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Segredos revelados

STJ rejeita recurso de mágicos em ação contra Globo

A Associação dos Mágicos Vítimas do Programa Fantástico não conseguiu levar ao Supremo Tribunal Federal a análise da ação contra a TV Globo Comunicações e Participações S/A e Televisão Gaúcha S/A.  O recurso da associação foi rejeitado pelo vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Ari Pargendler. A associação pediu indenização pelo quadro Mister M, em que segredos mágicos eram desvendados. O programa era apresentado pelas emissoras em 1999. 

Segundo a associação, houve intenção deliberada de menosprezar a arte mágica, apresentando os mágicos como "embusteiros", enquanto Mister M aparecia como o "paladino da Justiça, o herói capaz de resgatar a verdade". Afirmou, ainda, que a linguagem utilizada, na referência aos mágicos, era de escárnio, desafiadora, irônica e acompanhada de entonação de deboche e olhares irônicos dos apresentadores. Afirmou ter havido desinteresse pela mágica, com os conseqüentes prejuízos financeiros e morais.

Em primeira instância, a liminar foi concedida para que as emissoras não exibissem o programa. Posteriormente, a ação foi julgada improcedente, revogando a tutela antecipada. Já a ação indenizatória foi julgada parcialmente procedente. No entanto, foi rejeitado o direito de resposta pedido pela associação. As emissoras foram condenadas a pagar os prejuízos materiais, lucros cessantes e danos emergentes, que seriam apurados em liquidação de sentença. O dano moral deveria ser calculado em montante equivalente ao apurado a título de dano material.

Emissoras e associação recorreram. O TJ gaúcho entendeu que não houve conduta ilícita ou censurável das empresas na transmissão televisiva do quadro.

A associação levou o caso ao STJ, depois de o TJ-RS não ter admitido o recurso à Corte Superior. O desembargador Carlos Mathias, do STJ, negou o pedido por falta de peça obrigatória. A decisão foi mantida pela 4ª Turma ao julgar Agravo Regimental. Os mágicos tentaram levar o caso ao STF. O ministro Ari Pargendler negou seguimento ao recurso. Com informações da Assessoria de Imprensa do Superior Tribunal de Justiça

Ag 787.531




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Revista Consultor Jurídico, 9 de março de 2009, 14h17

Comentários de leitores

1 comentário

comparando com o sarney , mero principiante...........

hammer eduardo (Consultor)

Gozações a parte , é por essas e outras que a nossa combalida Justiça demora DECADAS para decidir algumas questões que o saudoso Nelson Rodrigues chamaria de pertinentes ao "obvio e ululante" , besteirol deste tipo apenas entope o que ja não funciona direito.
De qualquer forma , se juntarmos no mesmo balaio todos os magicos da tal "associação" , Mister M , David Blane e outros conhecidos da profissão , serão considerados apenas "miseraveis amadores" em inicio de carreira se comparados aos verdadeiros "MAGICOS" que pululam em Brasilia como o zezinho dirceu , sarney zinho e seus filhinhos idem , o recem-exumado collor de mello , o dono do castelo e por ai vai, a lista é bem longa!
Pobre Pais que é obrigado a assistir impotente diariamente a este infindavel festival de "magicas" , via de regra com o seu , o meu e o nosso dinheirinho suado e surrupiado atraves destes estratagemas que caracterizam a nossa cleptocracia como um verdadeiro "estado escravocrata" em relação aos tributos que incidem sobre os Honrados que são os Trabalhadores. E depois ainda alegam que o beocio tem 84%.............

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