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Convicções religiosas

Parlamentares são a favor da proibição do aborto

Mais da metade dos deputados e senadores é favorável à atual legislação do aborto que considera o ato como crime contra a vida. Já 18% acreditam que a prática deve ser legalizada. Os dados são da pesquisa divulgada pelo Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), que ouviu a opinião de 321 dos 594 parlamentares, segundo a Agência Brasil.

O estudo foi feito ao longo dos últimos dois anos com a intenção de descobrir o que os parlamentares pensam dos direitos das mulheres. Segundo o estudo, 57% dos parlamentares defendem o texto em vigor referente ao aborto. Além disso, 15% dos deputados e senadores são contrários a qualquer forma de interrupção voluntária da gravidez, enquanto 8% preferiram não opinar.

A cientista política do Cfemea, Patrícia Rangel, disse que a ideia da pesquisa é propagar a opinião dos legisladores sobre projetos que fortaleçam os direitos da classe feminina e diminuir a resistência deles em aceitar a ampliação dos debates de alguns assuntos considerados polêmicos. “O Parlamento vem se mostrando conservador, principalmente quando a gente fala de direitos sexuais e reprodutivos como aborto e união de pessoas do mesmo sexo, por outro lado tem sido favorável em alguns temas, principalmente na área de direitos trabalhistas.”

Ficou constatado no estudo que 38% dos entrevistados preferem legislar seguindo convicções religiosas. Para o Cfemea, a influência desses setores na definição de políticas públicas pode atrapalhar pois, a classe feminina tem sido oprimida por algumas doutrinas religiosas associadas, muitas vezes, à formação machista, que impõem condições de subordinação e preconceitos.

Revista Consultor Jurídico, 21 de outubro de 2009, 15h31

Comentários de leitores

11 comentários

O aborto não é um direito da mulher. CP art. 124/127.

www.eyelegal.tk (Outros)

Quem tem direito nessa história é o nascituro; direito à vida garantido pela Constituição Federal e pelas leis do país, inclusive o Código Penal.
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O comentário anterior é uma evidente discriminação contra os pobres que não têm a mínima instrução.
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No Brasil não existe o direito de matar. Em tempo de paz, nem o Estado tem esse direito por aqui, salvo legítima defesa.
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Descriminalizar o aborto é soltar as amarras de um trem da alegria para transformar o Brasil num grande matadouro ou campo de extermínio de crianças indefesas.
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Isso não resolve nada. Só vai sujar as nossas mãos do sangue desses inocentes.
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Vejam o que diz Alexandra Tété, da Associação Mulheres em Acção, de Portugal (http://www.abortonao.net/):
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http://www.abortonao.net/Docs/Alexandra%20Tete%20-%20Aborto%20nao%20e%20Direito.pdf

Aborto ilegal é convite para o crime

hermeto (Bacharel)

Aborto na minha opinião deveria ser legalizado sim, é antes de tudo um direito da mulher sobre o seu corpo.
O que deveria ser criminalizado são invasões do MST, e outros movimentos ditos sociais.
Mas isto acho que nem interessa aos parlamentares.
Estamos no século XXI e não na idade média, onde se colocava na fogueira as vítimas inconsequentes dos ditos religiosos, que consideravam uma mancha de nascença no corpo de uma mulher como marca do demônio.
Demônio na minha opinião eram eles.
Acho que quem defende a ilegalidade neste caso deveria receber as crianças que passam fome após terem sido paridas (sim paridas, porque pobre pare como animal) e jogadas na rua para crescerem como bichos.
Mas é muito fácil falar de ilegalidade lá em Brasília onde um parlamentar ganha milhões (entre dinheiro legal e ilegal) que são transportados em malas, nas cuecas e em outras partes do corpo. AI É MUITO FÁCIL CRIMINALIZAR UM DIREITO. As mulheres deveriam se unir e não votar em quem é contra, pelo menos assim diminuia o número de parlamentares contra elas.
Triste é que eles quando votam se resguardam no anonimato, não tem coragem como o Deputado Jair Bolsonaro de aparecer e dizer em que votou.

Ideologia. Eu quero uma pra viver.

www.eyelegal.tk (Outros)

Se as pessoas fazem sexo irresponsável ou promíscuo e isso está ocorrendo em larga escala, nos parece que seria por duas razões.
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A primeira é porque a mídia de massa está ensinando insistentemente essa cultura de promiscuidade, inclusive incentivando o sexo na adolescência e, a segunda, é a mudança de comportamento da mulher, porque os genitores prolíficos não fizeram a criança sozinhos.
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Nos últimos 50 anos, toda a mudança do comportamento e da cultura incutida na sociedade afirmou o divórcio, que agora querem instantâneo, a deturpação do casamento e a perda do seu valor para os casais. Daí ficar, de rolo, namorar já é o próprio casamento. Se não der certo separa e tenta de novo com o próximo.
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Uma coisa é a pessoa ter a liberdade de agir conforme a sua vontade, outra bem diferente é ensinar para um país do tamanho do Brasil, para que todos tenham o mesmo comportamento ao mesmo tempo. A matemática não mente e uma campanha maciça para crianças e adolescentes dá resultados na hora. Quando não são menores abandonados, a mãe está fora o dia o todo.
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O Estado está ensinando ou permitindo que se ensine essa cultura através dos meios de comunicação de massa.
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Esse desequilíbrio é causado pela mudança da cultura. Essa cultura é ensinada segundo uma ideologia. Essa ideologia é para mudar a lei.

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