Consultor Jurídico

Artigos

Advogados e doutores

O doutor acadêmico é diferente do doutor profissional

Comentários de leitores

  • Página:
  • 1
  • 2

35 comentários

Ao Dr. Sunda

Directus (Advogado Associado a Escritório)

Se és mesmo advogado, creio que a infelicidade foi toda de Vossa Senhoria...
Caso tua capacidade de interpretação de textos tenha apenas sofrido um breve lapso, lembro-te que não discordei do teor do brilhante artigo, mas fiz uma ressalva necessária a um erro ortográfico, algo inadmissível quando se trata de um bom advogado.
Tenho certeza de que houve mero erro de digitação.
Porém, nossos estudantes não devem desprezar o esmero linguístico. O escrever bem é instrumento de trabalho de todo bom "operador" do Direito.
Aliás, deveria Vossa Senhoria espelhar-se no cavalheirismo e na erudição do Dr. Sérgio Niemeyer. Se não quiser aprender de mim, entendo, afinal sou um magistrado e o senhor, não...mas aprenda com ele, que já demonstrou, em mais de uma oportunidade, a vocação e o preparo de um VERDADEIRO Advogado.
Saudações.

Etiqueta do Fórum

Lucas Hildebrand (Advogado Sócio de Escritório)

Minha pretensão não é de me arvorar em moderador do debate, mas aproveito o comentário anterior para aderir ao protesto contra a frequente atitude de se expor erros gramaticais - no mais das vezes evidentemente acidentais - dos comentários. O fórum não é sobre ortografia ou qualquer outro ramo da gramática.
De resto, concordo com o tratamento de "Excelência", mas costumo manter o simples "doutor" quando é demasiada a incompatibilidade entre o tratamento e o destinatário.

Agora só falta uma coisa

Espartano (Procurador do Município)

Agora só falta um artigo para defender o uso daquele anel brega que muitos insistem em ostentar, nem que seja no mindinho, aí migrado pelo aumento do diâmetro do dedo anelar, engordado entre a formatura e pomposa prosperidade...

AO MAGIST_2008 (JUIZ ESTADUAL DE 1ª. INSTÂNCIA)

Sunda Hufufuur (Advogado Autônomo)

Bem, se o sr. realmente for um juiz, trai com suas próprias palavras a justificação que faz do tratamento de “excelência” para os magistrados, pois, diante de um artigo historicamente tão bem embasado, bem escrito e que oferece a amplidão conceitual faltosa no artigo do promotor Tura, o Sr. faz questão de sublinhar a um erro ortográfico (“meretissímo”) como se fosse coisa muito importante, o que denota que o Sr. está, ao menos neste debate, longe de demsontrar a acuidade que faria jus à presunção de excelência intelectual.
.
É deselegante notar isto publicamente e outorga a clara impressão de que quer humilhar ou desvalorizar o articulista com essa miudeza.
.
Não existe o tratamento de "meretísismo" mas sim o de "meritíssimo", no sobsevre o juiz. Que grande coisa, não? AHAHAAHAH...Iluminou as arestas do tema em comento com isto...
.
Lembra-me um pouco o promotor Tura indicando que "tese" é só aquilo que se aplica nos trabalhos acadêmicos...como se a expressão dentro da dialética de toda a filosofia nunca tivesse uso, ainda firmando que por isso nenhuma peça jurídica continha tese!
.
Isto por outro lado recorda-me muito do espírito com que os juízes, sobretudo os desembargadores, analisam nossas petições sempre atraindo para si essa aura de ilustração e se afeiçoando a detalhes irrisórios como se grande coisa fossem para muitas vezes sustentarem o insustentável ignorando todo o bojo das argumentações com um ar de superioridade que seria facilmente demolido se pudéssemos argumentar depois do voto do relator.....
.
Ora, “Excelência”, vc. perdeu uma boa oportunidade de ficar calado, não?

