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Aniversário da PF

Lula pede fim da pirotecnia nas operações da PF

O presidente Lula cumprimenta o diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, durante solenidade de comemoração dos 65 anos da PF - Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr  Em solenidade com a presença do presidente Lula, a Polícia Federal comemorou 65 anos de vida. Em discurso de improviso, Lula cobrou o fim da pirotecnia nas operações e exigiu sigilo de informações nas investigações. Nem o Judiciário, nem o Ministério Público, nem a PF precisam aparecer, disse o chefe do Executivo brasileiro. “Deixem isso para nós, políticos”, recomendou, de acordo com informações da Agência Estado. O diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, comandou a cerimônia. O ministro da Justiça, Tarso Genro, também estava presente.

As declarações foram feitas um dia após a PF fazer uma operação que atingiu a diretoria da Camargo Corrêa e no mesmo dia da prisão de Eliana Tranchesi, dona da megabutique Daslu. A Camargo Corrêa é acusada de fazer doações ilegais a políticos, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Tranchesi foi condenada a 94 anos de prisão pelos crimes formação de quadrilha, descaminho (fraude em importações) e falsificação de documentos.

Lula lembrou que a Polícia Federal é uma das instituições mais bem avaliadas pelas pesquisas de opinião e fez questão de ressaltar que, sem seis anos de governo, aumentou o orçamento e o efetivo da Polícia Federal. O presidente disse ainda que está dando atenção à aprovação da Lei Orgânica da PF, que definirá direitos e deveres de seus agentes.

Para mostrar empenho de seu governo no combate ao crime organizado ao tráfico de drogas e a corrupção, Lula disse que neste ano 40 grandes operações foram feitas pela PF, com a prisão de 462 pessoas. Em 2008, o total de grandes operações, segundo o presidente, chegou a 235 e o número de presos, 2.475. Ele também fez questão de ressaltar que, desde 2003, foram presos 92 delegados federais por cometerem irregularidades.

O presidente observou que o trabalho da PF deve ser fiscalizado pela corregedoria da instituição para evitar erros contra os cidadãos. “Nós lidamos com seres humanos. Um erro pode ser irrecuperável.”

Segundo Lula, o fato de mais casos de corrupção estarem sendo divulgados só mostra maior empenho do governo e da PF no combate às irregularidades. “Quanto mais vocês trabalharem, mais aparecem denúncias. A corrupção é uma doença que só aparece quando é combatida”, disse aos agentes da PF presentes à cerimônia.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Revista Consultor Jurídico, 26 de março de 2009, 20h37

Comentários de leitores

8 comentários

Pirotecnia, ad hoc e quetais

Chris (Bancário)

Ágora; Macarone; Roland Freisler; Antonio Cândido Dinamarco; Luis Carlos de Oliveira Cesar Zubcov, gostaria muito de vê-los emitindo opiniões acerca da tão propalada "defesa do estado de direito" (Gilmar MENDES) quando - talvez na próxima segunda-feira - o BOPE do Rio de Janeiro matar "alguns" bandidos e a ROTA de São Paulo 'emparedar' "zil" habitantes de Higienópolis. Pensando melhor, acho que não! Não darão a mínima, pois teem nojo do que se chama povo. Fazer o quê, é a elite nacional pensante?!!!

Presidente deveria mandar

Republicano (Professor)

Presidente deveria mandar e não pedir. Parece tão somente jogo de cena.

PENA

Macarone (Estudante de Direito)

94 ANOS DE PRISÃO ?????????????

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