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Eleições 2009

Quatro candidatos concorrem à presidência da OAB-SP

Quatro candidatos vão concorrer à presidência da OAB paulista. Dois deles esperaram o último prazo para inscrição, esta sexta-feira (16/10), para apresentar suas chapas: Luiz Flávio Borges D’Urso e Rui Celso Fragoso. O advogado Leandro Pinto se inscreveu há uma semana, e Hermes Barbosa, na última quinta-feira (15/10). A eleição em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, está marcada para o dia 17 de novembro.

A candidatura mais polêmica é a da chapa “Sou Mais D’Urso”. Em busca do terceiro mandato, o presidente da OAB-SP divide opiniões. Todas as três chapas concorrentes “Em Defesa da Advocacia” (Rui Celso Fragoso), “Renovação da OAB-SP” (Leandro Pinto) e “OAB para Todos” (Hermes Barbosa) atacam a nova tentativa de D’Urso se manter na presidência e pregam mudanças nos rumos da entidade.

O atual presidente da entidade não vai manter a diretoria. O tesoureiro Marcos da Costa concorre agora como vice-presidente. A vice-presidente, Márcia Melaré, não estará mais entre os diretores da instituição. Como secretário-geral, D’Urso escolheu Sidney Uliris Bortolato Alves, que preside a Caasp. Clemencia Beatriz Wolthers, ex-presidente do Cesa (Centro de Estudos das Sociedades de Advogados), concorrerá ao cargo de secretária-geral adjunta.

Outro detalhe já acertado na chapa são os postulantes a ocupar, por São Paulo, uma cadeira no Conselho Federal da OAB. D'Urso escolheu o trio Arnoldo Wald Filho, Guilherme Batochio e Márcia Regina Machado Melaré.

Os candidatos ao Conselho Federal pela chapa de Hermes Barbosa são: Sérgio Niemeyer, Élcio Lescreck, Tânia Lis Tizzoni Nogueira.


Presidente: Luiz Flávio Borges D´Urso
Vice-Presidente: Marcos da Costa
Secretário-geral: Sidnei Uliris Bortolato Alves
Secretária-adjunta: Clemencia Beatriz Wolthers 
Diretor Tesoureiro: Jose Maria Dias Neto
(clique aqui para conhecer outros integrantes da chapa)


Rui Celso Fragoso concorre pela segunda vez. Na primeira, contra D’Urso, ficou em segundo lugar, com 41.907 votos (36,5%). O advogado tem 54 anos e nasceu em Mogi das Cruzes. Em 1984, se formou em Direito pela PUC-SP. Deu aulas  na PUC e na FMU, onde chegou à diretoria. Com 36 anos, foi o mais jovem diretor de uma faculdade de Direito.

Ligado à atividade acadêmica, deixou as aulas por um bom motivo: presidir o Instituto dos Advogados de São Paulo, entidade que se dedica ao estudo do Direito. Ingressou na OAB-SP em 2001, durante a gestão de Carlos Miguel Aidar, como membro da Comissão de Ensino Jurídico. Como advogado militante, atua na área cível contenciosa e na de família.


Diretoria:
Presidente: Rui Celso Reali Fragoso
Vice-presidente: Vitorino Francisco ntunes Neto
Secretário-geral: José Tarcísio Oliveira Rosa
Secretária-adjunta: Elisabeth Regina Lewandowski Libertucci
Tesoureiro: Luiz Fernado Rangel de Paula
(clique aqui para conhecer os demais integrantes da chapa)


Hermes Barbosa, da chapa “OAB para Todos”, que concorre pela primeira vez foi o segundo a inscreve sua chapa, na manhã desta quinta-feira (16/10). Atualmente, preside a Fadesp (Federação das Associações dos Advogados de São Paulo). Figura entre suas propostas de gestão, “o alívio da anuidade”. Para reduzir em 50% a anuidade, afirma que vai cortar despesas supérfluas. Outro proposta será a criação e desenvolvimento de comissões de estudo e debate. A defesa dos advogados será objeto de discussão nas comissões permanentes de Prerrogativas Profissionais e de Repressão ao Exercício Ilegal da Profissão. O controle da disciplina dos advogados será reforçado através do Tribunal de Ética.


Diretoria:
Presidente: Raimundo Hermes Barbosa
Vice-Presidente: Rosana Chiavassa
Secretário-geral: Everson Tobaruela
Secretário-adjunto: Aguinaldo Alves Biffi
Tesoureiro: Durvalino Picolo
(clique aqui para conhecer os demais integrantes da chapa).


