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Banco de imagens

PF cria técnicas mais modernas de retratos falados

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A Polícia Federal anuncia, na próxima terça-feira (30/6), no Instituto Nacional de Identificação, em Brasília, o lançamento da nova ferramenta para o combate ao crime – o Projeto Horus. O sistema elabora retratos falados de alta qualidade. “A técnica de retrato falado é uma consagrada ferramenta de identificação de criminosos utilizada nas investigações policiais de todo o mundo. A inovação apresentada pelo projeto consiste na criação de um banco de imagens coloridas em alta definição e no desenvolvimento de um conjunto de técnicas de equalização de tons de pele, inserção de marcas e acessórios, projeções de envelhecimento e simulação de disfarces”, explica a Polícia Federal.

Projeto Horus - é um sistema qu elabora retratos falados de alta qualidade - Divulgação

O Horus foi totalmente desenvolvido por papiloscopistas policiais federais e servidores administrativos do Instituto Nacional de Identificação. O projeto começou a ser desenvolvido em 2005. Inicialmente, serão capacitados 80 policiais federais para operar o sistema. “A qualidade, em comparação ao sistema atual, é infinitamente superior, dispensa a figura do retratista para fazer o retrato falado”, afirma a PF.

A Polícia Federal faz hoje cerca de 800 retratos falados por ano. O sistema importado, para fazer esses retratos, custa cerca de R$ 20 mil a unidade. O custo do atual sistema “é praticamente zero, porque só demandará as horas de trabalho do papiloscopista que operar, fazendo simplesmente o uso do mouse do computador”, acrescenta. “O sistema atual é baseado no sistema DOS, e trabalha com retratos em preto e branco. O Horus trabalha com todos os matizes de cores, tem uma base de dados de 6 mil imagens, que podem ser ampliadas ao infinito”, compara a PF. A ideia é fazer convênios para ofertar o Horus a todas as forças de segurança do Brasil. O sistema atual

Projeto Horus - é um sistema qu elabora retratos falados de alta qualidade - DivulgaçãoCrianças desaparecidas
Uma das novidades do sistema é acompanhar o envelhecimento de uma pessoa – o que, sobretudo, ajudará os agentes a identificar crianças desaparecidas. No Brasil, não existem dados oficiais que determinem a quantidade de crianças e adolescentes desaparecidos anualmente. Mas, dos casos registrados, um percentual de 10% a 15% permanecem sem solução por um longo período de tempo. Às vezes, jamais são resolvidos.

Desde 2002, a Secretaria Especial de Direitos Humanos criou uma rede nacional de identificação e localização de crianças e adolescentes desaparecidos. Hoje, há cadastrados no site da 1.247 casos de crianças e adolescentes desaparecidos no país. Desde sua criação já foram solucionados 725 casos. Clique aqui para conhecer essa base de dados do Ministério da Justiça.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 25 de junho de 2009, 11h46

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