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Primeiro caso

Detento de Guantánamo é julgado pela Justiça comum

Chega em Nova York, nesta terça-feira (9/6), o primeiro detento da prisão militar da baía de Guantánamo que será julgado pela Justiça comum do país. Ahmed Ghailani é acusado de participar de atentados contra a embaixada norte-americana na Tanzânia e no Quênia em 1998. A informação é do New York Times.  

O jugalmento de Ghailani é um teste importante para o plano do presidente Obama de fechar Guantánamo, em Cuba, em sete meses. O tanzaniano aguarda julgamento no Metropolitan Correctional Centre, em Manhattan, mas deve se apresentar à Justiça ainda neste terça.

Ele responderá pela morte de 224 pessoas que foram envolvidas nos ataques à embaixada planejados pelo grupo terrorista Al-Quaeda. De acordo com o oficiais americanos, Ghailani começou sua carreira como terrorista entregando partes de bombas de bicicleta. Logo, subiu de cargo na organização chegando a ser guarda-costas de Osama bin Laden. Ele ainda trabalhou para a organização como falsificador de documentos e participou de treinamentos em acampanhamento terroristas.

Ghailani foi capturado no Paquistão em 2004 e desde então nega ter conhecimento sobre os tanques de oxigênio e TNT entregues para confecção da bomba. Ele também nega ter efetuado a compra de um dos veículos utilizados em um dos ataques, dizendo que não sabe dirigir. Segundo a agência Reuters, o tanzaniano é acusado ainda de vários crimes que podem condená-lo à pena de morte ou de prisão perpétua.

Obama é contra o pedido de Republicanos que consideram perigosa a manutenção de detentos de Guantánamo em território americano. Parentes de mortos no ataque à embaixada apoiam a decisão do presidente. Para muitos deles, desde os ataques de 2001, as vítimas foram esquecidas.

Quatro outros homens já foram julgados e condenados à prisão perpétua na Corte de Nova York por participar aos ataques à embaixa.

Revista Consultor Jurídico, 9 de junho de 2009, 15h51

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