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Música e o Direito

Advogado toca piano na noite paulistana

Por 

Dr. Erasmo Valadão - Arquivo pessoal

A música e o Direito dividem espaço na vida do advogado Erasmo Valladão França, do escritório França e Nunes Pereira Advogados. Ele começou a estudar piano aos 15 anos. Hoje, quando não está mergulhado em processos ou dando aulas na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, toca na noite paulistana. Sua música pode ser ouvida todas as quartas-feiras no restaurante Ranieri Lounge, nos Jardins. Seu repertório tem 160 músicas, dentre as quais o público pode escolher o que quer ouvir. Ele toca bossa nova, MPB e jazz.

O piano surgiu na vida de Valadão em 1964. Na época, ele era um adolescente mais interessado “em jogar bola”. O professor de piano contratado para dar aulas para ele o convenceu. “Ele tinha um método em que o aluno já conseguia tocar uma ‘musiquinha’ em quatro aulas." Nas primeiras notas, já se apaixonou pela música. Numa viagem ao interior de São Paulo, Valadão se instalou em uma fazenda onde havia com um piano. Resultado: “Passei dias treinando e voltei sabendo tocar as músicas até de trás para frente”. Animado, terminou o curso em menos tempo do que o programado.

Para se aperfeiçoar, Valadão foi estudar com o renomado Wilson Curia, que também foi aluno de Direito na Faculdade São Francisco, e logo começou a tocar na noite. Aprendeu bastante com outros músicos e logo se aprofundou nos estudos de música erudita com Oliver Toni.

Já na Faculdade de Direito, conheceu Marco Antonio da Silva Ramos, que também era dividido entre as duas paixões e acabou tornando-se maestro e professor de música. Nessa época, Valadão tinha uma namorada que morava em um bairro distante e “não tinha piano em casa”. O namoro tomou todo o espaço na sua vida e ele abandonou o piano. Só voltou a tocar anos depois, quando um grupo de amigos decidiu formar um conjunto para tocar no restaurante Engenho e Arte, no centro de São Paulo.

A banda era formada por músicos que, assim como Valadão, tinham outra profissão: um engenheiro contrabaixista, um administrador baterista, um cirurgião plástico no sax e um advogado no piano. O grupo tocou por quase um ano, inclusive por outros restaurantes paulistanos: Bom Bife, Blend e Baiúca, todos no bairros dos Jardins, onde tocou por quase três anos.

Na década de 92, Valadão deixou o piano de lado para dedicar-se ao mestrado e às aulas na graduação e pós-graduação da USP. Voltou a render-se ao piano quando um amigo abriu um bar, o Ranieri Lounge, onde toca todas as quartas. “Enquanto eu conseguir conciliar com o horário das aulas na faculdade, vou continuar.”

Serviço:
Ranieri Lounge
Ministro Rocha Azevedo esquina com a Alameda Lorena, Jardins, São Paulo
Apresentações às quartas-feiras, 21h30

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 25 de julho de 2009, 9h53

Comentários de leitores

2 comentários

VOZES DA ALMA

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Quanto alguem ouve musica, ouve vozes da alma.
Exatamente por isso devemos cuidar com muito carinho da nossa riqueza musical. O Brasil encanta a todos com essa riqueza, com uma enorme variedade de ritmos se espalhando por todo o país. Enquanto outros paises são identificados com determinado ritmo, quase sempre um ou dois, temos a sorte de poder oferecer uma enorme gama de ritmos e sons.
Por outro lado, já está na hora de se promover uma ação para tentar afastar do nosso cenário musical certos ruidos desconexos, com letras idiotas, onde o crime e outras aberrações do comportamento humano são difundidos. Musica é musica, lixo é lixo...
Nosso fraterno abraço ao Dr. Erasmo. Assim que possivel irei ouvi-lo pessoalmente para ter a alegria de aplaudi-lo.

A arte de viver . . .

Ricardo, aposentado (Outros)

A musicalidade é um dos maiores - senão o maior - dons do homem.
A atividade proporciona grande satisfação e uma senhora viagem interior àqueles que a praticam quer como ouvinte ou executor.

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