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Defesa pública

Governador do DF nega movimento de dinheiro ilícito

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), negou que tenha movimentado dinheiro ilícito, em comunicado de quatro páginas. Arruda é acusado de montar, a partir de 2002, um esquema de desvio de recursos públicos para financiar sua campanha ao governo do Distrito Federal. O esquema ainda teria sido mantido para a compra de votos na Câmara Legislativa do Distrito Federal após sua eleição para o governo.

Arruda afirmou, de acordo com notícia do Correio Braziliense, que os recursos que aparecem nos vídeos gravados pelo ex-secretario de Relações Institucionais Durval Barbosa, foram “regularmente registrados ou contabilizados, como foram todos os demais itens da campanha eleitoral”.

Segundo o governador, a avaliação dos advogados é a de que “há defeitos e resfriamento do aparelho de gravação” o que acabou por truncar e comprometer o sentido da conversa, inclusive, com a “desconfiguração” dos dados armazenados. Arruda afirmou publicamente que não deixará o partido e nem a administração do Distrito Federal.

Arruda chegou ao salão verde da residência oficial de Águas Claras com um andador e o pé imobilizado em função de uma cirurgia que fez há alguns dias. Abatido, ele não respondeu a perguntas, como informa o Correio Braziliense. O governador estava cercado por assessores e por dois de seus advogados.

O Conselho Federal da OAB colocou em votação a possibilidade de pedir o impeachment do governador do estado. Em São Paulo, o presidente da OAB-SP apoia o pedido.

Condenado pelos aliados
O PDT, PPS e PSB, que integram a base de apoio do governador do Distrito Federal anunciaram nesta segunda-feira (30/11) que vão entregar os cargos que ocupam no primeiro escalão do governo, de acordo com informações do G1.

O PDT decidiu por unanimidade pelo afastamento de três integrantes do governo do Distrito Federal. Devem deixar os cargos o secretário extraordinário de Educação Integral, Marcelo Aguiar, o gerente de escolas técnicas, Edilson Barbosa, e o secretário-adjunto de Trabalho, Israel Batista.

Também por unanimidade, o PPS decidiu pela saída do secretário de Saúde, Augusto Carvalho, do secretário-adjunto de Saúde, Fernando Antunes, e do secretário de Justiça e Cidadania, Alírio Neto. Outros integrantes do segundo escalão também devem deixar cargos.

O PSB decidiu que vai entregar a presidência da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), ocupada por Joe Valle, que assumiu o cargo há apenas cinco dias. O partido ainda vai abrir processo para apurar as denúncias contra o deputado distrital Rogério Ulysses, que teria sido beneficiado em um suposto esquema de compra de apoio de parlamentares.

Revista Consultor Jurídico, 30 de novembro de 2009, 20h19

Comentários de leitores

3 comentários

É mesmo? Onde está a novidade?

Zerlottini (Outros)

TODO POLÍTICO NUNCA PEGOU EM DINHEIRO ILÍCITO! OS FILMES SÃO FALSIFICADOS! Ainda agora, eu escutei uma VELHA SAFADA, deputada do DF, dizendo que as gravações "foram feitas por um mau caráter". O fato de ELA estar enchendo uma bolsa com notas só mostra um EXCELENTE CARÁTER! Depois de velha, safada! TROCO: CIDADANIA BRASILEIRA POR ROLO DE PAPEL HIGIÊNICO (não precisa ser daqueles chiques, não; pode ser daqueles tipo lixa, mesmo). Mesmo porque "cidadania brasileira" é como manga de colete: INEXISTENTE! Ô PAIZINHO DE MERDA!!! É uma pena que inventaram essa tal de urna eletrônica: não dá pra escrever o que a gente pensa desses safados. E o tal de TSE ainda vem dizer, em suas propagandas: "saiba escolher, na hora de votar". Escolher o quê? Só se for o menos safado. Política é a técnica e a arte de fazer safadezas e se sair bem. Como é que se educa um filho, neste país, se o exemplo (mau) vem de cima? O menino vê que eles roubam e ficam impunes. E o pai e mãe vão dizer que ele tem de ser honesto, respeitar o que pertence aos outros, etc. Ele vai é rir na cara do pai e da mãe.
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG

A César o que é de César

Espartano (Procurador do Município)

Vamos ser justos: tal desculpa esfarrapada só foi possível graças aos advogados do Arruda. Assim que o escandalo vazou, ele sumiu de cena, se trancou com os advogados e aparceu com essa pérola.
Lembra muito um certo Ministro da Justiça que sugeriu a transformação do mensalão em caixa 2, após minuciosa análise do que seria menos grave aos olhos e brechas da lei.
Por essas e outras é que eu fico temeroso. O panetone, apesar de ridículo, pode estar escondendo algo que nós, reles mortais, ainda não percebemos, mas que a Justiça brasileira, caridosa como sempre, pode estar se preparando para digerir de bom grado.
Só lamento que muitos achem legítima esta postura que, aos olhos da sociedade, transforma o advogado em cúmplice e que me deixa sem argumentos para contestar. E antes que prolixos e pedantes venham com teorias jurídicas para me censurar, quero deixar claro que na vida real, como por exemplo em uma conversa de botequim, diferentemente dos autos e da ficção jurídica que só é aceita no "clubinho" dos juristas, a moral vale mais do que qualquer lei escrita.

Panetone

J.Henrique (Funcionário público)

Quando eu achava que já tinha ouvido todas as desculpas esfarrapada me vem essta do panetone! E o presidente da assembléia legislativa do DF que disse que colocou o dinheiro na meia por medida de segurança!!!?

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