Em boa hora. Excelente artigo. Destrói vaidades incontidas-1

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

O articulista excele, seja pelo conteúdo, seja pela elegância, seja ainda pelo exemplo de honestidade intelectual, predicados raros nos dias atuais em que se cultiva uma cultura de recortes e frases prontas e adaptáveis a qualquer contexto.
.
Peço licença para concordar com tudo e adotar todos os argumentos desfilados.
.
Atrevo-me a um aditamento. Como bem disse o articulista, o “doutor” aplicado como título honorífico profissional ou pronome de tratamento honorífico veio antes porque representava a deferência devotada pelos antigos àqueles que possuíam um conhecimento diferenciado, tão profundo quanto vasto, fora dos domínios do vulgo. Se na atualidade utiliza-se na língua portuguesa a palavra “doutor” para designar e qualificar quem haja concluído com êxito o curso de doutorado, é porque se tomou emprestado de nossas tradições esse valor semântico transportado pela palavra: doutor é a pessoa que excele em conhecimento, cultura, especializado ou enciclopédico.
.
Pretender apropriar-se com exclusividade do uso dessa palavra como título acadêmico privando o uso mais vetusto e diuturno como título profissional constitui usurpação indevida como a que visa a transformar o empréstimo em propriedade. Não se pode aprisionar o valor semântico de uma palavra para apertá-lo em uma só acepção por pura vaidade, esquecendo de onde veio. Daí a negar a própria origem não há distância. Que o faz está a poucos passos de se dizer sobre-humano, ou sub-humano dos outros.
.
Os cursos de pesquisa que culminam com a outorga do título de doutor são recentes, se comparados com a história e a evolução língua e os signos que denotam ou conotam conceitos e objetos compreensíveis, concretos ou abstratos.
.
(CONTINUA)...

Em boa hora. Excelente artigo. Destrói vaidades incontidas-2

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

(CONTINUAÇÃO)...
.
Mas o melhor de tudo no artigo é que o articulista mostra a excelência de um verdadeiro DOUTOR, e indica as fontes pesquisadas, diferentemente de outros que as suprimem, talvez porque na verdade não existam a não ser no discurso falacioso que adotam.
.
Por fim, devo concordar com o comentarista magist_2008 (Juiz Estadual de 1ª. Instância) quando defende o tratamento de “Excelência” para os magistrados. As razões por ele apontadas dispensam adendos. As funções exercidas por um juiz, a importância do cargo, enfim, tudo justifica tal tratamento e quando mais não fora, o respeito ao órgão seria suficiente. Aliás, em todo lugar do mundo, em todas as línguas, os juízes recebem tratamento solene e majestoso.
.
Concluo, o uso desses tratamentos honoríficos contribui para o respeito entre as pessoas, mantém a distância necessária para que esse respeito possa ser defendido e exigido. Quem os dispensa, o faz por conta própria e não pode ser por isso censurado. Quem os exige, o faz por direito, e também não pode ser censurado. Quem os nega, o faz por falta de educação, recalque, rancores ocultos, complexo de inferioridade ou coisa parecida, e prova ser pessoa desmerecedora de respeito, porque respeito é uma via de mão dupla.
.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito e doutorando pela USP – Professor de Direito – Palestrante – Parecerista – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Que escorregada, doutor!!!

Directus (Advogado Associado a Escritório)

Advogados, juízes, promotores, todos são "doutores" no sentido profissional. Concordo.
Só não posso concordar em tratar os juízes por "meretíssimo", uma vez que tal tratamento NÃO EXISTE. O correto, como todos sabem (ou deveriam saber) é "MERITÍSSIMO", com I, ok?
Quanto ao tratamento "Excelência", nada mais apropriado para tratar alguém de quem SE EXIGE SEMPRE EXCELÊNCIA NAS SUAS DECISÕES, NA SUA IMPARCILIDADE, NA SUA INTEGRIDADE MORAL, NO SEU COMPORTAMENTO PÚBLICO E PRIVADO E NO SEU SENSO DE JUSTIÇA. Alguém QUE FOI SELECIONADO com rigor, entre milhares de bacharéis e advogados, para exercer uma profissão às vezes tão ingrata e injusta com quem a ela, verdadeiramente, se dedica.
E falo na condição de quem já foi advogado e Procurador do Estado.
Por fim, Excelência é termo designativo de ALTAS AUTORIDADES, como são os principais membros dos três Poderes. Nada de complexo de inferioridade nem de superioridade, até porque há muitos que são tratados por "Vossa Senhoria" com muito mais competência, capacidade e excelência que muitas "Excelências" por aí.

parabéns

acs (Advogado Assalariado)

Bastante informativo o artigo,consistente e despretensioso.Parabéns...efetivamente o vocabulo em comento comporta mais de uma acepção,fato ignorado pelo articulista anterior.