Leandro Pinto também concorre pela segunda vez à presidência. Em 2006, obteve 3.778 (3,3%). O advogado tem hoje 33 anos. Quando seus adversários na disputa pela OAB estavam saindo da faculdade de Direito, estava entrando no pré-primário. Quando ele próprio se formou, em 1997, pela Universidade Metodista de Piracicaba, D’Urso já era conselheiro da OAB. O candidato não disponibilizou os integrantes da sua chapa para a ConJur.

As chapas devem ser compostas por 125 integrantes, incluindo a diretoria e 120 conselheiros (80 efetivos e 40 suplentes). Também fazem parte da lista, os candidatos ao Conselho Federal, sendo três titulares e dois suplentes. Cabe aos conselheiros federais eleger o próximo presidente nacional da Ordem. A eleição em São Paulo, maior colégio eleitoral da advocacia no país, está marcada para o dia 17 de novembro.

[Notícia alterada em 17 de outubro de 2009, às 12h49, para correção de informações.]

Revista Consultor Jurídico, 17 de outubro de 2009, 9h38

Comentários de leitores

16 comentários

Prezado Dr. Leandro Basso, (1)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Só quem tem problema de autoestima enxerga ofensa no discurso objetivo contido em meus comentários. Isso tem sido um vezo no povo brasileiro, que à falta de capacidade argumentativa, talvez em razão de uma educação que relegou o estudo da Lógica a um plano desprezível, não consegue construir um argumento válido, resistente a um exame analítico.
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Novamente, os argumentos desfiados pelo senhor constituem um “non sequitur” (isso não é palavrão, não, viu?).
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O Dr. Hermes Barbosa não nega que apoiou D’Urso tanto na primeira quanto na segunda eleição. Também não nega que, com muita antecedência, avisou-o que não dispensaria o mesmo apoio para essa pretensão chavista à re-re-eleição. Tampouco nega o Dr. Hermes Barbosa que o segundo mandato do Dr. D’Urso deixou muito a desejar.
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(continua)...

Prezado Dr. Leandro Basso, (3)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

(continuação)...
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E finalmente, para esboroar totalmente o (falso) argumento em seu último comentário, o fato de o Dr. Hermes Barbosa ter apoiado D’Urso um dia, não implica uma vinculação eterna. As divergências surgem e é exatamente em função delas que as alianças encontram seu termo final.
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O problema é que o D’Durso e seu grupinho não querem apoiar ninguém, mas querem ter o apoio de todos. Em política, seja o âmbito que for, aliados de verdade apoiam-se reciprocamente. Com o Dr. D’Urso e seu grupinho isso não acontece. Haja vista as defecções que esse grupinho sofreu por causa dessa postura totalitária. Perdeu o apoio do Dr. Hermes Barbosa, perdeu o apoio do Dr. Alberto Zacharias Toron, e tantos outros de peso.
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Se houvesse aliança de verdade, no sentido ético da palavra, o Dr. D’Urso estaria agora apoiando alguém para sucedê-lo, alguém escolhido pela mesma aliança que o elegeu por duas vezes. Ao se negarem abrir mão de cargos diretivos, o Dr. D’Urso e seu grupinho demonstraram o desprezo pela aliança e provocaram uma fissura na base que sempre o apoiou, restando apenas os “aspones”, os oportunistas de ocasião, os puxa-sacos, e, obviamente, os membros do grupinho.
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Se o senhor apoia isso, é problema seu. Eu não concordo e não apoio. Prefiro a sinceridade, a hombridade, a decência das cartas na mesa praticada pelo Dr. Hermes Barbosa.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito e doutorando pela USP – Professor de Direito – Palestrante – Parecerista – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Prezado Dr. Sergio Niemeyer,

leandro basso (Advogado Autônomo - Eleitoral)

Prezado Dr. Sergio Niemeyer,
Sem entrar nas ofensas proferidas pelo colega em suas respostas, a questão não é de ser bem ou mal-informado, mas tão somente de trazer ao debate um fato que, ao contrário das suas assertivas, é verídico. O Dr. Hermes Barbosa e muitos outros colegas que integram sua chapa estiveram nesses últimos 6 anos na OAB defendendo o Dr. D’Urso. Meu espanto é ainda maior se pensarmos que todos eles – os que lá estiveram ou ainda estão – passaram a dizer que a gestão foi ruim. Ora, será que nesses 6 anos nunca notaram isso?

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