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Eleições da OAB

Candidatos aderem à internet para conquistar votos

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Acostumados com o corpo a corpo e discursos para conquistar votos, os candidatos à presidência da OAB encontraram uma nova aliada para expor suas ideias. A internet ainda é longe de ser a principal ferramenta, mas é a mais efetiva quando o objetivo é debater, disseminar ideias e alcançar novos públicos, segundos alguns dos candidatos. Para a maioria, viagens e contatos pessoais ainda trazem os melhores resultados.

Rui Fragoso, candidato em São Paulo, conquistou 400 seguidores no Twitter. De acordo com o coordenador de comunicação da campanha, Gustavo Ribeiro, Fragoso foi o primeiro a adotar a página de microblog. “O Twitter permite fazer campanha de uma maneira mais ativa, ao contrário do site que apenas reúne as informações sobre a campanha”, explica. Por meio de seu site, Fragoso indica vídeos com entrevistas e discursos no YouTube, acessados por mais de 300 pessoas e fotos de eventos no Flickr. “A internet colabora com a formação de opinião, para um voto mais confiante. É um veículo democrático porque ele dá espaço para direito de resposta, discussões, polêmicas”, afirma o coordenador.

Ribeiro diz que o que dá resultado mesmo é o corpo a corpo e a panfletagem. O anúncio de jornal ainda é utilizado, mas também como estratégia. No caso de Fragoso, a internet foi um meio para ele expor opinião contra o terceiro mandato. O concorrente Luiz Flavio D’ Urso, atual presidente da OAB-SP, tenta ser eleito pela terceira vez. “Ele está vendendo uma reeleição, quanto na verdade é uma re-reeleição”, contesta.

Por sua vez, D' Urso também aposta em anúncios na internet e em um site que abriga todas as ferramentas online de campanha. Ele tem mais de mil seguidores no Twitter e é sucesso no YouTube, com mais de 1.500 exibições. A maioria dos vídeos inscritos são mensagens de apoio. O Flickr registra o esforço corpo a corpo de D'Urso na campanha.

Para Homero Mafra, candidato no Espírito Santo, não adianta tratar a internet como um pacote ou entupir a caixa de entrada dos advogados com mensagens. A internet é um meio para dialogar. Ele que tem 160 seguidores no Twitter vê na web como ferramenta de mobilização. “Eu fiz uma reunião com professores universitários e o debate já está tomando fôlego pelo Twitter”, comenta. Segundo Mafra, o microblog agrega todas as ferramentas e as visitas aos links divulgados acabam consolidando apoios ou gerando novas alianças. “Estamos vivendo uma oportunidade rara de discutir, de trocar ideias. Há um contingentes muito grande de advogados novos e essa discussão passa pela modernização da Ordem.

Em Goiás, Renaldo Limiro explica como conquistou mais de 700 seguidores no Twitter em menos de dois meses. Todas as polêmicas e propostas levantadas pela chapa são divulgadas pelo site Vote Atitude e reforçadas nas redes de relacionamento. Ele acredita que o bom número de acessos é fruto da imagem formada antes da campanha. “Estamos tendo uma receptividade impressionante com pouco tempo de campanha. Não há dúvidas que o retorno rápido é consequência de nossas propostas, nossa postura e credibilidade na advocacia. Temos um escritório respeitado e um grupo muito empenhado na chapa”, conta.

Em Brasília, Ulisses Borges de Resende, apostou nas estratégias mais simples de campanha: planfletagem, corpo a corpo e mala direta. Ele tem 150 seguidores no Twitter e um site recheado de conteúdo. O candidato não acredita em altos investimentos para que haja resultados. Reuniões, happy hours e debates recheiam a agenda de Resende também compatilhada na web.

Alcançar um público diferente é a estratégia do candidato Julio Oliveira, de Pernambuco. “A internet é um instrumento moderno em que você alcança pessoas que não tinha contato, principalmente com os advogados iniciantes e jovens, que chegam a ter até uma rejeição ao papel”. Oliveira conta que os recém-inscritos na OAB ainda não frequentam fóruns, por isso a internet acaba sendo o único canal de contato. Como os demais candidatos, Oliveira usa a web de maneira estratégica, mas vê que o resultado vem do conjunto de ações em que o principal é o contato direto com os advogados. “É muito importante viajar para o interior, visitar entidades, participar de movimentos sociais. São ações básicas de qualquer campanha”. Ele abandonou a mala-direta e apostou nos adesivos, planfletos, ligações telefônicas e anúncios em jornal. E também está satisfeito com os resultados na internet. O site do candidato mostra a diversidade de ferramentas utilizadas: Twitter, YouTube e Orkut e Flickr.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 31 de outubro de 2009, 7h44

Comentários de leitores

12 comentários

O QUE É BOM MERECE CONTINUAR!

