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Comentários de leitores

9 comentários

No pais mais injusto do mundo a justiça se convulciona

Wellington Carneiro (Professor Universitário - Internacional)

No sistema judiciário mais injusto do mundo, o do Brasil onde desde Darwin se notou que só pobresm respondem à lei, esta discussão entre os ministros demostra que ainda há, talvez, quem sabe, porventura, esperança de uma justiça civilizada neste pais. A herança do despreso de clase e do preconceito de gênero e raça se faz presente na "livre convicção" dos homens e mulheres brancos de clase média que, como juizes e promotores, exercem o poder judiciário neste pais. A imparcialidade e o equilibrio entre desiguais são inovações que não chegam a sensibilizar nossos jovens operadores educados no mais retrogrado e estúpido positivismo, morto no resto do mundo, impávido no coloso sem brilhantismo. Triste.

Hoje é feriado. Só eu trabalho?

prosecutor (Procurador de Justiça de 2ª. Instância)

Caro articulista, hoje é feriado. Pelo seu artigo, que desconhece a existência de plantões judiciais em todos os feriados e finais de semana, a Justiça está dormindo, não é? Pena que eu não me inclua aí, caro articulista. Eu e o presidente de um tribunal que não trabalha estamos de plantão. É para o caso, sr. articulista, de algum infeliz ser preso indevidamente, ou de necessidade de uma prisão urgente de alguém que o esteja extorquindo, por exemplo. Não que eu queira, na verdade preferia um almoço e um chopinho. Mas, fazer o quê? Uma das coisas que mais engrandecem juízes, promotores, advogados, defensores públicos, estagiários e serventuáriso da Justiça é trabalhar muito para ter fama de vagabundo! Seus argumentos contribuem muito para o debate, são de uma pobreza indescritível e levam para o botequim discussão que poderia estar em nível mais elevado. Citando Franco Montoro, quando o discurso se eleva, os homens se entendem!

Articulista "viajante"

B M (Advogado Autônomo - Civil)

O articulista prova que nada entende dos operadores da Justiça e nem mesmo dela. O Procurador está correto, É fácil desvalorizar o trabalho dos outros. Pensa que juízes, advogados, desembargadores e ministros, quando em casa, sentam em poltronas aconchegantes e passam o tempo vendo filmes tomando whisky importado ou passeando nos shoppings da vida. Nunca teve a iniciativa de ver in loco o trabalho árduo destes operadores da Justiça de permanecer no gabinete até altas horas ou ainda no escritório de sua casa, trabalhando com complexos problemas alheios distribuindo justiça aos jurisdicionados que muitas vezes lhes são ingratos. Quanto à morosidade da Justiça, esquecem que a população aplaude a existência do feriadão, do carnaval, da copa do mundo e outros mais que quebram o rítimo e paralizam, não somente o Judiciário, mas todo o desenvolvimento do país.

O Veredicto

Joaca (Consultor)

"Dái a Cezar o que é de Cezar, dai a Deus o que é de Deus" "Tu não exerces nehum poder sobre mim". Jesus Cristo!
Como pode pessoas desqualificadas julgar tontos?
Acrescente isso ao STF.

Conclusão Certa

Diego Machado (Outros)

Primeiramente, parabéns ao colunista, que concatenou muito bem os argumentos e desmistificou os comentários da imprensa em geral a respeito da "crise institucional" do Supremo Tribunal. De fato o Sr. Joaquim Barbosa não é nenhum herói nacional, como muitos comentaristas afirmaram nas páginas pela internet. Da mesma forma, o Sr. Gilmar Mender não é o vilão da Justiça. Tratar assim nossa Corte Suprema é, no mínimo, ter uma visão inocente e maniqueísta de mundo.
Em segundo lugar, quanto ao comentário anterior, do senhor Procurador de Justiça, gostaria de esclarecer que não se trata de querer forçar os Srs. magistrados e membros do Ministério Público a "bater cartão de ponto". Trata-se de reconhecer que, dada a realidade da maior parte de trabalhadores brasileiros, e não apenas o trabalhador assalariado, mas inclusive os pequenos e grandes empresários, não usufruem de tal período de férias e descansos.
É bem verdade que muitos juízes e procuradores levam para suas residências trabalho de seus gabinetes. Contudo, também é verdade que muitos deles não cumprem seus horários nos gabinetes, trabalhando no gabinete apenas meio período, uma vez que não são obrigados, por óbvio, a "bater cartão de ponto". Além, é claro, de gozar dos períodos de recesso mencionados.
Evidentemente, não se pode justificar todos os problemas de lentidão da Justiça brasileira com tal argumento. Este problema decorre de outros fatos, tais como legislação ineficiente, administração e logistica ineficientes no trato com os processos, falta de informatização, entre outros. Todavia, é claro que o excesso de período de recesso dos servidores da Justiça faz parte sim do problema. Dizer o contrário é não reconhecer a realidade.

Falando por si

Macedo (Bancário)

Se o nosso prosecutor estiver falando por si tudo bem!
Mas o que dizer dos donominados juizes tqq ( e consequentemente procuradores de justiça tqq)? É a regra ou exceção?

analfabeto jurídico

Republicano (Professor)

Parabéns ao procurador de Justiça, e acho que o jornalista, coitado, precisa conhecer mais antes de verberar. É analfabeto jurídico.

Pois é

George Rumiatto Santos (Procurador Federal)

Concordo plenamente com as ponderações do Sr. Procurador de Justiça. Para se criticar alguma coisa, convém conhecer antes a realidade em torno dela.

Conclusão Errada

prosecutor (Procurador de Justiça de 2ª. Instância)

Lamentável a conclusão do articulista. Total desconhecimento da realidade da justiça do país, ou a mania do jornalismo pátrio de dar aula daquilo que não entende, levam a um diagnóstico e a uma solução que em seis meses travaria, de vez, o cágado que anda, devagar, mais anda. Basta que os dias que o articulista chama "não trabalhados" sejam convertidos em dias de expediente! Qualquer rabulazinho sabe que juízes, promotores, advogados e defensores públicos trabalham muito FORA DO HORÁRIO DE EXPEDIENTE. Quando um leigo propõe algo como "cartão de ponto" ou solução semelhante, ele imagina que juízes e promotores agilizarão o cágado, não é mesmo? Ledo engano próprio dos que nunca pisaram num tribunal ou entraram na casa de um desembargador ou de um procurador de justiça. Nossas casas são um verdadeiro cartório! É aqui, na minha casa, que eu posso estudar os processos e não em meio ao expediente, com audiências, gente para atender, etc. Eu troco, hoje, as muitas horas que trabalho em casa por horário integral de expediente sem nenhumm feriado. Mas não trago mais um único processo para fazer em casa. Vou poder sair para jantar com os amigos a qualquer dia, sem um processo de 25 volumes para estudar. Vou poupar muita energia sem carregar malotes com processos para casa. E aquilo que sobrar na mesa? Ora, amanhã eu faço!

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