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Comentários de leitores

8 comentários

TST

JA Advogado (Advogado Autônomo)

Meus respeitos ao Dr. Madalena e aos demais colegas que fizeram ponderações sensatas. Ao bacharel Antonio lembro que os "instrumentos processuais que acanalham o país" (palavras dele) não foram inventados por nós, brasileiros. São recursos que existem no mundo civilizado há muitos séculos, porque o juiz é humano e também erra. Vejam que na última quarta-feira (12) o TST anunciou que julgou 5.293 recursos em menos de 4 horas. O temor é esse. Não sei se com essa velocidade é possível assegurar justiça a todos. O volume de processos é grande demais ? Também não sei qual é a solução - poderia dar algumas ideias, mas não tenho a solução. O que tenho é dúvida quanto ao preço a pagar pela velocidade. Se o Brasil tivesse pena de morte na cadeira elétrica, certamente a nossa fatura de energia elétrica estaria altíssima. Esse é o ponto, e dei alguns exemplos. Mas reitero a ressalva de que são exceções, pois graças a Deus a imensa maioria dos magistrados são pessoas sensatas.

ajuste

J. Henrique (Funcionário público)

Instrumento novo demanda ajustes que espero sejam feitos.

ajuste

J. Henrique (Funcionário público)

Instrumento novo demanda ajustes que espero sejam feitos.

Administração judiciária para este século

PM-SC (Advogado Autônomo - Civil)

Dr. José Alberto. Sou juiz de direito aposentado, escrevo artigos jurídicos e ainda estou inscrito na OAB.
De plano, transcrevo trecho de autoria do nobre juiz mineiro, Luiz Guilherme Marques. Ele diz tudo!
"Parece-me que o ponto mais alto que poderíamos alcançar com a estrutura que tínhamos já foi alcançado, e, a partir daí, o volume de processos é superior às nossas forças. Agora, a solução é partirmos para outra etapa, diferente, num outro patamar, como aconteceu com o Direito depois dos Códigos Napoleônicos.
Entendo que ou escolhemos o caminho do "novo" ou ficaremos na posição equivocada de um Savigny, brilhante, eruditíssimo, mas que "perdeu o trem da História", porque não enxergou o futuro".
É certo que alguns magistrados cometem equívocos, até por falta de melhor cultura jurídica. Isso também acontece com advogados.
O importante é que o Judiciário entrou numa nova fase de administração judiciária, tal como relatada pelo comentarista Leopoldo Luz, por sinal, com muito brilho. Merece parabéns.
Nessa nova era, com a implantação de novas ferramentas ou instrumentos planejados como capazes de extinguir a morosidade do Judiciário, não há dúvida que muitos erros e más interpretações vão ocorrer. Mas o que importa é irmos em frente, como assevera o apontado magistrado mineiro.

pertinente

Ronaldo S. Oliveira (Advogado Autônomo)

Considerações pertinentes. O senhor não julgou o judiciario nem tão pouco se colocou contra a melhoria da prestação jurisdicional. Somente considerou a pressa em apressar, fazendo uma analise puramente tecnica. Num pais como o Brasil não podemos deixar de considerar os componentes socias, tais como: analfabetismo, desinformação, ignorância, abuso do poder economico, etc. Parabens.

Mesmo discurso....

Thiago (Funcionário público)

É Antonio, as medidas processuais só são boas se atendem os anseios da clientela, vale dizer, apressam o pagamento se são credores, atrasam se são devedores.
Para algo além disso temos que continuar ouvindo o mesmo discurso e a típica generalização, de que o Judiciário é obeso e moroso quando lento, atabalhoado e imperito quando rápido.

Gestão não é gestapo

Leopoldo Luz (Advogado Autônomo - Civil)

Há seis anos venho acompanhando e contribuindo para o desenvolvimento de ferramentas de gestão estragégica e da qualidade no Judiciário e posso afirmar que todas as unidades que as adotaram melhoraram e muito tanto em produtividade quanto em qualidade: publicações on-line em inteiro teor, registro informatizado de todos andamentos acessíveis aos advogados, distribuição imediata de processos, índices de qualidade e produtividade, mapeamento do acervo, gestão de filas, desnvinculação dos processos a específicos serventuários, processo virtual (em diversos tribunais), auditorias internas e externas, ações corretivas para evitar repetições de erros, metas instituídas pelo CJN, núcleos de estatística e gestão estratégica, padronização de procedimentos, pesquisas de satisfação e opinião de usuários, análises de dados, sistematização das grades de cursos para os serventuários e magistrados, disponibilização on-line de todos os julgados para fins de pesquisa jurisprudencial, diário oficial eletrônico, ofícios on-line com os órgãos públicos, boletim de ocorrências com marcação imediata de audiências nos JECRIMs, bases de conhecimento gerenciadas etc.
Nessa empreitada o Judiciário tem sido auxiliado pelas mais renomadas universidades e fundações de ensino e pesquisa do país.
Com todo respeito à opinião do colega, talvez seu saudosismo seja mais romântico que realista: Ah, os velhos tempos...
Bom mesmo era quando as fichas de processo eram guardadas em caixas de sapato usadas e, segundo a lenda (dizem mas não provam) cada escrevente atendia o advogado pelo nome? - Pois não, Dr., vou dar um jeitinho! Está pelo autor ou pelo réu?

pura realidade

Rildo Marinho (Outros - Administrativa)

Somente quem exerce uma profissão tão digna como a Advocacia sabe que o artigo retrata a realidade de nossa labuta.
Parabéns!!

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