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Presença de ministros não se mede apenas pelo Plenário

Não dá para aferir a produtividade funcional e intelectual de um ministro no Supremo Tribunal Federal levando-se em conta apenas sua presença nas sessões plenárias. O esclarecimento é do presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, que participou de seminário sobre combate a organizações criminosas, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Mendes citou o caso do ministro Celso de Mello relacionado pelo jornal Estado de São Paulo entre os que têm faltado ultimamente à sessão plenária. O presidente do STF lembrou que Celso de Mello é conhecido por virar a noite trabalhando na Corte. Seus votos são enciclopédicos e, se não esgotam o tema em exame, tornam-se referência para estudiosos e para quem busca doutrina e fundamento para petição ou decisão. "É comum o ministro deixar o tribunal pela manhã quando outros já estão chegando", comentou Gilmar Mendes.

Decano do tribunal, Celso de Mello enfrentou o revés de acompanhar a agonia de sua única irmã, Maria Aparecida de Almeida Melo que passou as últimas semanas em coma profundo. Cidinha, como era conhecida a advogada e procuradora do Estado aposentada, morreu domingo e foi sepultada nesta segunda-feira na cidade de Tatuí.

O Estadão publicou levantamento em que constata que das 24 sessões do início do ano Judiciário até quinta-feira (7/5), todos os 11 ministros só estiveram reunidos durante seis vezes. O tribunal informou ao jornal que não houve uma sessão sequer que tenha deixado de acontecer por falta de quórum. O ministro Celso de Mello esteve presente a todos os julgamentos relevantes.

Revista Consultor Jurídico, 11 de maio de 2009, 17h41

Comentários de leitores

1 comentário

MANDATARIOS DEVEM SE COMPORTAR COMO SERVIDORES QUE SÃO É SÓ

Bonasser (Advogado Autônomo)

Qualquer fala e desculpas serão tão somente balelas, os Ministros assim como qualquer cidadão que seja servidor publico deve cultuar o respeito pelo cargo que ocupa e a confiança a ele depositada pela sociedade/Nação.
O fato de ficar até mais tarde no local de trabalho realizando labores extras mesmo que com toda a boa vontade, e sabemos que os senhores dela são fartos, não é suficiente para encobrir faltas às reuniões plenárias. A sociedade está cansada deste tipo de comportamento e desculpas, quer que cada um cumpra com seu dever e bem feito; do elemento que serve o cafezinho até o ministro mais antigo ou Presidente da CÔRTE, é assim que tem que ser, se não sincronizar com o dever a ser cumprido que peça para sair, é mais honrado do que ficarem se desculpando a cada descoberta de deslize praticado por servidores.
Que eles são portadores e detentores de elevado saber juridico todos somos sabedores, haja vista, que não estão lá por concurso e sim por indicação, estão julgadores sem que para isso tenham sido investido da judicatura, desde o inicio de sua carreira, por isso são conhecedores de seus deveres e conscientes desta tarefa , de oficio.
Creio que o que está ocorrendo nas cupulas dos 3 poderes, é o fato de que agora eles sabem que a sociedade descobiu caminhos e mecanismos para supervisionar seus MANDATÁRIOS e isso deve estar incomodando àqueles que de fato não cumprem o preestabelecido pelas normas ÉTICAS e legais.
A sociedade não reclama, ela exige que os servidores de todos os escalões se comportem como deve corresponder a tal e não como elee devem imaginar. Enquanto prevalecer a deixa da vantagem de uns sobre os demais, isso não acabará, deve-se dar a todos o mesmo tratamento, é SÓ.
RESPEITO,PROBIDADE, ÉTICA....

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