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Fim da invasão

Sem-terra desocupam fazenda em Pernambuco

Cerca de 80 famílias de trabalhadores rurais sem-terra desocuparam, nesta quinta-feira (4/3), a Fazenda Jabuticaba, em São Joaquim do Monte (PE). No dia 21 de fevereiro, a fazenda foi invadida pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, quando quatro seguranças foram mortos.

O grupo saiu da fazenda depois de acordo assinado com a Ouvidoria Agrária Nacional, órgão do Ministério do Desenvolvimento Agrário. O acordo assegurou às famílias a entrega mensal de 100 cestas básicas. A retirada foi supervisionada pelo ouvidor agrário nacional e presidente da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, Gercino Silva Filho, e pelo promotor agrário de Pernambuco, Edson Guerra.

Com a saída dos sem-terra, que se transferiram para uma propriedade de um hectare, a um quilômetro do acampamento, a medição da Jabuticaba terá início na segunda-feira (9/3), pelo Incra. Se a área for maior de 525 hectares, será vistoriada com fins de reforma agrária. Se menor, os sem-terra devem se comprometer a nunca mais ocupá-la, pois ela estaria fora do padrão para o programa de reforma agrária. O dono da fazenda diz que ela tem 247 hectares, já o MST calcula a área superior a 525 hectares.

O superintendente do Incra em Pernambuco, Abelardo Sandes Siqueira, adiantou que, além da medição da Fazenda Jabuticaba, o instituto irá procurar novas terras para o assentamento de famílias na região.




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Revista Consultor Jurídico, 4 de março de 2009, 20h37

Comentários de leitores

3 comentários

SUA MAGESTADE

Telek (Estudante de Direito)

Medo da reação dos fanzendeiros? É só olhar a história e comparar. Em vistas aos sangues derramdos, no campo, pelas mãos dos fazendeiros, a morte de quatro pessoas é fichinha. No entanto, não se justifica a ação do bando que cometeu o assassinato dos quatro "seguranças". Outrossim, não podemos generalizar e condenar um movimento, por causa de uma ação isolada. Se assim fosse, não teríamos mais polícia militar, magistrados, etc.

Sua majestade, o MST...

Zerlottini (Outros)

E, só pra variar, NINGUÉM será punido pelo assassinato dos quatro vigilantes. O meu grande medo é quando os fazendeiros começarem a se defender das invasões armadas de suas terras. Vai correr sangue neste país à vontade. Tomara que dê para afogar o Mula e sua camarilha, que acham que o MST é um movimento social, que merece até ajuda federal (com o nosso dinheiro, é claro).
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.

Devida e merecida resposta ao GM

Armando do Prado (Professor)

O Procurador Geral Antonio Fernando de Souza questionado se o Presidente do STF teria extrapolado suas prerrogativas institucionais, respondeu:
‘Não faço julgamento de autoridades. Cada um sabe o que diz. Também não é atribuição dele julgar esse caso concreto. Ele deve achar que é. As minhas atribuições eu sei plenamente e me mantenho dentro delas.”

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