaína cristalizada prostituiram tais psicoativos existentes ha milhares de anos. Aí, um conjunto de políticas contras as Drogas, e o Estado se intrometendo na psique humana, escolhendo o melhor psicoativo para a sociedade. A mim um absurdo em pleno século XXI. Enquanto não mudar a mentalidade puramente repressiva, vamos continuar perdendo uma guerra impossível de vencê-la, ou seja, convencer o Ser Humano a não consumir psicoativos, substâncias que o acompanham e o ligam desde o início da humanidade. No Brasil, a AYAHUASKA, poderosa substância mítico-mágica-espiritual-religiosa é considerada legal para o consumo. E se trata de alucinógeno, na esfera científica. Sinais do uso da folha da Coca, da Cannabis, entre outras substâncias, como o Álcool e o Tabaco estão evidentes a Séculos atrás. Basta simples estudo sociológico e antropológico sobre o tema. Embora respeite o tema abordado pelo culto delegado, faço parte do time dos "mentes aberta" e entendo que a Libertação da escolha deva ficar a cargo de cada um, individualmente. O Estado, poderia, inclusive ser o Sócio majoritário na venda de tais substâncias. Com isso, o Morro, o Traficante etc. iriam as favas...simples assim. A prisão, local medieval, para esse assunto, já foi o tempo. Uma pena, ainda, levaremos muito tempo ao resgate da alma humana e seus poderes místicos ao lado dos psicoativos.
Otávio Augusto Rossi Vieira, 43
Advogado Criminal em São Paulo.

Chapeuzinho vermelho e o lobo mau

FELIPE CAMARGO (Assessor Técnico)

Com todas as críticas que se possa fazer ao projeto legislativo, um detalhe chama a atenção e poderia ser considerado exemplar: a circunstância de o agente estar desarmado. Obviamente, isso não deve ser levado em consideração se um ou outro partícipe estiver armado. Por outro lado, sejamos francos. O diabo não é a droga, mas a violência, efetiva ou potencial, das armas. A criminalização deve se concentrar em condutas violentas ou potencialmente violentas. A conduta de traficar drogas, em si, não causa violência. Se for para dizer que dessa conduta (traficar) decorrem, direta ou indiretamente, outros crimes violentos, então temos que admitir o mais óbvio: nessa cadeia, a conduta que dá origem a toda sorte de violência é o consumo (de drogas). Isentar o usuário e punir só o traficante não resolve nada. Como punir ambos também não tem resolvido nada, descriminar apenas o usuário é expediente discriminatório em relação ao pequeno traficante. Não falo aqui do traficante armado, que sempre deve ser punido só por estar armado. Admitir que o traficante seja bandido e o consumidor seja mocinho é algo tão fantasioso como a estória de chapeuzinho vermelho e o lobo mau.

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