Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Eleições OAB 2009

Luiz Flávio Borges D’Urso é reeleito para a OAB-SP

Por 

Luiz Flávio Borges D’Urso é reeleito pela segunda vez para a presidência da seccional de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil. Ele bateu o candidato da oposição, Rui Celso Fragoso, que ficou em segundo lugar. O terceiro lugar ficou para candidato Hermes Barbosa, seguido de Leandro na quarta colocação. 

Depois de disputar voto a voto com Fragoso e perder na capital, D'urso bateu o adversário com 53.887 (36,48% do total) contra 46.678 (31.6%) de Fragoso. Hermes Barbosa teve 19.364 votos (13.11%) e Leandro Pinto, 11.643 (7.88%). Foram eleitos conselheiros federais Arnoldo Wald Filho, Guilherme Octavio Batochio e Marcia Regina Machado Melaré.

A disputa estava acirrada, voto a voto, até a noite desta quarta-feira (18/11). Às 23h, quando foi suspensa a apuração oficial, D'Urso somava 46.033 votos contra 41.066 conferidos ao candidato de oposição Rui Celso Fragoso. Falta ainda totalizar os boletins de quatro urnas de pequenas cidades do interior, mas os votos serão insuficientes para mudar o resultado. A apuração terminará nesta quinta-feira (19/11).

Depois de perder a eleição na capital para Fragoso por cerca de 2 mil votos, D’Urso conseguiu reverter a contagem à medida que a apuração avançava no interior. Na noite de terça-feira (17/11), dia de votação em São Paulo, os dois candidatos chegaram a anunciar a própria vitória no pleito com base em apurações paralelas feitas pelas equipes de campanha. Segundo D’Urso, a vitória estava assegurada por uma diferença de 7 mil votos. Nas contas de Fragoso, sua vantagem definitiva ficaria na casa dos 2 mil votos. Apesar da votação usando as urnas eletrônicas da Justiça Eleitoral, a apuração das eleições em São Paulo se desenrolou lentamente. Mesmo com o clima tenso da apuração, a votação transcorreu de forma tranquila na terça-feira. Bem mais agitados foram os últimos dias da campanha, com acusações de parte a parte.

Eleições da quinta
Nesta quinta-feira (19/11), estão programadas as eleições em Goiás e Mato Grosso. Em Goiás, quatro candidatos disputam a presidência: Henrique Tibúrcio, João Mendes de Rezende, Márcio Messias Cunha e Leon Denis Bueno da Cruz. Em Mato Grosso, a corrida é entre dois concorrentes: Cláduio Stábile e João Vicente Scaravelli.


Os eleitos
AC
- Florindo Silvestre Poersh
DF - Francisco Queiroz Caputo Neto
MS - Leonardo Avelino Duarte
PA - Jarbas Vasconcelos
PR - José Lucio Glomb
RJ - Wadih Damous
RS - Cláudio Lamachia
RO - Hélio Vieira
SC - Paulo Roberto de Borba
SP - Luiz Flávio Borges D'Urso
TO – Ercílio Bezerra


 

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 19 de novembro de 2009, 11h58

Comentários de leitores

12 comentários

VAI VALER A PENA...

