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Comentários de leitores

13 comentários

REPUDIAR ????

acdinamarco (Advogado Autônomo - Criminal)

Meu prezadíssimo Toron, voce deveria repudiar o que o D'Urso fez com o Provimento 102/2004, do Conselho Federal da OAB e ainda quer ser rerreeleito !!!
acdinamarco@aasp.og.br

Com reservas.

Luiz Gustavo Guazzelli (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Por primeiro, tem-se que entender como sendo uma posição pessoal do Toron sobre o assunto. Negar o "Holocausto" é um absurdo, da mesma maneira que acreditar que a perseguição tenha sido empregada somente contra os judeus, pois, sabidamente, muitos outros povos e pessoas de posição política e social contrária aos interesses do III Reich (e, em parte, da Ex-URSS) foram também perseguidas, encarceradas e assassinadas. Logo, o secretário, ao menos no meu ponto de vista, manifestou-se pessoalmente, e não como porta-voz da OAB.
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Por segundo, é óbvio que a declaração feita pelo Presidente do Irã deve ser duramente repreendida, posto que é um andar no sentido contrário ao progresso da humanidade, defesa da paz, prevalência dos direitos humanos, repúdio ao terrorismo e ao racismo, e por aí vai...(diga-se de passagem, normas do artigo 4º da CF). Aliás, o que o Brasil nunca poderá fazer é inclinar o seu posicionamento neste mesmo sentido (do Presidente do Irã). Algo que, salvo engano meu, o Governo Brasileiro, por meio do Itamaraty, já se posicionou em repúdio à estas manifestações do Governante do Irã.
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Entretanto, trata-se de um encontro entre dois Chefes de Estado, o que, no meu entender, não deve o Governo Brasileiro furtar-se a fazer, já que, também, reconhece-se pela nossa Constituição a independência nacional.

Críticas

 (Advogado Autônomo - Civil)

A todos é dado o direito de criticar. Já fi-lo muitas vezes! Hoje, estou me tornando mais maduro e estou começando a pensar diferente. Sou favorável que religião, futebol e política, entre outras coisas, não se deve discutir, por que cada qual vai puxar para si a razão.
Por isto a premissa de que o homem devia falar apenas para três coisa: Orar, abençoar e agradecer!

Afronta a Democracia e os Direitos Fundamentais

Yarochewsky (Advogado Sócio de Escritório)

A visita do Presidente do Irã afronta a democracia brasileira e os direitos fundamentais consagrados na nossa Constituição Cidadã. É evidente que um chefe de Estado que nega a existência do holocausto uma das maiores, ou talvez, a maior bestialidade praticada contra um povo e contra a humanidade não é merecedor da acolhida de um governo democrático e comprometido com os direitos humanos. Parabéns Toron.

O diálogo é sempre a melhor opção.

BATMAN (Advogado Autônomo - Criminal)

O velho ditado já dizia: política e religião não se discutem. (os dois juntos então...)
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É certo que o holocausto existiu, bem como também é certo que os confrontos na Palestina são pungentes e atuais.
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Ocorre que as ideologias (e também os credos) são distintas, a história sobre esse confronto quase surreal data de mais de mil anos e não é tão clara e nem tão precisa, existindo inúmeras versões diferentes.
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Justamente por este quadro que se apresenta é que o ufanismo exacerbado não é aconselhado, e o diálogo, como bem disse um dos comentadores (entre Estados e não entre as pessoas de seus governantes), com certeza é o melhor caminho.
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Afinal, hoje - com as tecnologias existentes - o mundo é pequeno demais para a inimizade gratuita e, como a regra é não generalizar, não podemos condenar todo um país por conta da opinião de seu governante. Pois, pela "pequeneza" atual do mundo, SOMOS VIZINHOS, e como tais, devemos buscar a convivência harmônica.
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Os super-heróis estão de olho!
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E enquanto isso, na sala da Justiça...

Quanta bobagem!

Guilherme G. Pícolo (Advogado Autônomo - Civil)

Muito me surpreende a postura do dr. Toron e de outros juristas tão gabaritados quanto. Será que eles nunca leram o Art. 4º de nossa Constituição?

MANIFESTAÇÃO PESSOAL

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Não merece críticas o dr. Toron. Manifestou-se pessoalmente, não em nome da OAB e tal direito não se lhe pode negar. Negar ou mesmo duvidar do holocausto é no mínimo loucura. Trata-se de fato histórico incontroverso.A história da humanidade registra inúmeros fatos desse tipo, a maioria dos quais não teve a mesma repercussão em parte pela precariedade dos registros, em parte porque a história sempre é escrita pelos vencedores. Não me parece que a visita do presidente do Irã venha a prejudicar as relações que o Brasil tem com outros paises, mesmo que seja com Israel. O relacionamento entre estados soberanos não pode se pautar por traumas pessoais, por mais que os respeitemos. Os interesses do Pais devem estar acima das nossas dores pessoais.

CONCORDO SEM RESERVAS

Ana Só (Outros)

E que essas vozes sejam ouvidas e compreendidas, antes que seja tarde demais.

No Brasil,qual o problema??

karexka (Outros)

vamos ver o que vai acontecer,qual finalidade desse encontro,depois descutir,eu gostaria de ver mais autoridades falando aqui sobre este assunto.

Holocausto Palestino

Axel (Bacharel)

Será que esse advogado mostraria a mesma revolta se a visita fosse do primeiro-ministro de Israel, que a mais de cinquenta anos massacra a população palestina sob seu poder?
Ou será que as imagens do holocausto palestino, onde aldeias miseráveis são atacadas por caças de última geração sob o pretexto de eliminar terroristas, são também uma invenção do Irã?
Será que a morte de milhares de civis inocentes (palestinos, é claro) não tem tanto valor quanto a de judeus?
É a hipocrisia total.
E gostando ou não, o presidente do Irã é reconhecido internacionalmente e a opinião deste advogado não representa absolutamente nada nas relações entre este país e o Brasil.

E mais...

Armando do Prado (Professor)

O holocausto não existe ou deixa de existir porque alguém acredita ou deixa de acreditar que existiu, ainda que seja o presidente eleito do Irã. Precisa acabar com essa história de que tudo que diz respeito aos judeus e a Israel é intocável. Nada é intocável ou absoluto.

Visita legítima

Armando do Prado (Professor)

Não resta razão ao Dr. Toron, porquanto o presidente do Irã foi eleito e representa o seu povo legitimamente. E mais: foi convidado por outro governo legítimo. Portanto, menos, menos.

Concordo com reservas

Cleber (Advogado Autônomo)

Concordo plenamente com o Dr. Toron, entretanto, é de se ressaltar que o Pres. Lula destaca sempre que pode, que as relações são entre países Brasil e Irã, e não seus presidentes. O Brasil tem muitos interesses no Irã e eles no Brasil. Evidentemente, há de se repudiar com total veemência quem nega o holocausto, e a visita do chefe de governo da República Islâmica do Irã, deve ter a conotação devida, e não a que se procura impor. Lamentavelmente, a eleição naquele país flagrantemente fraudada, impõem ao mundo a necessidade de se dialogar com gente dessa estirpe...

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