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Café no ponto

TJ-ES contratou degustações em respeito à saúde

O Tribunal de Justiça do Espírito Santo divulgou uma nota dizendo que seguirá a determinação da Corregedoria Nacional de Justiça e encerrará o contrato de serviço de análise do café consumido por seus desembargadores e servidores. O TJ-ES alega ter contratado a empresa especializada para “analisar se o pó de café entregue pelo vencedor da licitação pública estava em conformidade com as especificações do edital”. As informações são da Agência Brasil.

Segundo o TJ-ES, a empresa recebeu apenas R$ 110 por cada lote de 3 mil quilos de café e a contração se deu “por zelo com o dinheiro e a saúde pública.” A nota trata ainda das acusações de morosidade, excesso de servidores requisitados da Justiça de primeiro grau e suspeitas de nepotismo, constantes no relatório da Corregedoria aprovado pelo Plenário do Conselho Nacional de Justiça, com base em inspeção feita em junho.

O presidente em exercício do tribunal, o desembargador Álvaro Manoel Rosindo Bourguignon, disse que, se houver de fato casos de nepotismo, serão raros. "Deve-se lembrar que pessoas com o mesmo sobrenome muitas vezes não têm laços de parentesco e que, em alguns casos, ainda que haja essa relação, o servidor comissionado já ocupava o cargo antes de seu parente vir a se tornar autoridade judicial", argumentou Bourguignon.

O presidente informou ainda que o TJ-ES está finalizando os estudos para a regulamentação da produtividade mínima a ser observada pelos juízes e que, desde dezembro de 2008, a corte já  devolveu mais de 100 servidores requisitados aos seus cargos de origem. "A devolução está sendo gradual e o número de requisitados, que atualmente são 78, não representa sequer 3% do quadro de servidores do Poder Judiciário estadual”, disse Bourguignon.

O CNJ deu ao tribunal capixaba 30 dias para devolver todos funcionários requisitados e até 90 dias para apresentar à Corregedoria Nacional um projeto de reestruturação da força de trabalho. A despeito das recomendações, Bourguignon assinalou que o relatório da inspeção feita pelo CNJ  “não trouxe nenhum dado surpreendente, sobre o qual o Tribunal de Justiça não tenha ou esteja tomando providências a respeito".

Revista Consultor Jurídico, 14 de outubro de 2009, 20h28

Comentários de leitores

3 comentários

Respeito à saúde???

Zerlottini (Outros)

Esse sr., por acaso, é parente do bife? E essa saúde aí só pode ser a "saúde econômica" de alguém... Pobre país, este. Depois da tomada do "pudê" pelos petralhas, nunca se viu tanta corrupção - em TODOS OS PODERES E ESCALÕES! Em quem é que se pode acreditar, nesta pátria amada, abandonada, salve, salve?
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.

DESRESPEITO

Contribuinte Indignado (Advogado Autônomo - Civil)

Mas é muita sacanagem com o contrubuinte brasuleiro!! Será que não contrataram também para ver se o papel higiênico porejudicava o ânus do pessoal do Tribunal? Istodevia estar no JORNAL NACIONAL

ZOMBAMENTO e MENOSPREZO à CIDADANIA.

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Há poucos dias, dizia numa roda de amigos que não acreditaria se me dissessem que eu ainda não vira tudo.
Efetivamente, ja assisti situações em que a filha de um operador do Direito noivava com o Oponente de seu Cliente, sem que ele se considerasse impedido de patrocinar o Cliente; já assisti à desmedida eticalização do pagamento de comissão àquele que contratou um prestador de serviços, pelo simples fato de que o Contratado "reconhecia",assim, a "honra" da contratação; já assisti a um Cidadão, numa roda em que havia, inclusive, estranhos, confessar seu "orgulho" com o fato da Filha, de cerca de vinte e oito anos, estar se casando com um Senhor, de cerca de cincoenta, após dois ou três anos de namoro, ainda "virgem", e isso nos dias de hoje!
Portanto, pensava que pouco havia por ver.
Mas, diz o ditado que QUEM VIVER VERÁ!
E nós estamos vendo, ou melhor, lendo!
Um Tribunal contrata um "degustador de café", para que possam os MAGISTRADOS saborear, degustar a mais pura rubiácea, certamente capaz de mante-los, nas horas monótonas das leituras dos processos em julgamento, devidamente despertos, atentos!
Se os demais Tribunais do País não foram tão zelosos com seus Magistrados, pecaram pela omissão, pela ignorância do que são os bons sabores da boa mesa!
Mas esse pecadilho não cometeu o Tribunal do Espírito Santo, que valoriza o bom sabor,a rubiácea.
Mas não poderia ser diferente! O que se esperar do Eg. Tribunal de Justiça do Espírito Santo? Afinal, não é sem razão que seu Presidente é o Exmo. Desembargador Bourguignon, cuja nome por si só traduz sua origem genética: "DE LA BOURGOGNE"!
Ora, gens que valorizam o "terroir" não são gens que se possam habituar com qualquer sabor. Afinal, o que mais não é o "terroir" senão o atestado de boa origem?

Comentários encerrados em 22/10/2009.
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