Consultor Jurídico

Comentários de leitores

19 comentários

Faz o seguinte...

Lima (Advogado Autônomo - Tributária)

Dra. Ana, primeiro leia o artigo, do qual surgiram todos esses comentários para verificar quem diminuiu as mazelas de quem... Por fim, não misturo alhos com bugalhos, simplesmente faço uma crítica dura (porém, justa e leal), a quem criticou a advocacia de forma extremamente desmedida e destemperada. A propósito, creio que nenhuma inverdade foi escrita pelos críticos.. Basta verificar a realidade.

alhos com bugalhos

Ana B. (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Caro Dr. Lima, não misture alhos com bugalhos. Uma coisa é manifestar-me naquilo que me atinge diretamente como membro da instituição por inverdades aqui escritas. Outra é julgar os processos que me caibam. E para seu conhecimento advoguei antes de ingressar na magistratura e sei quais são as mazelas da sua profissão. Ocorre que nem por isso as mazelas da minha devem ser diminuídas, principalmente por quem desconhece o lado de cá. um abraço

Já ia esquecendo...

Lima (Advogado Autônomo - Tributária)

Outra questão importante é o fato de que juiz não gosta nem de ser criticado, nem de receber críticas. Quando o juiz mineiro escreveu absurdos em seu artigo, certamente que levaria uma enxurrada de críticas. Quem dá a cara à tapa não pode reclamar depois. O que terminou ocorrendo, alguns juízes, tomando as dores do colega para si, ofenderam claramente os críticos, que até então não haviam ofendido ninguém. Desse modo, quem escreve o que quer, termina por ler o que não quer. Mais modéstia e humildade não fariam mal para muitos, visto que ninguém é dono da razão, e não é o cargo que o fará. Uma coisa é certa, e não é questão matemática como diz outro, juiz não trabalha mais que ninguém. Essa história de que só juiz leva trabalho para casa, que só juiz enche o porta malas do carro com pilhas e pilhas de processo, que só juiz perde as férias trabalhando é balela. Larguem o cargo público e adentrem na iniciativa privada, de preferência abram seu próprio negócio, e daí depois, se quiserem, venham discutir que só vocês estão sendo injustiçados.

Corporativismo a mil...

Lima (Advogado Autônomo - Tributária)

Poi é Dra. Ana, mais uma amostra da visão deturpada de Vossa classe. Antes de criticar meu comentário, que apenas e tão somente criticou uma baita grosseria de um colega seu, deveria dar uma lida no que outro juiz escreveu e, no mínimo, inserí-lo em Vosso comentário também. Criticar o lado contrário apenas porque se está do outro é deplorável. Torço para que Vossa Excelência despache e sentencie com uma maior imparcialidade os processos que lhe cabem...

Falta de educação

Ana B. (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Não é possível manter um debate sério sobre o assunto com comentários como os do tipo do Dr. Lima. Educação é a base para qualquer coisa, inclusive manifestações de discordância

FÉRIAS INÚTEIS?

stark (Funcionário público)

Alguns dizem que os magistrados não gozam as férias 60 dias por excesso de serviço. Então, qual o motivo de ainda as tê-las em tal proporção se nunca podem gozá-las?
Qual a razão da existência de o CNJ já ter constado que parte considerável dos magistrados lotados em Comarcas interioranas somente comparecem nas terças, quartas e quintas-feiras?
Qual a razão de muitos magistrados, no horário de trabalho, serem vistos em shoppings?
Na Advocacia Pública, por exemplo, pode o advogado, sem assessores, também recusar processo?
Quando outro profissional da área jurídica tem um problema intrincado (e com prazo) ele o deixa no escritório quando vai para casa?

Auto idolatria - coitados...

Lima (Advogado Autônomo - Tributária)

Ta aí o magist_2008 dando a prova concreta que juiz pensa ser deus.. pobre coitado, e ainda fala aparentando verdadeira crença religiosa naquilo que diz. Quando afirma que "dá" em média cem sentenças por mês e não sei mais quantas centenas de despachos olvida que nós advogados sabemos sobre a realidade de seu trabalho, ou melhor, (des) trabalho, VISTO QUE QUEM SENTENCIA NA VERDADE E QUEM DESPACHA DE IGUAL FORMA SÃO ASSESSORES, TÉCNICOS, ESTAGIÁRIOS, ENFIM, PESSOAS QUE TRABALHAM DIRETAMENTE COM O JUIZ, SENDO ESSE MERO "PROFESSOR", DIZENDO O QUE TEM QUE SER MUDADO ETC.. no final, o trabalho do juiz é apenas pegar uma caneta e assinar no final do documento. Ademais, convém dizer que sentenças, despacho etc, não passam de "CTRL C" e "CTRL V".. basta pegar dois casos semelhantes julgados por um mesmo juiz e verificar... Magist_2008, guarde suas asas de frango porque com elas Vossa Excelência não voa, só corre mais rápido.

