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Direitos autorais

YouTube bloqueará vídeos de músicas no Reino Unido

O site YouTube, da Google, bloqueou o acesso a vídeos de música aos usuários do Reino Unido porque não conseguiu fechar um acordo razoável com a principal associação de compositores do país para o pagamento de direitos autorais. A PRS for Music, de acordo com o YouTube, estava cobrando um valor muitas vezes superior ao acordo anterior. As informações são do Financial Times.

Os vídeos enviados por artistas independentes e usuários do site serão mantidos. Aqueles produzidos pelas grandes produtoras, no entanto, começarão a desaparecer.

A associação critica o site. Afirma que o YouTube não a consultou antes de bloquear o acesso e pede que reconsidere a decisão.

“Ninguém vai ficar feliz com essa decisão, mas só conseguimos trabalhar em condições razoáveis. Esperamos encontrar uma rápida solução”, declarou o diretor de vídeos do YouTube na Europa, Patrick Walker. Para ele, o custo sugerido seria proibitivo, faria com que o site perdesse muito dinheiro em cada reprodução.

Walker disse, ainda, que falta transparência à PRS for Music, que não deixou claro quais as músicas que seriam incluídas na licença para a reprodução dos vídeos. “É como dizer para uma pessoa comprar um CD sem dizer quais são os artistas que tocam nele”, comparou.

A PRS for Music é como o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) brasileiro, responsável pela arrecadação e distribuição de direitos autorais decorrentes da execução pública de músicas nacionais e estrangeiras. Steve Porter, CEO da associação, se disse “chocado e decepcionado” com a “drástica” decisão da Google, “que só penaliza os internautas e os compositores, cujo interesse nós protegemos e representamos”.




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Revista Consultor Jurídico, 9 de março de 2009, 18h59

Comentários de leitores

1 comentário

Ainda bem que não é...

RCOBF (Servidor)

Quando li o título da notícia imaginei que o bloqueio decorresse de decisão judicial, como monstruosamente já se resolveu no país, proibindo o acesso da maioria para proteger a "privacidade" de duas pessoas. "No Reino Unido também se decide assim?" - Pensei. Ainda bem que não.

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