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Comentários de leitores

4 comentários

Caro Sr. RBS

Cleyton Alirio da Silveira (Advogado Associado a Escritório)

Compreendo que o familiar da vítima não sofra "restrições morais" para que possa conseguir um emprego. Mas o que entendo, com a devida vênia ao vosso entendimento, é que estamos falando (ex:)de um esposa que passou seus últimos 10, 15 anos cuidando da casa e dos filhos, enfim, sendo sustentada pelo marido e de uma hora para outra se vê numa situação de total desemparo. Convenhamos que esta pessoa, assim como o preso, esta totalmente desatualizada para o mercado de trabalho. Acho que o Sr. concorda comigo que não é tão simples arrumar um emprego hoje em dia, pelo menos um razoável, que supra com as necessidades da família. Por isso entendo que a inserção social dessas pessoas no mercado de trabalho é tão importante quanto a de um ex-detento.
Alías, chega até a ser cômico esta iniciativa, porque o próprio Estado restringe a reinserção destas pessoas no mercado de trabalho, pois não são poucos os concursos públicos que restringe os "ficha-sujas". Agora jogam a responsabilidade sobre a iniciativa privada. Não sei se é nos E.U.A. ou na China que eles adotaram um sistema onde o condenado já começa a trabalhar e se especializar na própria prisão, prestando desde já serviços para grandes empresas e, ao final da pena, são contratados por estas, ou ao menos já possuem boas indicações. Esta seria uma idéia mais razoável para começarmos a ter um ponto de esperança, pois sabemos que grande parte dos presos já estão "empregados" (ou sériamente comprometidos) quando saem da cadeia, haja vista à filiação obrigatória a algum dos "poderes paralelos" quando se esta em um presídio. Na cadeia, ou você se compromete com algum grupo ou morre, assim, entendo que o trabalho do preso deve começar no 1° dia da pena, para que não tenham tempo de encontrar "opções" paralelas.

A/c Sr. Cleiton

RBS (Advogado Autônomo)

O Familiar do assassinado não possui " ficha suja " e está livre para buscar empregos. Não é discriminado pela sociedade...Se for assim, devemos também estender beneficios aqueles que sofrem acidentes, que tem qualquer tipo de doença, etc. Estamos falando em pessoas que são excluidas da sociedade e não aquelas que estão inseridas, porem, precisam arrumar um emprego (assim como os pais de familia que perdem emprego, etc.).

Sugestão.

Cleyton Alirio da Silveira (Advogado Associado a Escritório)

Muito boa a iniciativa, mas gostaria que também fosse acatada a seguinte idéia:
Que tal reservar também uma oportunidade de trabalho para a esposa, ou o filho do pai de família assassinado quando esse era o único responsável pelos rendimentos famíliares?
É complicado receber com bons olhos esse tipo de iniciativa num país onde o "auxílio-preso" tem um valor muito maior do que muito benefício previdenciário.

Parabéns !

RBS (Advogado Autônomo)

Excelente !!! Acho que deveria existir uma Lei obrigando empresas a contratarem ex-detentos instituindo um percentual sobre a quantidade de funcionarios...Precisamos dar uma chanxce para aqueles que cumpriram suas penas !

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