Não é fácil

rodem (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Realmente, não é fácil argumentar com esses advogados que não tem noção da realidade. Ora, o Juiz, queira ou não queira, deve julgar todos os processos. Advogado patrocina a causa que quiser. Já comentei no CONJUR que, se um Juiz tem 4000 processos para julgar, em comarca com 10 advogados, certamente a carga de trabalho do Juiz é maior. Advogado não tem férias? Então não tem amigos na Advocacia, pois se tivesse, certamente poderia substabelecer. Ou não confia nos colegas! E agora temos a Meta 2 para cumprir. No próximo ano será outra meta, enquanto temos processos em que Advogado arrola até mesmo testemunha falecida. E olha que ele sabia que era falecida, pois disse isso na contestação e depois arrolou a testemunha do além. Então, não venham dizer que a morosidade é culpa do Judiciário. Aliás, como não podemos convencer a maioria, deveriamos nos unir a eles e fazer como nos pintam, ou seja, vamos trabalhar só no expediente, sem estresse, aí vamos ver os processos multiplicar. Realmente, só profissional insatisfeito é que tenta denigrir a imagem do Judiciário, geralmente porque não é atendido nas besteiras sem nexo que postula. E olha que não são poucos! Como comentou o Salus Populi (Professor), não nos mobilizamos. Já pensaram em uma greve nacional de Juízes, por uma semana? Tenham certeza: O Brasil vai parar!

Não adianta

Directus (Advogado Associado a Escritório)

Não adianta, colegas magistrados e senhores do MP. para certos "adevogados", a magistratura ou a promotoria são postos inalcançáveis. Assim, na impossibilidade de voar, esses "adevogados" resolvem atirar nos que voam. E lá de baixo, convenha-se, não se pode ter o ponto de vista de quem está acima das paixões e conhece a dura realidade, principalmente dos juízes - que realmente, por questão de lógica matemática, têm muito mais trabalho que os demais operadores.
Eu já me cansei de lotar o porta-malas de processo para os fins de semana, para depois um joão-ninguém que nunca acompanhou a rotina de um juiz vir vomitar inverdades.
Terminei uma audiência, hoje, às 19:30 (juizado), e levei serviço para casa. Dou em média 100 sentenças e 900 despachos por mês, ou mais de quatro sentenças e quarenta e cinco despachos por dia. Sem falar nas audiências. E tem advogado que acha que peticionar é o mesmo que julgar...tenhamos paciência.
Mas a verdade é uma só, e cada um de nós, um dia, prestará suas contas sobre ignorá-la ou falseá-la, perante o Verdadeiro Magistrado.
Até lá, a dor no cotovelo cegará olhos, ensurdecerá ouvidos e afiará línguas. É assim desde muito antes de Cristo.

Juiz trabalhando em casa não é balela.

Advogado Santista 31 (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Discordo da argumentação do Dr. Guilherme, pois meu pai quando era magistrado, sempre carregava uma pilha imensa de processos para serem sentenciados ou despachados, a ponto de lotarem o porta-malas do carro dele e ainda ter q colocar mais outros no banco traseiro. E ele tinha que ficar 2 dias inteiros sem dormir nos finais de semana pra sentenciar todos e entregá-los no prazo. Tinha vezes que até ajudava-o em tal ingrata tarefa na época de faculdade, que deixava de estudar, sair, ir ao cinema, namorar. Não se trata de ficção. É uma realidade. O tanto que ele sacrificou das férias dele e do convívio com a familia para sentenciar, ninguém até hoje sabe a respeito além de mim e todos os meus familiares. É notório que advogados sofrem quando defendem as causas que patrocinam. EU SEI DISSO, POIS PASSO PELAS MESMAS AGRURAS QUE O SENHOR. Mas nem todos os juízes são lerdos, vagabundos e com mania de grandeza. Os maus-exemplos estão somente em alguns juizes e juizas que reçem-ingressaram na carreira, assim como há no MP e na Advocacia. Esta é a minha opinião. Portanto, não tomemos como exemplo aqueles que são mal exemplo de uma determinada profissão. Tenhamos bom senso em reconhecer que outros também sofrem da mesma forma como nós sofremos. Eles apenas sofrem de outra forma, mas não menos do que nós advogados. E tenho dito.

aguerrido e unido MP

Republicano (Professor)

Mas os juízes parecem estar satisfeitos. Não vejo ninguém se mobilizar, principalmente pelo fato de que promotores, apesar de não terem a mesma carga de trabalho e de satisfação à opinião pública, ganham mais. Promotor tem auxílio transporte, moradia, obra etc, e o CNJ vem dizendo que os juízes não merecem isso. Ora, então, parabéns ao aguerrido e unido MP.

Qual a diferença?

puzzle (Outros)

Ao retorno de meus 30 dias de férias meus processos também estão empilhados acumulando poeira, acrescidos de outros novos que chegaram.
Ao contrário do magistrado, se desse atrazo houver algum prejuízo eu serei DE FATO responsabilizado.
Ninguém faz o meu trabalho, coitado de mim.
Existe alguma carreira jurídica que, seja pela função, seja pela organização de seus quadros, o trabalho de um possa ser feito pelo outro?
Em qual órgão jurídico está sobrando profissionais? Quando terá concurso para este órgão?

