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Falta de vagas

OIT divulga estudo sobre jovem no mercado de trabalho

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A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou nesta quarta-feira (1/7) o relatório Trabalho Decente e Juventude no Brasil. Resultado de estudo feito pelo órgão, o documento mostra a dificuldade dos jovens entre 15 e 24 anos para ingressar no mercado de trabalho. Clique aqui para ler o relatório.

A juventude é marcada pelos altos níveis de desemprego e informalidade, baixos níveis de rendimento e de proteção social. Estas são algumas das conclusões divulgadas pelo estudo. A elaboração do documento foi discutida, ao longo dos últimos meses, em uma série de jornadas técnicas feitas com representantes do governo, de organizações de empregadores e de trabalhadores e membros do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve).

De acordo com o relatório, a taxa de desemprego entre os jovens é 3,2 vezes maior que a dos adultos. Em 2006, dos 22,2 milhões de jovens ativos, 3,9 milhões estavam desocupados. Os jovens mais afetados pelos problemas envolvendo o trabalho são os negros, as mulheres e os jovens de baixa renda que vivem nas áreas metropolitanas. Entre as principais causas do déficit de trabalho decente juvenil estão a discrimição, a falta de proteção social adequada, exclusão social,  elevada rotatividade e regulamentação inadequada.

Segundo a OIT, as causas destes problemas começam pelas transformações econômicas e sociais nas décadas de 80 e 90, como o baixo ritmo de crescimento econômico e a desestruturação do mercado de trabalho. Além de ser afetada pelas crises deste período, a juventude não teve vantagens na recuperação do emprego formal, entre 2004 e 2008, que só beneficiou os adultos. O estudo sugere uma análise mais detalhada sobre o porquê dos jovens serem sempre mais afetados pelas crises econômicas, mas traz algumas hipóteses. O grupo observou que jovens tendem a deixar seus postos com mais frequência do que os adultos e também são demitidos mais facilmente, por conta dos baixos salários e encargos para a empresa contratante, mas afirmam que estas características não explicam totalmente os números.

A conclusão do relatório aponta como eixos principais da solução da questão o crescimento econômico e o investimento na escolarização e qualificação (experiência profissional), reforçando o equilíbirio necessário do tempo gasto na escola e no trabalho, como aprendiz. Entre as sugestões indicadas pela OIT estão a conciliação de políticas econômicas e sociais, além do investimento na garantia de acesso à boa educação, aplicação dos direitos fundamentais do trabalho e o combate as formas de discrimação. O documento também mostra as iniciativas do governo e da iniciativa privada para melhorar os índices de trabalho para a juventude, além de trazer recomendações para política voltadas para a juventude.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 1 de julho de 2009, 10h53

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