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Preço salgado

Herdeira da Fiat contesta honorários de US$ 15 milhões

Margherita Agnelli, que herdou cerca de US$ 2 bilhões após a morte de seu pai, o patrão da Fiat Gianni Agnelli, em 2003, abriu um processo contra seu antigo advogado suíço em razão de uma antiga fatura que ela julgou salgada demais, mesmo para sua conta bancária. A notícia é do Valor Econômico.

O advogado, de Genebra, cobrou cerca de US$ 15 mil por hora de trabalho da herdeira italiana. Foram mil horas de trabalho por US$ 15 milhões. Margherita Agnelli, que vive num castelo à margem do Lago de Genebra, pagou a fatura em 2004, quando iniciara uma enorme briga com o resto da família.

Depois, porém, ela reexaminou os detalhes da conta e julgou os honorários "exorbitantes". Numa primeira ocasião, uma comissão de taxação de honorários de advogados de Genebra não quis nem examinar a queixa, estimando que a herdeira demorara muito tempo para reclamar. A herdeira do dinastia Fiat reagiu no Tribunal Federal e este forçou a comissão a determinar se a fatura se justificaria.

Margherita, filha única ainda em vida de Gianni Agnelli, recorrera ao advogado suíço na briga sobre a herança de seu pai. Ela até hoje tem um processo contra os três mais íntimos "consiglieres" de seu pai, num caso que acabou provocando a ruptura com sua mãe e seus três filhos, incluindo John Elkann, que sucedeu Gianni no comando da Fiat.

Sua suspeita é de que haveria ainda uma fortuna escondida do pai. Além disso, ela parece não se conformar com a venda de suas ações da Fiat para o filho John, na época em que a empresa estava em plena degringolada, por algo próximo de US$ 150 milhões, mas que hoje valeria uma fortuna diante da recuperação do grupo.

Sua disputa com o advogado joga luz sobre a briga com a família, mas também sobre as práticas de advogados em Genebra. O advogado da herdeira primeiramente apresentou uma fatura de US$ 800 por hora até aumentá-la para quase US$ 15 mil.

O profissional, que não tem o nome revelado, argumenta para a complexidade do processo e o resultado excepcional que teria obtido para a herdeira, como justificativa para a fatura.

Margherita Agnelli, no entanto, quer pagar apenas US$ 500 por hora, a tarifa média cobrada em Genebra. Outros advogados dizem que o fato da cliente ser uma bilionária não justifica uma conta tão salgada como a apresentada pelo colega.

Revista Consultor Jurídico, 22 de julho de 2009, 14h27

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