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Morte na torcida

Torcedor acusado de matar rival pode ir a Júri

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O promotor de Justiça Raul de Godoy Filho apresentou à Justiça paulista as alegações finais no processo crime contra um grupo de 15 torcedores do Palmeiras e do Corinthians. O grupo se envolveu na briga que causou a morte de Diogo Lima Borges e ferimentos em Olival Manoel Tibúrcio Júnior. Os crimes aconteceram em 2005, na estação Tatuapé do Metrô, antes de um jogo entre os dois times de futebol, no estádio do Morumbi.

O Ministério Público quer que Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca, principal acusado, seja pronunciado e vá a júri popular pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio e lesão corporal. Ele é acusado de instigar e comandar a ação, e também de disparar diversas vezes pelas costas e matar Diogo Lima Borges.

A promotoria de justiça quer que os outros 14 acusados respondam pelos crimes de dano, por terem depredado as instalações do metrô, e rixa qualificada. Alguns também são denunciados por participação no homicídio do Diogo. Segundo a denúncia, teriam levado barras de ferro para a estação do metrô. Diz ainda a promotoria que as torcidas agiram juntas, agendando o tumulto dias antes por um sítio de relacionamentos na internet.

Em seus argumentos, o promotor sustenta que o crime de homicídio foi praticado por motivo fútil. Segundo a acusação, Rodrigo Fonseca é sócio da organizada do Corinthians, conhecida como “Gaviões da Fiel” e agiu com violência pelo simples fato de a vítima pertencer à torcida rival, conhecida por “Mancha Verde”.

Além disso, de acordo com o Ministério Público, o acusado e os demais co-réus usaram de recurso que impossibilitou a defesa do ofendido. A vítima Diogo foi atingida pelas costas, de forma surpreendente, quando tentava fugir do embate entre as torcidas, de modo que não teve qualquer possibilidade de defesa.

“Assim, embora não seja possível imputar aos acusados a prática do crime de quadrilha ou bando, nada impede suas responsabilizações pelo delito de rixa qualificada”, justifica o promotor. “A ocorrência de uma luta generalizada, tumultuosa, indiscriminada, entre torcedores de times rivais é clara, assim como a participação dos réus no evento que acarretou a morte de uma pessoa e lesões em outras tantas”, conclui Raul de Godoy Filho.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 8 de maio de 2009, 3h09

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