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Enquete "isenta" porque está no orkut???!!! Fala sério!!! Qualquer pessoa sabe que a internet , incluidos ai esses sites de relacionamento (orkut, facebook, etc.) é campo fértil para manipulações e fraudes de todo tipo. Qualquer pessoa cria uma "comunidade" e ali divulga todas as barbaridades e fantasias imagináveis. Ora, um candidato que tenha interesse em avaliar suas possibilidades eleitorais, deve contratar profissionais. Assim, não foi por acaso que a equipe de D'Urso pediu serviços ao Ibope, entidade conhecida nacionalmente. Outros preferem inventar "enquetes" ...Em São Paulo essas "pesquisas" receberal o nome de Pesquisa Conceição: aquela que ninguém sabe, ninguém viu. Quem faz pesquisa é pessoal especializado, não supostas "moderadoras" ... Essas "enquetes", por não possuirem nenhum indício de credibilidade e segurança, não merecem divulgação. Quem fala que D'Urso "perdeu" só pode mesmo ser um carioca que não conhece a advocacia paulista. E 3º mandato nada tem de estranho. Já que gostam de Chaves, vejam o resultado das eleições em Nova York: Bloomberg no 3º mandato, com 51% dos votos! O que é bom merece continuar!

Defesa é coisa séria (vamonos a la plaia!)

Sunda Hufufuur (Advogado Autônomo)

Raul, Raul, Raul, defesa é coisa séria...temos de ter argumentos e vc. não apresentou nenhum para neutralizar a acusação de que a Conjur omite o nome de um candidato fortíssimo (sinal de que as hostes palacianas estão incomodadas com este).
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Trata-se de uma enquete isenta, sem nenhum vínculo com qualquer candidato, que está no Orkut para todo mundo ver e votar, no seguinte endereço: http://www.orkut.com.br/Main#CommPollResults?cmm=130917&pct=1253723452&pid=1449056713
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É uma comunidade numerosa e as moderadoras têm um saudável pudor em suas manifestações para não dar a impressão de apoiarem este ou aquele candidato aí de SP.
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Pelo que se vê, o seu candidato e amigo D'Urso já era. Tem só 19% das intenções de voto. Se eu estivesse em SP e não no Rio, faria um estardalhaço sobre isso! Não foi ele que divulgou aqui na Conjur, que vc. diz que não tem nada a ver com pesquisas, que ele tinha 46%? Parece que de lá para cá perdeu 27 pontos percentuais...
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Por que o Chaer, meu grande amigo Chaer, não divulga isso? Chaer, Chaerzinho, não misture assessoria de imprensa com notícia! Bons meninos jornalistas não fazem isso!!! (ahahahahaha)
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D'Urso perdeu! Pensou que a OAB era o feudo dele, um arremedo da Venezuela e se deu mal. Está em 3º lugar. Mais um pouco ele fica na lanterna. ahahahahahahaha.
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No mais, meu caro, vemos que muito menos sério que meu nome é tua fraca defesa..repleta de ad homines...meu nome, etc...Vc. foi jornalista, não? Guarda alguns vícios dessa honrada profissão...
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Bem, depois da derrota vc. e "seu amigo Urso" (parece nome de livro infantil) podem juntos vir passar um final de semana aqui no Rio para esquecer o fiasco.

PESQUISA É COISA SÉRIA...

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Pesquisa é coisa séria. Essa a que o tal Sunda se refere até agora não se sabe QUEM, quando, como e onde teria sido realizada. Já foi definida aqui em SP como pesquisa "Conceição" : aquela que ninguém sabe, ninguém viu... O D'Urso está bem acompanhado, pois escolheu bons/boas colegas para compor sua chapa. Apoiei sua chapa nas 2 vitórias anteriores. Esta é a 3a. vitória que vamos comemorar! O Conjur não tem nada a ver com essa questão de pesquisa. Qualquer uma que façam será divulgada, se encaminhada por fonte conhecida. Não vale anonimato nem apelido ridículo...

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