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Comentários de leitores

5 comentários

Em defesa da "não declarada"

FELIPE CAMARGO (Assessor Técnico)

Não faço a menor ideia de qual seja minha "raça". Presumo que seja a humana. A cor da minha pele também não confere com nenhuma daquelas exigidas pelo IBGE. Segundo o IBGE, o cidadão tem as seguintes opções de "cor/raça": (1) preta, (2) branca, (3) parda, (4) amarela ou (5) indígena. Dizem que o cidadão só pode escolher uma dessas opções. Não sei se minha pele é exatamente parda, mesmo porque já percebi que no meu caso a cor da cútis nem é uniforme. Confesso ainda que nunca vi um ser humano de cor branca como aquela da folha sulfite. Não sei que tipo de brancura se encaixa na classificaçaõ do IBGE.
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Não tenho o menor orgulho de minha suposta "raça". Afinal, como uma pessoa séria poderia se orgulhar desse tipo de bobagem? Pelo que noto, nem o Holocauto serviu para ensinar essa gente a abandonar ideias tão retrógradas, absurdas, ridículas e perigosas.
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Felizes os escolares, que no formulário de matrícula elaborado pelo INEP podem orgulhosamente escolher a melhor de todas as opções, a de número 6: "não declarada".
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Quanto à discriminação histórica sofrida pelos (**********), cabe ao Estado oferecer melhores condições aos menos favorecidos, independentemente de "cor/raça", como salientado pelo articulista.
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(**********) Definitivamente, não sei como me referir às pessoas que o IBGE chama de "cor/raça" preta (ou mesmo parda), pois estou cansado de passar vergonha e ser acusado de racista em todas as minhas tentativas: preto(a), negro(a), afrodescentente etc. Desisto de tentar entender preferências tão inexplicáveis quanto injustificáveis.

Falta expor as diferenças

AndreP (Advogado Autônomo - Empresarial)

O debate é bom, mas não se pode esquecer que os Estados Unidos já implementaram as políticas das cotas há décadas. Por isso, a situação do negro americano é bem diferente. O negro americano tem bons empregos, tem acesso à educação de qualidade, etc. A discriminação torna-se um fator a mais e que deve realmente ser comprovada. Enfrentei duas graduações, uma em universidade pública federal. Pasmem! O único negro estudante que eu conheci foi um argelino que veio ao Brasil por intermédio de um convênio com a França. A segunda graduação foi em instituição privada, mas eu lembro de ter encontrado 3 ou 4 negros e todos eram filhos de negros bem sucedidos em função pública.

Quere

AndreP (Advogado Autônomo - Empresarial)

O debate é bom, mas não se pode esquecer que os Estados Unidos já implementaram as políticas das cotas há décadas. Por isso, a situação do negro americano é bem diferente. O negro americano tem bons empregos, tem acesso à educação de qualidade, etc. A discriminação torna-se um fator a mais e que deve realmente ser comprovada. Enfrentei duas graduações, uma em universidade pública federal. Pasmem! O único negro estudante que eu conheci foi um argelino que veio ao Brasil por intermédio de um convênio com a França. A segunda graduação foi em instituição privada, mas eu lembro de ter encontrado 3 ou 4 negros e todos eram filhos de negros bem sucedidos em função pública.

Errata

LHS (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

No comentário abaixo, onde se lê "somente" leia-se "apenas".

ConJur, é favor prestar atenção!

LHS (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Ao que tudo indica a chamada do artigo está incorreta, pois a palavra "somente" inserida na chamada deturpa o título e o sentido do texto.

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