Não é questão de falta do que fazer

Lucas Hildebrand (Advogado Sócio de Escritório)

Não se trata de afirmar um suposto direito de ser tratado como doutor, mas sim de por a questão em termos claros, já que alguns acadêmicos de plantão têm demonstrado um desejo irrefreável de curar os traumas da tese com o decreto (decreto em linguística é dose!) de exclusividade do pomposo tratamento. Por tal razão, o articulista merece aplausos.
Não é questão de falta do que fazer, pois é notório que até mesmo teses, inúmeras, são escritas sobre os mais ínfimos detalhes da língua e da linguagem. Sim, é possível ser doutor apenas dissertando-se sobre o uso da palavra doutor.
Claro que, "na prática", pouco importa, pois apenas os espíritos menos elevados fariam questão de seus nomes serem ou não antecedidos de dado termo místico. Mas não menos certo é que, em teoria, o assunto é assaz instigante, assim como é a nobre tarefa de identificar e repudiar tentativas de autopromoção.

Texto maravilhoso

Balboa (Advogado Autônomo)

Insurgindo-se contra o texto arrogante e infantil do artigo "Dotô", vem a baila esse artigo explicativo e simples. Parabéns pela humildade de quem detém conhecimento.

O que diz a OAB:

Marcondes Witt (Auditor Fiscal)

EXERCÍCIO DA ADVOCACIA – UTILIZAÇÃO DO TÍTULO DE DOUTOR – INEXISTÊNCIA DE TITULAÇÃO ACADÊMICA – ÉTICA E TRADIÇÃO. Ainda que não constitua infração à ética, é desaconselhável ao advogado que não tenha titulação acadêmica arrogar-se o tratamento de doutor, e disso fazer exacerbada publicidade. Da mesma forma, também é desaconselhável ao advogado recusar esse tratamento, quando dirigido por terceiro, dada a consideração e o respeito profissional da advocacia. Precedente: processo nº 1.815/1998. Processo E-3.221/2005 – v.u., em 18/08/2005, do parecer e ementa do Rel. Dr. BENEDITO ÉDISON TRAMA – Rev. Dr. OSMAR DE PAULA CONCEIÇÃO JÚNIOR – Presidente Dr. JOÃO TEIXEIRA GRANDE.

Bravo!

João Gustavo Nadal (Cartorário)

O articulista está corretíssimo. Concordo plenamente com o exposto.
Aos que duvidam da utilidade desse artigo, leiam o artigo que o antecedeu: "Doutor é quem fez Doutorado", publicado esta semana, e listado na aba de 'conteúdo relacionado' ou algo que o valha.

"Apesar de inútil, interessantíssimo"

Ricardo Barouch (Advogado Sócio de Escritório)

O ilustre articulista merece meus aplausos.
Muito embora o assunto tenha sido rebaixado, percebo que o autor soube valorizá-lo além do âmbito de relevância que se poderia conferir a tão desimportante tema.
Vejo, contudo, que prevaleceu muito mais uma lição moral, que ficará em minhas reminiscências.
Os arautos de plantão que se recolham. O achaque não rende autoridade, mas a repulsa.
Renovo, enfim, as minhas congratulações ao eminente autor que, estudioso, não se limitou a um fato isolado para impor sua conclusão - livre de paixão ou de autoafirmação.

doutor - titulo

Daniel (Outros)

doutor é para quem fez doutorado
mestre é para quem fez mestrado
e tonto é para quem fica aqui discutindo isso

Falta do que fazer

Robespierre (Outros)

Com a devida vênia, tratar desse assunto só pode ser por absoluta falta do que fazer. Se não tivesse alterado no Contravenções, daria cadeia, ou pelo menos um processo.

  • Página:
  • 1
  • 2

Comentar

Comentários encerrados em 23/09/2009.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.