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Novo presidente

Barack Obama toma posse na presidência dos EUA

Estamos no meio de uma crise que é agora bem compreendida. Nossa nação está em guerra contra uma rede de violência e ódio de longo alcance. Nossa nação está bastante enfraquecida, uma consequência da ganância e da irresponsabilidade de alguns, mas também da nossa incapacidade coletiva de tomar decisões difíceis e preparar a nação para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos foram cortados; empresas destruídas. Nossa saúde é cara demais; nossas escolas deixam muitos para trás; e cada dia traz novas evidências de que a forma como usamos a energia fortalece nossos adversários e ameaça nosso planeta.

Estes são os indicadores de uma crise, tema de dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o solapamento da confiança por todo o nosso país. Um medo persistente de que o declínio da América seja inevitável, e que a próxima geração deva ter objetivos menores.

Hoje eu lhes digo que os desafios diante de nós são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão superados facilmente ou num curto período de tempo. Mas saiba disso, América: eles serão superados.

Neste dia nós nos unimos porque escolhemos a esperança e não o medo, a unidade de objetivo, e não o conflito e a discórdia.

Neste dia viemos proclamar o fim de nossas chorumelas e falsas promessas, as recriminações e os dogmas desgastados, que por tempo demais estrangularam nossa política.

Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras das Escrituras, chegou a hora de deixar de lado as coisas infantis. Chegou a hora de reafirmar nosso espírito resistente; de optar pela nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre ideia, passada de geração em geração: a promessa divina de que todos são livres, todos são iguais e todos merecem a chance de lutar por sua medida justa de felicidade.

Ao reafirmar a grandeza de nossa nação, compreendemos que ela não é um presente. Deve ser conquistada. Nossa jornada nunca foi aquela de atalhos ou de quem se contenta com pouco. Nunca foi o caminho dos fracos de coração – daqueles que preferem o ócio ao trabalho, ou buscam apenas os prazeres da fortuna e da fama. Foi, isto sim, o dos que correm risco, dos que fazem, dos que executam coisas – alguns célebres, mas mais comumente homens e mulheres obscuros em seu trabalho, que nos levaram pelo longo e áspero caminho da prosperidade e da liberdade.

Por nós eles empacotaram suas pequenas posses mundanas e viajaram pelos oceanos em busca de uma nova vida.

Por nós eles trabalharam em condições ruins e se estabeleceram no oeste; suportaram o estalar do chicote e araram a terra dura.

Por nós eles lutaram e morreram em lugares como Concord e Gettysburg; na Normandia e em Khe Sahn.

Mais de uma vez esses homens e mulheres lutaram, se sacrificaram e trabalharam até que suas mãos estivessem em carne viva para que nós vivêssemos uma vida melhor. Eles viram uma América maior que a soma de nossas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascença ou riqueza ou partido.

Esta é a jornada que continuamos hoje. Ainda somos a nação mais próspera e mais poderosa na face da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos que no início desta crise. Nossas mentes não são menos inventivas, nossos bens e serviços não são menos necessários que na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade permanece intacta. O tempo de deixar as coisas como estão, ou de proteger pequenos interesses e adiar decisões desagradáveis, esse tempo certamente passou. A partir de hoje, temos que nos levantar, sacudir a poeira e começar de novo o trabalho de refazer a América.

Para onde quer que olhemos, há trabalho a fazer. O estado da economia exige ação, ousada e rápida, e nós vamos agir – não apenas para criar novos empregos, mas para estabelecer novas fundações para o crescimento. Construiremos as estradas e pontes, as linhas elétricas e digitais que alimentam nosso comércio e nos unem. Recolocaremos a ciência em seu devido lugar, e usaremos as maravilhas da tecnologia para elevar a qualidade de nosso atendimento de saúde e reduzir seu custo. Usaremos o sol, os ventos e o solo para abastecer nossos carros e fazer funcionar nossas fábricas. E transformaremos nossas escolas e universidades para atender as exigências de uma nova era. Podemos fazer tudo isso. E faremos tudo isso.




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Revista Consultor Jurídico, 20 de janeiro de 2009, 17h38

Comentários de leitores

4 comentários

ARMAS, UMA BOLA DE NEVE

Sargento Brasil (Policial Militar)

ARMAS, UMA BOLA DE NEVE.
A violência no mundo intimida todos os países, que no receio de serem invadidos ou atacados, sentem a ‘’necessidade’’ de se armar o mais potencialmente possível, inclusive, para mostrar aos demais, que estão capacitados e equipados para se defender, (ostentabilidade bélica), todos com a mesma intenção, fazem o mesmo. Sucessivamente, o planeta se torna um arsenal imenso, não só de armas convencionais, como também as químicas e nucleares e assim, maiores e mais potentes artefatos bélicos são criados e fabricados, com poder de destruição cada vez maior. Acompanha essa marcha, o aparecimento de novas drogas, também de maiores efeitos a se transformar o Sistema Nervoso Central do ser humano cada vez mais debilitado, quase que automatizado para a prática de atos de destruição e crueldade. pois o homem não consegue em sã consciência, produzir tantas mortes de uma só vez, de pessoas que nunca viram, principalmente quando sabem tratar-se de enfermos, velhos e crianças, as suas vítimas.
Cresce de maneira assustadora esse estado de coisas. Consequentemente, nasce na mente humana a ilusão do querer cada vez mais subjugar e a vaidade militar de ‘’mandar e nunca obedecer’’ pela posse do enorme arsenal de material destrutivo. Daí o caos. Estaremos nos protegendo com tantos armamentos ou apenas construindo a destruição do nosso planeta? Comenta-se sobre a poluição do planeta, mas, qual veículo de comunicação tem a coragem de mensurar o quanto polui uma só bomba utilizada nas guerras de hoje, alguém já viu nos noticiários algo à respeito? No meu entender devemos pensar nisso seriamente. Caso contrário o dirito da força se sobvreporá à força do direito, por toda a Terra. É isto.

O mundo festeja a SAIDA do causador da crise ! ! !

A.G. Moreira (Consultor)

O povo americano e o mundo estão festejando, muito mais, a SAIDA do "perturbado" que sai do que as qualificações e garantias de sucesso daquele que ENTRA ! ! !
Aliás, quem nunca "governou coisa nenhuma", nem a sua própria vida, não tem capacidade para governar o país que é a "bússula" do mundo ! ! !
Essa estória de ele estar, bem assessorado, não vai facilitar ou até permitir que ele cumpra as suas promessas de campanha e de posse ! ! !
Por outro lado, ser branco ou negro, não faz com que a desgraça que assola os EE.UU. (e o mundo por "tabela"), se esvaia e , muito menos, palavras e discursos agradáveis nunca foram solução ! ! !
Até porque a crise, agora internacional, não foi provocada por problemas raciais ! ! !

Esperança e Medo

acdinamarco (Advogado Autônomo - Criminal)

Já ouvi esta duas palavras em discurso de posse. Pobre povo americano !
acdinamarco@aasp.org.br

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