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Segurança máxima

Rio transfere dez presos considerados perigosos

A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro transferiu neste sábado (24/10) para o Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande (MS), mais dez detentos considerados de alta periculosidade que estavam no sistema penitenciário fluminense. Os detentos são suspeitos de ter ligação com a tentativa de invasão do Morro dos Macacos por criminosos, no sábado passado (17/10).
 

O governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, afirmou que a transferência dos presos mostra que não haverá trégua para a criminalidade. Os delinquentes chegaram no início da tarde ao aeroporto da capital de Mato Grosso do Sul, em avião da Polícia Federal, para serem levados ao presídio. “A criminalidade tem que saber que nós estamos atuando e que não tem trégua do nosso lado. Não tem acordo, não tem trégua, não tem mudança de rumo. O embarque desses presos, hoje, para o presídio de segurança de máxima é mais uma demonstração da nossa política”, disse Cabral.

A transferência dos presos foi solicitada pela Secretaria de Segurança do Rio e autorizada pela Justiça fluminense. Eles são suspeitos de envolvimento com a tentativa de invasão do Morro dos Macacos por criminosos, no último dia 17. Várias pessoas, entre elas três inocentes, morreram nos confrontos que se seguiram. Três policiais também morreram, quando um helicóptero foi derrubado por criminosos.

O presidente em exercício da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Vladimir Rossi Lourenço, repudiou a transferência dos presos. “Está na hora do governo construir presídios de segurança máxima em todas os estados da federação. Primeiro, para manter o preso próximo do local onde é processado e não transformar cidades tranquilas, como Campo Grande, num depositório dos fora da lei.”

Segundo Vladimir, que reside há mais de 40 anos na capital sul-matogrossense, a população de Mato Grosso do Sul não pode ser o “colchão almofadado da União”. Ele lembrou que em matéria de segurança pública o dever é do estado mas a responsabilidade é de todos, como diz a Constituição. “Isto vale para os cidadãos e também para o governo”, concluiu o presidente em exercício da OAB. Os bandidos, todos chefes importantes do crime organizado do Rio de Janeiro, foi uma resposta do governo estadual aos últimos acontecimentos.

Em janeiro de 2007, 12 presos foram levados para o presídio federal de Catanduvas (PR). Outros estados como a Bahia e o Espírito Santo também já transferiram grandes números de presos. As transferências de hoje foram autorizadas pelo Ministério Público e posteriormente pelo Tribunal de Justiça do Rio. Com informações da Agência Brasil e da Assessoria de Imprensa da OAB.

Revista Consultor Jurídico, 25 de outubro de 2009, 14h49

Comentários de leitores

4 comentários

LIÇÕES de um ESTAGIÁRIO à DIRETORIA da OAB

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Parabéns ao Estagiário que se identifica como WAGNER, pela simples e singela manifestação.
Não precisava mais!
Em duas linhas exprimiu a REVOLTA que muitos CIDADÃOS e inúmeros ADVOGADOS, que não compactuam com essa POLÍTICA de APOIO à CRIMINALIDADE e DESPREZO pelos CIDADÃOS de BEM, que tem marcado a gestão de não todas, é verdade, mas de muitas direções de seccionais da OAB.
Congratulo-me com o Estagiário Wagner, porque não sendo o Músico cuja história foi marcada por qualificativos tais como "poeta, músico, filósofo, criador teatral, mago, profeta ou ditador?", o Estagiário Wagner, tal como fez o Músico Wagner, com sua anãlise breve, colocou "..O SOBRENATURAL AO ALCANCE DO HOMEM, CONDENSOU A IDADE DA TERRA EM MOMENTOS DE ÊXTASE, FUNDINDO VIRTUDES E VÍCIOS NUM CONGLOMERADO PSICOLOGICAMENTE VEROSSÍMIL e VIVO.
E, para isso, apenas obtemperou: "...Alguém deveria alertar os ilustres membros da OAB que "a palavra é de prata e o silêncio é de ouro".
Efetivamente, num momento em que o Rio de Janeiro chora, ainda, pelas cinco vítimas que foram assassinadas a mando dos líderes transferidos, apenas como estratégia desviatória da atenção da polícia e São Paulo chora a morte de um trabalhador, que transitava de bicicleta a caminho de casa, tendo sido morto por saberem os cruéis delinquentes que a Polícia, com isso, daria assistência à vítima e deteria a perseguição, permitindo-lhes escapar.
Portanto, PARABÉNS ao Estagiário e estou de luto, porque não posso concordar com a manifestação da OAB.
Com ela, e mais uma vez, a OAB vira as costas aos CIDADÃOS de BEM que com trabalho, suor e lágrimas veem se mantendo fiéis a seus princípios de DIGNIDADE HUMANA e busca de uma VIDA CIDADÃ, observandos os princípios fundamentasi do Estado Democrático de Direito.

mirou na caça , acertou no cachorro...........

hammer eduardo (Consultor)

Os Comentaristas abaixo ja definiram com boa precisão a "barriga" perpetrada por elementos da OAB talvez em busca da historica defesa de sua por vezes discutivel "reserva de mercado". O que acontece no Rio de Janeiro é sui generis pois o des-governador Sergio Cabral tenta literalmente "esvaziar a Baia de Guanabara com um baldinho de plastico" em sua solitaria cruzada contra a bandidagem que infelizmente , continua levando de dez a zero ate o presente momento. Faltou alguem alertar a este "adevogadio" que redigiu esta estultice que o presidio de Catanduvas é "Federal" e não apenas para os refinados marginais da região como ele parece supor. A verdade nua e crua é que Sergio Cabral "apesar" de declarar publicamente que os vagabundos em questão estavam "isolados" , sua atitude em pedir a transferencia mostra exatamente o que sabemos ser o contrario. No Brasil varonil que "acha" que é a Finlandia , precisamos mudar com enorme atraso toda a legislação pois vagabundo continua com direitos em demasia para quem "teoricamente" os perdeu, podem TUDO e as Vitimas NADA. O isolamento tinha que ser TOTAL o que "parece" ser marginalmente conseguido em penitenciarias deste nivel que deveriam existir as dezenas e não as contabilizaveis nos dedos do lulla. Os guardas penitenciarios no Brasil tambem estão estigmatizados como verdadeiros "operadores" financeiros das cadeias que deveriam tomar conta com zelo e terminam por transformar aquilo num "business" onde faturam com cada detalhe menor e se igualam por baixo aos que estão la dentro. Se a OAB esta tão preocupada assim , poderia pedir a "guarda provisoria" de tão requintados elementos , quem sabe logo em seguida cairia na real e pararia de BOSTEAR livremente? Ah Brasil , ate quando????????????

BOCA FECHADA!

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A OAB sempre perde a oportunidade de ficar com a boca fechada. Alguém deveria alertar os ilustres membros da OAB que "a palavra é de prata e o silêncio é de ouro".

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