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Começar de Novo

Clubes de futebol querem oferecer emprego a presos

O Clube dos 13, formado pelo principais clubes do futebol brasileiros, devem aderir ao programa Começar de Novo, que dá oportunidade de trabalho a presos em regime semiaberto. Os representantes da entidade participaram de encontro nesta quinta-feira (15/10) com o ministro Gilmar Mendes, presidente do Conselho Nacional de Justiça. A ideia é proporcionar vagas de trabalho nos clubes e oferecer a prática de esportes para aqueles que procuram ser reintegrados à sociedade.

O presidente da Comissão Especial de Responsabilidade Social do Clube, André Sanches, saiu animado do encontro e disse que até o final do ano deverá ser firmado acordo para inserir egressos e menores infratores nos clubes de futebol. “Nós, do Clube dos 13, aproveitando a proximidade da Copa do Mundo e a paixão que todo brasileiro tem por futebol, vamos nos engajar na responsabilidade social para poder ajudar a sociedade brasileira”, afirmou.

Outro ponto a ser discutido dentro do programa é a indicação de um jogador de futebol para atuar como embaixador ou padrinho do projeto. Para André Sanches, é preciso perder o preconceito de pensar que uma pessoa que cometeu um crime e pagou por ele na prisão não pode voltar para a sociedade. “Os clubes estão encampando a proposta do CNJ”, defendeu.

"A participação do Clube dos 13 no programa Começar de Novo demonstra que a sociedade brasileira está efetivamente disposta a resolver, com eficácia e máxima transparência, o secular problema da reinserção social dos egressos do sistema prisional", disse o ministro Gilmar Mendes. Segundo o secretário-geral do CNJ, Rubens Curado, a proposta é trabalhar na ressocialização de egressos do sistema penitenciário, até como mecanismo de segurança pública, para evitar que eles retornem ao crime. Para Curado, a aproximação com o Clube dos 13 pode fazer com que, por meio do futebol e da mídia ligada ao futebol, haja uma disseminação social do tema e que sirva como exemplo para outras entidades.

“Fomos surpreendidos positivamente ao perceber que o Clube dos 13 também tem uma comissão de responsabilidade social, com alguns trabalhos ligados a egressos e a menores, fazendo então um casamento entre a iniciativa do CNJ e a iniciativa do clube”, sustentou Rubens Curado.

O programa Começar de Novo do CNJ dá oportunidades no mercado de trabalho a presos a partir de convênios com o entidades como Sesi, Senai e Fiesp. O programa ainda oferece contratação de presos que já cumprem pena em regime domiciliar, condicional ou semiaberto em órgãos do Judiciário. Com informações da Assessoria de Imprensa do Supremo Tribunal Federal.

Revista Consultor Jurídico, 16 de outubro de 2009, 2h57

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