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Advogados x Juízes

OAB critica campanha da AMB pelo fim do quinto

O presidente nacional da OAB, Cezar Britto, rechaçou nesta segunda-feira (11/5) as críticas ao quinto constitucional feitas pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Cezar Britto criticou a postura dos juízes de carreira. "O que desmoraliza o Judiciário não são os representantes do quinto, mas sim a morosidade, a impunidade e a crescente ausência de sintonia com o povo.”

Segundo Britto, o quinto permite que o cidadão, por meio do advogado, participe das decisões do Poder Judiciário. "E como na democracia o poder emana do povo e a ele deve ser dirigido, não pode um tribunal conviver sem o povo. Não é hora de reduzir a importância de os advogados integrarem os tribunais. Querer dar mais cargos aos magistrados de carreira, simplesmente para atender às demandas políticas da corporação, não enobrece a AMB. O melhor seria se a entidade reforçasse a luta contra aqueles que querem desmoralizar o Judiciário com a chamada PEC do Calote", sustentou Britto.

Na semana passada, como mostrou a revista Consultor Jurídico, o presidente da AMB, Mozart Valadares, disse que o quinto não trazia melhoras aos tribunais. “Não conseguimos identificar um colegiado que tenha se tornado mais transparente ou oxigenado por causa do quinto” (Clique aqui para ler o texto completo). As declarações foram feitas em evento na semana passada sobre a influência do Poder Executivo no Judiciário. Valadares classificou a defesa do quinto, por parte da OAB, de “corporativista”.

O presidente nacional da Ordem disse ainda que não se pode cometer injustiças ao avaliar a origem de um magistrado. "Seria muito injusto, por exemplo, afirmar que o fato de o ministro Paulo Medina, afastado do exercício da magistratura em função de fato delituoso, deveria impedir que representantes da carreira da magistratura ocupassem os tribunais; da mesma forma como seria injusto dizer que o fato de Medina ter sido presidente da AMB tornaria indigno todos os presidentes dessa entidade." Com informações da Assessoria de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 12 de maio de 2009, 11h12

Comentários de leitores

13 comentários

Cinzas institucionais - OAB

José Rubens Costa (Advogado Associado a Escritório - Administrativa)

No momento em que o Presidente da OAB nacional manifesta insensata opinião pessoal, pretendendo estar em nome da instituição e da classe, evidente que, antes de tudo, merece reprimenda ética e disciplinar da Ordem dos Advogados, e, sem dúvida, cabe-lhe o completo descrédito da sociedade, porque não se confere a ninguém o adjetivo de desonrado ou de culpado, se, como no caso, inexistente condenação. O Estado de Direito preza valores fundamentais como a presunção de inocência, a liberdade e, sem dúvida, o direito de expressão. Não tolera, no entanto, os atos de covardia, como o praticado pelo Presidente da Ordem dos Advogados, ao dirigir, sem o mínimo recato ético e jurídico, sentença de condenação do ilustre e honrado Ministro Paulo Medina. Promoveu-se, assim, constrangimento social e irreparável dano moral, semeando, na sociedade, sequer a dúvida, mas "podre certeza", porque o acusador se intitula Presidente da Ordem dos Advogados, instituição democrática e libertária, que deve, sem dúvida, repudiar a insensatez.

E o quinto do MP?

Contestador (Estudante de Direito)

Se é para tirar da OAB, tem que tirar do MP, até porque os tribunais estao ficando com a alma condenatória dos MP

Mediocridadeda nova OAB, a velha morreu junto com a ditadura

Camilo Rocha (Industrial)

“Há tantos burros mandando em homem de inteligência que as vezes fico pensando que a burrice é uma ciência.” (Rui Barbosa)
Dito isso e com todo respeito que Rui Barbosa merece, eu substituiria a palavra "burros", por "medíocres", pois entendo que tais animais assim denominados, não merecem ser comparados com certos dirigentes que se apresentam por ai! Este é o nível do nosso Brasil!!!

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