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Comentários de leitores

7 comentários

Industria da Fé

Paulo Sante (Advogado Autônomo - Criminal)

O caro companheiro Paulo Fonseca foi muito feliz em sua colocação ao utilizar a própria fonte de todas as igrejas cristãs, repito, todas as igrejas cristãs (Católica, Protestante, Pentecostal e Neo-pentecostal), que o povo perece por falta de conhecimento.
A "Justiça dos Homens" (Poder Judiciário) não é um instrumento para fazer a justiça divina pelo não cumprimento de uma promessa ou porque um Pastor ou Padre está indo contra a Palavra de Deus. O Poder Judiciário é para fazer justiça baseado nas leis promulgadas pelo Congresso e não pela Lei da Bíblia Sagrada.
Quanto ao caso em tela, juridicamente, não há cabimento tal pretensão requerida pela fiel.

No mundo não existem espertos.

Sergio Mantovani (Advogado Associado a Escritório)

Desde criança sempre soube que Deus dava suas graças, e não as vendia. Esse assunto de doações a essas seitas é antigo. Acredito que essa daí, apesar de não constar do Código, é uma das excludentes de criminalidade em crimes de estelionato. Excludente protegida pela Constituição Federal. É o mesmo caso daqueles que ainda compram bilhetes premiados. Eu sempre digo, no mundo não existe esperto, o que existe mesmo é trouxa.

IURB: coação e extorsão dos seus fiéis (continuação)

Milton Córdova (Advogado Autônomo)

A coisa funciona mais ou menos assim: você está num navio, que começa a afundar, no meio do oceano. O comandante do navio anuncia, em alto e bom tom, que a salvação está tranquila, pois tem botes salva-vidas para todos, DESDE (e apenas) que cada pessoa entregue algo de valor, dê dinheiro (aceitam cartão de crédito ou débito para facilitar). Naturalmente você tem outra opção: afundar com o navio e nadar (se souber nadar) ou ficar boiando à espera de salvação. Ah, naturalmente o comandante avisa que ali está infestado de tubarões... O que você faria? Isso é exatamente (e não "mais ou menos") o que a IURB, dentre outras igrejas, faz. Acredito que isso constou da petição inicial. Já passa da hora do Estado passar a investigar esses procedimentos supostamente religiosos, em defesa da própria sociedade, em sintonia com o principio da dignidade humana. Repito: esses acontecimentos nada tem a ver com religião, e, sim, com procedimentos (des)humanos. É mister que Estado e autoridades ajam, antes que seja tarde demais.

IURB: coação e extorsão dos seus fiéis

Milton Córdova (Advogado Autônomo)

O caso da ex-fiel da IURD nada tem a ver com o Estado "não poder impedir qualquer religião ou profissão de fé, com todos os rituais que lhes são próprios, nem julgar práticas religiosas." O fato não tem a ver com religião (Cristianismo), mas com uma "igreja". Errou feio a juíza Célia Perini, que se esqueceu das básicas teorias da vontade e daquilo que ordinariamente acontece, perdendo uma oportunidade de iniciar um processo sério, contra metodos de "igrejas" que adotam, em suas práticas, as mais escancaradas e repulsivas práticas de coação irresistivel e moral, que beiram à extorsão. A IURB - já fui a alguns de seus "cultos" - adota o "modus operandi" de, literalmente, ameaçar (sem qualquer falta de pudor) e apavorar o infeliz com "demonios" (pela IURB, parece que eles em toda parte), com o "fogo do inferno", com o diabo, mas apontando a solução final para todos os problemas: dar dinheiro - quanto mais, melhor - pois este gesto é uma manifestação da "fé", e Deus "recompensará" aquele que "crer" (leia-se, que der dinheiro), invocando os capítulos da Bíblia (sempre desrespeitada!) na parte que fala de dízimos, de ofertas. Enfim, impõe tanto temor e terror às pessoas, que reduzem (coagem)a liberdade de ação, esta totalmente cerceada. Ao final do culto o fiel é reduzido à condição de puro autômato, com comportamento absolutamente forçado, embora aparentemente pareça estar totalmente convicto de seu ato. Para isso, se valem de técnicas de oratória, empostação de voz (gritarias"!), enfim, de técnicas que impressionam (e amedrontam) as pessoas que ali estão, na maioria das vezes pessoas muito humildes ou com grandes problemas pessoais, o que por si só já remete ao fato de estarem fragilizadas emocionalmente. Enfim, "presas" fáceis para a IURB.

Deus não é investimento...

Carmen Patrícia C. Nogueira (Advogado Autônomo)

Curiosamente, vemos pessoas acreditarem que Deus seria um tipo de "investimento": aplicando X, receberei X + Y = lucro, seja em forma de dinheiro, amor, saúde, etc...
E, se o pretenso "investimento" não render o que o se esperava (...), o "investidor" ainda busca o Judiciário!
O Judiciário deve se ocupar de causas sérias! Corretíssima a decisão.

Teologia da prosperidade

Paulo Fonseca (Advogado Autônomo)

Essa teologia, aplicada, em especial, pelos neo-pentecostais, não resiste a qualquer exegese bíblica, desde que feita com seriedade.
O povo, por sua vez, perece por falta de conhecimento das Escrituras e do poder de Deus.
São ensinados a fazer o Senhor de criado, a barganhar com o Eterno, e muitas vezes exigir bênçãos materiais.
Nesse interregno o topo da pirâmide enriquece e faz alianças políticas.
Uma lástima.

Verdadeiro 171.

rogério lima (Estudante de Direito - Consumidor)

A abordagem da IURD em busca de bens materiais, oferecendo em permuta a prosperidade contraria e afronta as regras celestiais. Deus é o dono do ouro e da prata, mas o que devemos pedir é a graça e misericórdia. O resto é invenção de Igreja, que nem sempre possui um espírito santo. Construir patrimônio próprio, televisão e todo um conglomerado comercial nas custas de pessoas simples e suas renúncias materiais, é estelionato previsto co CP 171.
Rogério Lima.

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