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Escuta clandestina

Opportunity critica indiciamento de Daniel Dantas

Em nova nota à imprensa, divulgada nesta sexta-feira (8/5), o grupo Opportunity sugeriu que o indiciamento do banqueiro Daniel Dantas, em relatório final da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas da Câmara, pode ter sido uma “manobra política mal arquitetada” para “apagar os rastros de ilegalidades cometidas no âmbito da disputa societária das teles desde 2003”. A informação é da Agência Brasil.

Para o grupo, o relatório final da CPI apresenta “contradições, falhas e incoerências típicas”. O Opportunity afirma que a Kroll, empresa contratada pela Brasil Telecom, não interceptou ilegalmente a Telecom Itália, mas teria sido vítima de espionagem pela empresa italiana. A suposta espionagem feita pela Kroll foi investigada pela Polícia Federal na Operação Chacal.

“O Opportunity reafirma que a Kroll foi contratada pela Brasil Telecom [BrT] – e não por Daniel Dantas – para investigar a compra superfaturada da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT), por pressão da Telecom Itália e conivência dos fundos de pensão brasileiros, sócios da BrT. A Kroll, de acordo com perícia da própria Polícia Federal, não tinha equipamentos para fazer grampo telefônico”, diz a nota do grupo.

Em seu depoimento à CPI dos Grampos, em abril deste ano, o banqueiro Daniel Dantas disse que não ordenou a instalação de grampos ilegais pela Kroll e alegou que a Operação Chacal teria sido “encomendada” pela Telecom Itália à Polícia Federal. Segundo Dantas, a empresa do setor telefônico italiano tinha interesse em prejudicar a Brasil Telecom na disputa pelo setor de telefonia no Brasil.

No relatório final da CPI dos grampos, a relatora Iriny Lopes (PT-ES), apenas incluiu o pedido de indiciamento do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, por escuta telefônica clandestina. Segundo ela, há indícios de que Dantas contratou empresa de escutas telefônicas para grampear conversas durante a disputa pelo controle acionário da Brasil Telecom entre a Telecom Itália, fundos de pensão, o Citigroup e o grupo Opportunity.

Os os outros dois personagens da Operação Satiagraha, que implicou Daniel Dantas, se livraram do indiciamento. São eles o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, responsável pelas investigações iniciais da operação da PF, e o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Paulo Lacerda. Ambos perderam suas funções na PF e na Abin por supostas ilegalidades cometidas no decorrer da Satiagraha.

Revista Consultor Jurídico, 8 de maio de 2009, 19h19

Comentários de leitores

2 comentários

Obiter dictum

Gilberto Serodio Silva (Bacharel - Civil)

É muita explicação. Não basta a mulher de Cézar ser honesta tem que parecer honesta o que não é o caso do Banco Opportunity e seu controlador o notório e condenado Daniel Dantas, inclusive por escutas ilegais feitas pela Kroll, juntamente com a madame Carla de Sico algo assim que escafedeu-se.
Nas decisões que condenaram Daniel Dantas e outros, inclusive a mana, qualquer excesso de provas e fatos são obiter dictum. Não enganam mais ninguém a não ser eles mesmo com essa retórica toda. Dura Lex Sed Lex no cabel só Gumex!

coisa interessante

dinarte bonetti (Bacharel - Tributária)

como pode o Opportunity, discordar do indiciamento de Dantas?
A diretoria terá agora, a chance de provar a inocencia de seu diretor presidente, que ela tanto queria, contra todas as maldades contra Daniel Dantas.
Deveriam estar felizes, pois ai esta a possibilidade de limpar o nome do banqueiro.
Alguem da diretoria deve ter cochilado ao emitir essa nota tão infeliz, pois da a impressão oposta, de que DD tem sim culpa no cartorio.
Parem com isso, demitam esse diretor infeliz, e vão para justiça provar a inocencia do homem.

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