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Prova de sangue

Justiça pede material genético de casal Nardoni

O juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri de São Paulo, determinou nesta quarta-feira (4/11) a coleta de material genético do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados da morte de Isabella Nardoni, ocorrida em março do ano passado. O material será comparado com amostras de sangue recolhidas na época do crime e preservadas pelos institutos. O intuito é comprovar se seriam do próprio casal. A informação é do site G1.

Peritos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico-Legal devem fazer a coleta nesta sexta-feira (6/11), segundo decisão do juiz. Anna Carolina e Alexandre estão em presídios de Tremembé, a 147 km de São Paulo. A Justiça garantiu o acesso da defesa do casal durante a coleta e exame do material em laboratório. Caso eles se recusem a fornecer sangue, o juiz determinou que os peritos recolham duas amostras de material genético, como mucosa da parte interna da boca ou bulbo capilar.

“A determinação ali proferida por este Juízo visando a colheita de nova material sanguíneo dos réus, a fim de compará-lo com o restante do material que ainda se encontra preservado perante àqueles órgãos públicos visa exatamente dirimir quaisquer dúvidas a respeito da origem daquele material que lá se encontra”, diz a decisão.

O casal alega que não cedeu sangue para a perícia na época do crime. O promotor do caso, Francisco Cembranelli, explicou que o material que será coletado nesta sexta-feira será confrontado com as amostras que seriam de sangue do casal, armazenadas pelos órgãos públicos desde a morte da menina. “Ele [juiz] determinou que fosse colhido o material para que fosse comparado com as amostras de sangue que o casal disse nunca ter fornecido”, afirmou Cembranelli.

Segundo o promotor, não há relação com o sangue encontrado no apartamento. “Eu nunca disse que o sangue encontrado no apartamento era de qualquer um deles. O sangue do apartamento é todo da menina”, afirmou Cembranelli. O sangue que teria sido recolhido na época do crime foi usado, de acordo com o promotor, para exames toxicológicos e uma comparação genética.

Em maio deste ano, o juiz havia determinado a preservação dos materiais genéticos arquivados no IC e no IML para “assim permitir a realização de futuras diligências para comprovar suas origens, no futuro, se necessário”.

Revista Consultor Jurídico, 6 de novembro de 2009, 3h13

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