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Eleições da OAB-SP

Pesquisa mostra preferência de 46% por D'Urso

Uma pesquisa encomendada pelos apoiadores do advogado Luiz Flávio Borges D'Urso, que concorre à reeleição para a presidência da OAB-SP, aponta que ele está em primeiro lugar, com 46% dos votos. Elaborada pelo Ibope, a pesquisa também aponta que  23% dos advogados ainda não têm um candidato. As eleições estão marcadas para o dia 17 de novembro. A informação é da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

A sondagem foi feita há duas semanas, com 500 advogados da capital e do interior. Elaborada pelo Ibope, a pesquisa aponta Rui Fragoso em segundo lugar, com 19% e Raimundo Hermes Barbosa em terceiro lugar, com 3%. Logo depois, Leandro Pinto, com 2%. De acordo com a pesquisa, 23% dos advogados ainda não têm um candidato e 7% devem votar nulo ou em branco.

Segundo os apoiadores de D’ Urso, o Ibope garante que o intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima de quatro pontos percentuais.  No universo pesquisado, 90% da amostra afirmaram exercer a advocacia. Dos entrevistados, 54% são homens e 46% mulheres. A maioria é do interior do estado de São Paulo, 53%.

Revista Consultor Jurídico, 13 de outubro de 2009, 13h32

Comentários de leitores

7 comentários

Os temores da situação

Orlando Maluf (Advogado Sócio de Escritório)

Sem entrar em polêmica sobre as reais preferências eleitorais reais dos advogados de São Paulo, a "pesquisa" em tela não surpreende.
Trata-se de mais uma tentativa de manipulação com base em dados equivocados, destinada a puro fracasso.
A propósito, consta que na edição de amanhã (15/10) o mesmo órgão que a divulgou apresentará reparação.

Veja como foi feita e manipulada essa pesquisa (1)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Primeiro, a classe deve ser informada que há rumores de que não foi o IBOPE quem fez essa pesquisa. O que surpreende é um jornal do porte da Folha de São Paulo se prestar a esse papel nada democrático e totalmente contrário a tudo que a FSP tem defendido ao longo de sua história. No mínimo, isso configura uma enorme contradição.
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De qualquer modo, veja como a pesquisa foi realizada:
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1º passo: alguém pegou uma lista com o nome e o telefone de várias pessoas;
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2º passo: de posse da lista com nomes e telefones de advogados, passou-se a telefonar para eles, identificando-os e chamando-os pelo nome, o que já cria um constrangimento e contamina a resposta;
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3º passo: indagou-se aos advogados entrevistados em quem votariam, no Dr. D’Urso ou no Dr. Rui;
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4º passo: colheram a resposta e fizeram a classificação.
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Doze motivos para não acreditar na pesquisa:
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a) cria constrangimento ao telefonar e abordar o entrevistado pelo nome. Em pesquisas dessa natureza, a preservação do anonimato é essencial;
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b) induz a resposta ao perguntar em quem o entrevistado votaria oferecendo-lhe apenas duas opções, deixando de mencionar os outros dois candidatos, HERMES BARBOSA e Leandro Pinto;
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c) não atesta a aleatoriedade da pesquisa, de modo que os telefonemas podem ter sido feitos para os grandes escritórios que possuem algumas dezenas ou até mesmo centenas de advogados que, por ordem do patrão, apoiam o Dr. D’Urso porque ele garante a reserva de mercado desses escritórios em detrimento da esmagadora maioria dos advogados paulistas;
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d) não menciona quantos, dentre os entrevistados, são homens e quantos, mulheres.
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(CONTINUA)...

Veja como foi feita e manipulada essa pesquisa (2)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

(CONTINUAÇÃO)...
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e) se foi mesmo o IBOPE que fez a pesquisa, o advogado do dono do IBOPE é colega do Dr. Rubens Approbato Machado no STJE, e como todos sabem, a filha do Dr. Rubens Approbato Machado é a atual vice-presidente da OAB/SP e candidata a uma vaga no Conselho Federal na chapa do Dr. D’Urso à rerreeleição de índole chavista. Sob tais condições é legítimo suspeitar da legitimidade da pesquisa;
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f) de acordo com a Lei Eleitoral, cuja aplicação está expressamente prevista para as eleições da OAB, a publicação de pesquisa deveria divulgar o contrato, a nota fiscal e quem pagou. O IBOPE cobra cerca de R$130.000,00 para esse trabalho de campo;
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g) a divulgação também não anota se os escritórios que foram consultados não eram apenas de amigos do Dr. D’Urso;
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h) a pesquisa, ou a publicação, não divulga dado relevante, consistente do fato de que, só nos últimos 6 dias, Dr. D’Urso caiu 9% nas intenções de voto. O monitoramento da evolução, DO DECLÍNIO DIÁRIO, do Dr. D’Urso é um dado importante que o advogado de verdade deve saber, e não pode ser ocultado tão sorrateiramente;
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i) a pesquisa também não explica por que o Dr. D’Urso, que conta com apenas 32% de aprovação em seu segundo mandato, detém apenas 22% reais de intenção de voto só na Capital, pois se se considerar o interior do Estado, ABANDONADO pela atual gestão, a situação agrava-se e o descrédito é muito, mas MUITO MAIOR;
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j) se há 46% de indecisos, onde se localizam? A pesquisa é omissa;
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l) qual o questionário aplicado na pesquisa? Não foi divulgado;
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(CONTINUA)...

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