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Quebra de varejista

Justiça paulista decreta falência da Arapuã

Na última terça-feira (9/6), o juiz da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais rejeitou o pedido de recuperação judicial da Arapuã, levando-a à falência. A quebra da varejista já havia sido decretada em março deste ano pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a pedido da Evadin, credora da companhia. As informações são do jornal Valor Econômico.

Depois de ter a falência decretada, em março, os advogados da Arapuã ainda vislumbraram a possibilidade de evitar a quebra da companhia com um pedido de recuperação judicial. A justificativa era de que isso já havia sido feito por outras empresas que, assim como ela, faliram no regime anterior à nova Lei de Falências.

A Arapuã foi uma das maiores redes de eletroeletrônicos do país até 1998, quando entrou em concordata. Há um ano, as 14 lojas que ainda restavam da Arapuã passaram a vender vestuário popular, com o nome fantasia Sete Belo, porque a empresa não conseguia crédito com os fornecedores de eletrodomésticos.

Segundo o Valor Econômico, desde que a empresa pediu concordata, há onze anos, o empresário Leo Kryss, dono da Evadin, vem empreendendo uma batalha nos tribunais contra a família Simeira Jacob, pedindo a quebra da Arapuã. Ex-fabricante dos televisores com a marca japonesa Mitsubishi no Brasil, a Evadin era uma das maiores fornecedoras da Arapuã.

A falência foi decretada em 2002, mas a varejista conseguiu reverter a decisão no ano seguinte, quando o Tribunal de Justiça aprovou o plano de salvamento da empresa. Segundo o advogado da Evadin, André Gondinho, do escritório Dória, Jacobina, Rosado e Gondinho Advogados, a fabricante de televisores é a maior credora da Arapuã e tem a receber mais de R$ 300 milhões.

A Evadin foi nomeada síndica da massa falida da Arapuã. A rede possui dívidas trabalhistas e fiscais, que têm preferência no recebimento. O total dos débitos da varejista atinge R$ 3 bilhões. Segundo Gondinho, a recuperação econômica da Arapuã era inviável. "A companhia declarou um lucro bruto de R$ 13 milhões em 2008. Portanto, para que todas as suas dívidas fossem pagas, seriam necessários cerca de 300 anos", afirmou.

Nos documentos entregues à Justiça, a Arapuã referia-se à Evadin como sua arqui-inimiga e responsabilizou-a pelo fracasso do seu plano de recuperação já que, durante todos esses anos, viveu sob o risco de falência.

Revista Consultor Jurídico, 12 de junho de 2009, 16h23

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