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Papelotes de cocaína

Ministro dá liberdade a presa em flagrante com droga

O Supremo Tribunal Federal concedeu liminar em Habeas Corpus a uma mulher presa em flagrante com dois papelotes de cocaína. A decisão permite que a acusada responda ao processo em liberdade. Para o ministro Eros Grau, o dispositivo da nova Lei de Drogas (Lei 11.343/06), que impede a liberdade provisória ao preso em flagrante por tráfico, afronta os princípios constitucionais da dignidade humana, da presunção de inocência e do devido processo legal.

“Daí resultar inadmissível, em face dessas garantias constitucionais, possa alguém ser compelido a cumprir pena sem decisão transitada em julgado, além do mais impossibilitado de usufruir benefícios da execução penal. A inconstitucionalidade do preceito legal me parece inquestionável”, afirmou Eros Grau no despacho.

O Habeas Corpus foi impetrado contra decisão do Superior Tribunal de Justiça que havia negado Recurso Ordinário com base na nova Lei de Drogas em que o preso em flagrante por tráfico de entorpecentes não tem direito ao benefício da liberdade provisória ou do apelo em liberdade. O STJ também baseou-se no dispositivo constitucional que impõe a inafiançabilidade em caso de crime hediondo ou equiparado. A Lei 11.343/06 instituiu o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad) e medidas de prevenção, reinserção social de dependentes e repressão à produção e ao tráfico de drogas.

Embora tenha admitido que o STF vinha adotando o entendimento mencionado pelo STJ, o ministro Eros Grau citou precedente do ministro Celso de Mello no qual afirma a violação dos princípios constitucionais acima citados. “O tema está a merecer reflexão por esta Corte”, disse sob o ponto de vista da proibição de excessos decorrentes da atividade normativa do Estado.  Com informações da Assessoria de Imprensa do Supremo Tribunal Federal.

HC 100.872




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Revista Consultor Jurídico, 6 de outubro de 2009, 18h05

Comentários de leitores

7 comentários

Isso não!

Neli (Procurador do Município)

Roland Freisler (Advogado Autônomo) isso não! Eu fumo cigarro comum e estou sendo,como todos os fumantes,mais perseguidas do que quem fuma mariajuana e outras drogas ilícitas.

Isso não!

Neli (Procurador do Município)

Roland Freisler (Advogado Autônomo) isso não! Eu fumo cigarro comum e estou sendo,como todos os fumantes,mais perseguidas do que quem fuma mariajuana e outras drogas ilícitas.

Isso não!

Neli (Procurador do Município)

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