Coitados III

Guilherme Batochio (Advogado Sócio de Escritório)

Essa história de que juiz trabalha em casa e durante os fins de semana é pura balela e quem é advogado sabe muito bem disso (quantos de nós não ficamos à mercê de Suas Excelências por horas aguardando início de audiências e mesmo para despachar uma singela petição porque não há juiz no Forum?). Trabalhando em casa? UMA OVA! Estaríam dispostos a "bater ponto" no foro ou no gabinete (que é o local de trabalho dos magistrados) como, de resto, o fazem os demais funcionários públicos?

Coitados II

observador_paulista (Outros)

O articulista, quando faz referência de que apenas os magistrados trabalham em suas férias, olvida da situação dos milhares de servidores do Poder Judiciário que não tem direito de usufruir nem mesmo os seus 30 dias de descanso, porquanto os juízes podem indeferir, unilateralmente, o gozo por "absoluta necessidade de serviço". O pior é que o Tribunal não paga a indenização correspondente aos servidores (há casos, aqui em S. Paulo, de servidores que não tiram férias há mais de cinco anos e até agora não receberam seus direitos), preferindo indenizar os "pobres" magistrados. O princípio da isonomia, aqui, passou longe...

Coitados...

Lima (Advogado Autônomo - Tributária)

Tamanha bobagem só poderia vir mesmo de um juiz.. Experimenta ser advogado autônomo Dr., que daí Vossa Excelência verá o que é sofrimento.. Férias? não existe, visto que o recesso geralmente ocorre do sia 21/12 até o dia 06/01, ou seja, quinze dias, que normalmente são utilizados para colocar o escritório em ordem. Ademais, juiz voltando de férias, como bem informou o Prosecutor, não precisa de forma alguma se preocupar com prazos.. já os advogados.. sinceramente, está na hora de o Brasil, com seus governantes e população, repensar o Poder Judiciário, porque quanto mais esse poder ganha, mais quer. Não vejo um juiz satisfeito, todos reclamam como se fossem os mais injustiçados do Planeta.. Vergonhoso e lamentável. Talvez seria interessante pensar em privatizar o setor, haja vista que imparcialidade não existe mesmo.. Privatiza e pronto. Acaba com a boquinha dessa miserável classe de magistrados, a mais explorada do país, com péssimos salários e tudo mais. Pobre povo brasileiro...

sobre as férias

gloria reis (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Pedro
voce é, realmente , advogado?

Sobre as férias

Pedro Zanette Alfonsin (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Juíz só deveria ter férias no período de recesso forense, ou seja nas semanas do natal e ano novo.
Na advocacia não existe férias, e o trabalho também se acumula. É muita mamata pra quem é funcionário público.

A verdade esclarece

Edmundo (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Parabenizo Agnaldo, colega de concurso que, com grande fidelidade demonstrou as 'mordomias' de um Magistrado, fato desconhecido, ou oculto, pela mídia e por aqueles que mantêm contato com o coditiano do judiciário. Artigo foi redigido no início do ano de 2005, ainda se mostra atualizado e, por muito tempo, continuará a ser verdadeiro, a não ser que providenciem, como informa o próprio artigo, Magistardos substitutos para, efetivamente, realizarem o trabalho daqueles que saem de férias. A dificuldade de operacionalização dos serviços é tanta que, solicitada suspensão integrais de minhas férias, para dar fim ao programa do CNJ (Meta 2 - área criminal com audiências designadas para 2011), somente foi autorizada a suspensão de metade delas, em razão de insuficiência orçamentária, face a pequena fatia de verbas destinada ao Judiciário enquanto Valeriodutos, Mensalões e Demsalões campeiam em outras searas. Pode até existir profissionais que não vestem a camisa, mas é certo que a maioria, ou sua quase totalidade, não só as vestem como, nos finais de semana, feriados e férias, não as despem, como bem noticiou o comentarista "Prosecutor".

Dura realidade

prosecutor (Procurador de Justiça de 2ª. Instância)

Felizes os magistrados mineiros, gozam férias e, no retorno, fazem os processos do mês "vencido". Excia., a realidade de São Paulo é bem pior. Juiz, Promotor, Procurador e até Desembargador, aqui, ou tem as férias indeferidas ou as tiram para FAZER PROCESSOS NOS TRINTA DIAS DE FÉRIAS!! E a ingrata tarefa nem pode figurar nos relatórios mensais, então, é só observar, no mês seguinte ao das férias gozadas trabalhando, juízes e promotores apresentam uma produção exemplar - veja como o descanso faz bem! É que os processos feitos no mês de férias aparecem junto com aqueles do mês seguinte, provando, definitivamente, que gozar férias é uma necessidade de todo trabalhor. Mas juiz e promotor não são trabalhadores, já ganham muito bem, deixem esses caras se esfolar, não é? Tenho relação de todos os processos que fiz em férias, se me encherem o saco mando a lista pro CNMP e pro CNJ dizerem se são nulos, afinal, podemos trabalhar em férias?

Comentar

Comentários encerrados em 11/12/2009.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.