Consultor Jurídico

Comentários de leitores

8 comentários

Brincadeira de criança

Lupércio Gil (Advogado Associado a Escritório - Criminal)

Essa discussão está estrapolando o mínimo de bom senso que deveria pairar sobre nossas cabeças.Há séculos atrás se falava em Ditaduras e Democracias, hoje o que vigora é a "dignidade da pessoa humana", logo não é cabível ouvir de um Ministro responsavel pelo Tribunal Maior desse país que "devemos recebe-los ou não devemos". Isto está mais para um piada de mal gosto!

Acima de Todos

Francisco (Advogado Autônomo)

O que os ministros, a favor da mudança, desejam é criar uma barreira para os advogados. Demonstrando a sua "supremacia" sobre os demais militantes do Direito.
Será talvez preciso criar uma cláusula pétrea na Carta Maior para que a classe dos causídicos não seja cada vez mais avacalhada ?
Esta conversa sobre a falta de tempo é mais um empecilho e muito mais se aproxima de uma mera desculpa do que duma realidade. Ministro do STF está para, como todos os agentes públicos, servir bem a todos; e não para criar dificuldades de acesso.
Se há advogados que os procuram apenas para bajulá-los, então que se tome outras providências. Entre estas, que alguns se envergonhem de tal postura. Aliás, a nossa classe deveria ser mais viril, em suas atitudes e labutas, e menos subserviente com os agentes públicos. Devemos nos dar mais valor. Daqui há pouco seremos menos do que já somos; nada restará de nossa dignidade.
Ou o advogado é importante de verdade no Estado Democrático de Direito ou não é. Se não é importante de fato que se coloque as cartas na mesa e aponte outra solução para a população.
Eu acredito que somos, aqueles que são sérios, essenciais.
De onde deveria vir o exemplo, advêm propostas estapafúrdias como estas.
Lamentável !

Excelente Ministro

 (Advogado Autônomo - Civil)

O Ministro Celso de Mello sempre coerente com os seus princípios. Parabéns ao Ministro!

Igualdade das partes

Vianna (Advogado Autônomo)

Em princípio merece aplausos o princípio republicano e igualitário dos magistrados, apenas receberem advogados de ambas as partes, mas que dificulta sobremaneira,quando subordina essa audiência mediante a presença da parte - ex adversa.Bem, aí já não mais uma conversa reservada, mas sim, uma audiência pública com caráter de franco contraditório. Depois disso,
faltará convocar o escrivão, lavrar ata e pretender que esses ´embargos auriculares` produzam seus legais e jurídicos efeitos. Francamente, discordo. Acho que o advogado tem o direito de audiência, mas que acompanhada de uma questão de ordem minutada e desde que bem formulada em seus destaques, pode carrear significativo relevo na hora de relatar e julgar a causa.Fora diss, é jogar prestígio e conversa fora...

Suprema parcialidade

olhovivo (Outros)

Tem ministro do STF que, apesar de não receber advogados, como o tal do JB, recebe membros do MP. Assim, o que era para ser o supremo exemplo de imparcialidade passa a suprema discriminação e parcialidade. É o (mau) exemplo vindo de cima.

PEÇAM O BONE E VÃO EMBORA

Ferrairo Honório (Advogado Autônomo)

Pode parecer chulo o título, porém é isso mesmo. Imaginem que um hospital baixe uma norme em que o paciente nao poderá se manifestar,fazendo-o somente em caso de extrema necessidade, e que tal fato tenha que ser provado - ou seja - que precise provar a necessidade de ajuda medica e ainda prova a necessidade de dizer onde está doendo ou onde necessite de de tratamento. Pode também parecer absurda a comparação, mas se voce analisar a fundo é isso mesmo. Eles (determinados ministros) nao querem receber o advogado - razão da existencia desta corte suprema e de todo judiciário -. NAO RECEBO ADVOGADO. Ora, peça o bone e vá pescar. E mais, a OAB deveria observar atentamente quem sao os ministros subscritores e cassar, anular, revogar imediatamente suas carteiras. Nao sao dignos de fazerem parte de nossa classe. Após aposentarem-se, enfileram-se na OAB para exercerem suas advocacias sórdidas. Basta. Chega.

Coerência é algo que poucos conseguem preservar.

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Alivia-me saber dessa posição do gigante Ministro Celso de Mello. Na verdade, confesso que esperava por isso, dada a sua biografia, pois só os grandiosos conseguem manter-se coerente ao longo do tempo sem se abalarem com os solavancos que os ventos dos vilões e o bafio dos anões lhes imprimem. Não surpreenderá se também os Ministros Marco Aurélio Mello e Gilmar Mendes seguirem pela mesma trilha. Afinal, este trio forma os alicerces sobre os quais as mais importantes decisões da nossa Suprema Corte têm firmado suas sapatas. A proposta é mesmo absurda, e a adesão de alguns Ministros a ela, que prefiro considerar uma escorregadela de quem agiu num impulso até pensando o melhor, porém, sem sopesar adequadamente a questão e o trauma que ela provoca na prática forense, constitui uma nódoa que ainda pode ser removida, antes de se tornar mácula definitiva. Voltar atrás não é demérito para ninguém. Só os orgulhosos, que não têm controle sobre a própria vaidade, e por isso indignos de se chamarem sábios, são incapazes disso. Não, porém, os grandes, os corajosos e verdadeiramente sábios, pois não pode haver glória maior e nada mais enaltecedor para apascentar o espírito do que o reconhecimento do próprio erro e a intenção de repará-lo.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Diretor do Depto. de Prerrogativas da FADESP - Federação das Associações dos Advogados do Estado de São Paulo – Mestre em Direito pela USP – Professor de Direito – Palestrante – Parecerista – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Nem nas ditaduras.

Neli (Procurador do Município)

Nem nos períodos ditatoriais(Vargas e Milicos),o Colendo STF baixou uma norma como essa.

Comentar

Comentários encerrados em 18/02/2009.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.