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Resultado da Satiagraha

Justiça Federal quebra sigilo de Paulo Lacerda

A Justiça Federal decretou a quebra do sigilo telefônico do delegado Paulo Lacerda, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-diretor da Polícia Federal.  A Justiça quer identificar contatos que Lacerda teria feito com o delegado Protógenes Queiroz, mentor da Operação Satiagraha, que investigou o banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, por crimes financeiros. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

Lacerda dirigiu a Polícia Federal por cinco anos, de 2003 a 2007. Entre março de 2007 a setembro de 2008, conduziu a Abin. O rastreamento, que dá acesso a dados de janeiro de 2007 a agosto de 2008, expõe o homem que durante seis anos agiu intensamente nos bastidores do poder, ocupando os mais importantes cargos na cúpula do sistema de inteligência do governo Luiz Inácio Lula da Silva. 

A quebra de sigilo foi ordenada pelo juiz Ali Mazloum da 7ª Vara Criminal Federal em São Paulo. Também é alvo da quebra de sigilo o ex-diretor de contrainteligência da Abin, Paulo Maurício Fortunato Pinto. Em 27 de maio, Mazloum mandou a Polícia Federal abrir inquérito para investigar os passos de Protógenes no cerco a Dantas. Por meio do Ofício 2317/09, endereçado ao superintendente regional da PF em São Paulo, delegado Leandro Daiello Coimbra, o juiz inclui Lacerda no rastreamento e empresários que teriam mantido contato com Protógenes, municiando-o com dados sobre o banqueiro.

Protógenes já é réu em Ação Penal na 7ª Vara. Denunciado pelo Ministério Público Federal, que a ele imputa quebra de sigilo funcional e fraude processual - crimes que teria praticado no curso da Satiagraha -, Protógenes mobilizou 84 agentes e oficiais da Abin. A suspeita é que o delegado contou com o apoio direto e orientação de Lacerda. É a segunda investida do magistrado contra área sensível do governo. Em novembro, Mazloum determinou buscas na base de operações da Abin no Rio, onde a PF apreendeu documentos e mídias secretas.

Desta vez, o alvo é Paulo Lacerda, que detém alentada carga de informações estratégicas. É um autêntico arquivo vivo dos bastidores do governo. Sob seu comando, e aval, a PF executou cerca de 400 missões que levaram à prisão magistrados, deputados, empresários influentes e doleiros. Lacerda, agora adido policial na Embaixada do Brasil em Portugal, não foi localizado para falar sobre a quebra de sigilo. À CPI dos Grampos e à PF, em depoimento formal que prestou no inquérito contra Protógenes, ele afirmou não ter tido participação na Satiagraha.

Revista Consultor Jurídico, 19 de junho de 2009, 13h35

Comentários de leitores

3 comentários

Não há perdão para o Pregador, só para o pecador!

José R (Advogado Autônomo)

Só o sigilo telefônico dele? E o dos demais, inclusive do chefe dele na ocasião? Seria uma ressonância magnética do farisaísmo que entre nós introduziu o estado policial que essa "societas" pretendeu instituir...
Com o cidadão comum, o rigor da lei, para os que agem em nome da lei e violam direitos dos seus semelhantes, duas vezes esse rigor!

Injustiça

SANTA INQUISIÇÃO (Professor)

Depois dos grandes serviços prestados à nação, é injusto o que se faz com o delegado Lacerda.

PT a lavanderia de reputações.

Richard Smith (Consultor)

Que o homem é um verdadeiro arquivo de todas as "bondades" e "honestidades" dos elementos de dentro e dos apoiadores do atual (des)governo que nos assola, isso é um fato, haja vista à prebenda descolada pelo mesmo lá na "terrinha"!
Mas, um dia chegaremos à verdade e ela nos libertará, como no desfecho do caso de Eduardo Jorge Caldas Pereira, os dos "atos secretos" do sumamente lastimável "Rei do Maranhão" (e do Amapá também, por que não?), homem "não-normal" e vítima de "denuncismos", nos dizeres do Apedeuta Sem-Dedo, seu maior apoiador atualmente (como também de barbalho, de ahmadinejad, de fidel, de chávez, de morales, de ... Ih, não tem mais conta! Só "gente fina"!).
Ô paísinho!

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