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Necessidade do concursando

Livros para concursos têm de ser simples e didáticos

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Escrever um livro direcionado para quem está estudando para fazer concurso público não é das tarefas mais simples. Até mesmo um acadêmico renomado pode meter os pés pelas mãos ao tentar se aventurar na área. A constatação é do editor Vauledir Ribeiro, da editora Método. Ele explica que a pessoa que se prepara para prestar um concurso público não está em um momento de discutir tese. Os livros têm de ser, antes de qualquer coisa, simples e didáticos.

“Tem de ter em mente a necessidade do consumidor”, diz o editor. A pessoa que presta concurso precisa de boa preparação e o que não é importante para a aprovação na prova acaba sendo descartado, por mais interessante que possa ser. Ribeiro conta que os escritores enfrentam o desafio de escrever sobre temas que, às vezes, são alheios ao público. Os concursos para carreiras públicas de nível superior exigem conhecimentos em áreas, que nem sempre, são as dos candidatos.

Segundo Vauledir Ribeiro, o autor tem de escrever de forma simples para que o leitor aprenda ao ler o livro. Escrever de modo rebuscado, diz, não traz retorno. O editor conta que costuma receber propostas de autores que não têm perfil e linguagem apropriada para esse meio. As obras têm de facilitar a vida dos concursandos, diz.

Ribeiro explica que o sucesso em concurso público exige dos concursandos, além de disciplina e método, bastante conhecimento. “Não existe aprovado em concursos mais concorridos que não tenha lido bons livros.” Aí está o trabalho do autor do livro: ele tem de fornecer o melhor conteúdo da melhor forma.

Os temas mais importantes nos concursos em geral, diz, são Direitos Administrativo, Constitucional e Tributário. Dependendo da função, além de Direito Público, também se exige informática, raciocínio lógico e Direito Civil.

Para Ribeiro, não existem fórmulas prontas de “estude mais isso que aquilo”. Há, explica, uma seleção do que é mais importante, o que também muda de concurso para concurso. Os chamados macetes complementam. Dicas como começar a prova respondendo questões mais fáceis, estudar mais de uma matéria por dia e memorização de palavras chaves ajudam. “Mas não adianta dicas se não houver estudo, disciplina, metodologia.”

 é correspondente da Consultor Jurídico no Rio de Janeiro.

Revista Consultor Jurídico, 3 de maio de 2009, 8h52

Comentários de leitores

1 comentário

Evolução do mercado jurídico e dos livros de concursos

Educação Financeira para Todos (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Da mesma forma como o nível dos concursos muito aumentou o nível de qualidade dos livros de concursos também evoluiu nos últimos 20 anos.
Por exemplo, quando fiz graduação em 1988-1992 o concurso do Ministério Público de Minas Gerais tinha apenas 04 examinadores, quando entrei em 2000 já eram 06 e hoje são 07. As provas estão cada vez mais difíceis e o volume de matéria aumentou bastante em todo o país.
Na minha época de faculdade os livros de concursos eram verdadeiras "apostilas", baixa qualidade na impressão e conteúdo e isso mudou muito. Quem não evoluiu nesse sentido já saiu do mercado. Vejam quantas editoras daquela época, e que atuavam nessa área, desapareceram no final da década de noventa.
Você vê hoje "livros de concursos" com excelente qualidade e citados na jurisprudências dos tribunais superiores. Apenas a título de exemplo Pablo Stolze, Fred Didier, Rogério Greco, Nelson Ronsevald, entre outros, são livros que fazem muito sucesso entre os concurseiros e são reconhecidamente de qualidade.
Agora é interessante como o mercado jurídico se transforma. Na minha época de graduação havia apenas um "Resumo de Direito Penal", que ainda existe, e hoje existem dezenas de opções. Há até um, pasmem, que comprei em um supermercado na minha cidade exposto junto ao caixa.
Em 1997 lembro-me de ter recebido um vendedor de livros (esse trabalhadores-guerreiros que estão desaparecendo com a venda de livros pela internet) no escritório de advocacia criminal que eu atuava e ele me ofereceu um "Vade-mécum", sendo que ninguém comprava isso naquela época e, creio eu, só havia uma editora que oferecia esse produto. De 2001/2003 para cá para cá virou uma "febre" e dezenas foram lançados por diversas editoras. Hoje tenho três. As coisas mudam.

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