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Prezado dr. Fernando:
Conheci o dr. Approbato por volta de 1975, quando iniciei atividades como membro da então 1a. Turma da Comissão de Ética e Disciplina, cujo presidente foi o dr. Approbato durante muitos anos. O dr. Approbato sempre foi aberto ao diálogo, um democrata. Nunca quiz impor sua vontade na OAB, trouxe para a nossa Casa do Advogado vários adversários de lutas políticas, abriu as portas da entidade para todos. Se analisarmos a composição das chapas nos últimos 15/20 anos, veremos que as "oposições" quase sempre são ex-participantes da entidade, eventualmente com alguns novos membros.O vice do Rui era o Tesoureiro do Aidar. A vice do Hermes foi Conselheira do Approbato e depois vice na chapa do Rui em eleição anterior. O Hermes é Comselheiro Federal na atual gestão do D'Urso, etc. Ou seja: esse "sistema" de chapas permite uma desunião dos bons. Poderia citar vários exemplos, mas me basta focar num: a Marli Cestari, de São Bernardo, foi uma excelente Conselheira na gestão do Approbato, mas afastou-se da OAB quando passou a integrar uma outra chapa que perdeu a eleição. Foi a Marli que perdeu ? Não, meu Caro, foi a OAB-SP. Precisamos romper com esse sistema maluco que pode castigar os bons e premiar os maus. Algumas vezes para formar uma chapa coloca-se um conselheiro que não tem qualquer afinidade com o grupo, mas que se imagina lhe possa trazer votos. Isso é muito ruim, pois cria "grupos" dentro do Conselho. Um ex-conselheiro na época do Carlos Miguel sempre se dizia integrante do "baixo clero". Outro se dizia da "ala jovem", como se a OAB fosse uma escola de samba...Precisamos mudar essa situação. Vamos repensar o sistema eleitoral da OAB. Vamos ter muito trabalho, pois isso passa pela Câmara...Vai dar trabalho, mas vai valer a pena.

Eleições OAB/SP

Fernando Joel Turella (Advogado Autônomo)

Caro Dr. Raul Haidar.
Concordo com parte de sua opinião, mas entendo no mínimo estranha a afirmativa:
"Não faz sentido que ex-dirigentes pretendam "ad aeternum" controlar as eleições da OAB, ordenando quem deve ser o presidente, o vice, etc. e tal. A OAB-SP não é capitania hereditária". Como bem sabido é exatamente um ex-dirigente, no caso o Dr. Rubens A. Machado e seu grupo que controlam a Entidade há 06 anos e pretendem assim fazer por mais 3, ou até ilimitadamente. Realmente "A OAB-SP PERTENCE APENAS AOS ADVOGADOS !!!", mas desde que a oposição tenha início já e com a união de seus principais líderes. Só dessa forma será evitado o encastelamento no cargo e respeito à prática republicana.
Saudações.

A OAB-SP PERTENCE APENAS AOS ADVGADOS !!!

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Há tempos divulgo a necessidade da reforma eleitoral na OAB. O sistema de "chapas" é incompatível com a entidade, pois viabiliza a eleição de conselheiros que não se sabe quem é e afasta advogados que teriam importante papel. Dizer que a eleição foi "apertada" é equivoco. Na eleição de Carlos Miguel Aidar a diferença foi de pouco mais 700 votos em relação à segunda colocada, a chapa de Roberto Ferreira, quando o Vitorino (vice do Rui) ficou em terceiro. Agora Roberto Ferreira aliou-se a Fragoso e a diferença foi de mais de 7.000 votos. Em 2000 a chapa do Roberto impugnou as eleições e pediu recontagem. Fui o advogado da chapa da situação e nenhuma das acusações foi comprovada. Isso seria evitado se tivéssemos uma reforma eleitoral onde os conselheiros fossem eleitos individualmente e apenas a diretoria sob a forma de "chapa". Projeto foi apresentado à Câmara mas acabou arquivado. Poderíamos eleger apenas conselheiros individualmente e estes após a eleição escolheriam os diretores. Em todas as chapas existem advogados de alto nivel que podem ser conselheiros.Sua colaboração à entidade poderia ser muito valiosa. Parece-me muito triste que um dos derrotados, pessoa decente, tenha declarado que vai ficar "vigilante" contra os eleitos. Esse é o problema: quem perde eleição nas regras atuais e nunca fez nada para tentar mudá-las, deveria ter serenidade para admitir a derrota e colocar-se à disposição dos eleitos para ajudar a OAB. A OAB está acima de qualquer um de nós. Nós vamos deixar de existir um dia, mas a OAB vai perdurar.Não faz sentido que ex-dirigentes pretendam "ad aeternum" controlar as eleições da OAB, ordenando quem deve ser o presidente, o vice, etc. e tal. A OAB-SP não é capitania hereditária. A OAB-SP PERCENTE APENAS AOS ADVOGADOS !!!

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 27/11/2009.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.