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Inflação dos alimentos

Poder de compra do consumidor deve reduzir ainda mais

A partir de uma interpretação arriscada do Direito das relações de consumo, se faz necessário refletir sobre a inflação e analisar o que isso tem a ver com o consumidor, principalmente em tempos de crise mundial. Sendo imprescindível trazer à tona o momento histórico fenomenal inflacionário que atingiu os anos 80 no Brasil. Neste momento chegamos a índices superiores a 60% ao mês por vários anos, onde técnicos, analistas econômicos e políticos trabalhavam na busca de seu equilíbrio.

Naquele cenário comercial os preços dispararam e deram pelo sumiço das prateleiras dos estabelecimentos comerciais. Presidente da República ordenou que a Polícia Federal e a Força Aérea encontrassem gado nos pastos, imaginando que os produtores estivessem deixado às escondidas, viabilizando aproveitamento da lei da oferta e procura na busca de elevação dos preços da carne.

O resultado de busca revelou que os bois estavam longe dos pastos, sendo encontrados nas residências de consumidores desequilibrados — a maior quantidade armazenada dentro de geladeiras de todos os tempos. Somando pelo uso de despensas era bastante corriqueiro e não era só mais a carne e também qualquer outro mantimento. O consumidor empregado recebia seu pequeno salário e logo corria rumo aos mercados adquirindo alguma coisa — alimentando drasticamente o processo inflacionário.

Nos tempos atuais voltamos a nos deparar com esse cruel fenômeno. A globalização abriu mercado no Brasil, mas o mundo de forma geral está preocupado com o aumento generalizado dos preços, notadamente a dos alimentos, sendo identificável por qualquer pessoa sua origem principal: “queda de produção e aumento da demanda — o retorno da lei descrita acima”.

O poder de compra do consumidor nos dias atuais está reduzido e a tendência é reduzir ainda mais se as coisas continuarem a andar pelos mesmos trilhos. Sabe por quê? Por exemplo — o consumidor dirige ao supermercado paga a conta observa que está gastando mais e levando mesma quantidade. Sendo alternativa plausível a substituição do produto de marca pelo alternativo ou reduzir a aquisição do produto de grande marca.

Neste momento, o que fazer? Comprar um novo freezer quatro portas e ampliar a antiga despensa “estocando o mais que necessário” Nada disso. O momento é adquirir menos e não alimentar o círculo vicioso inflacionário. O momento é de muita calma, esfriando o consumo permitindo que a porta do equilíbrio seja aberta. Estocando produtos colaboramos diretamente para o crescimento da procura, promovendo o aumento nos preços, caso não haja um crescimento na produção chegaremos resultando o equilíbrio oferta.

Os consumidores no status atual devem unir forças no intuito de colaborar para a baixa da inflação, esquecendo dos estoques e adquirindo somente o necessário para o uso imediato, escolhendo produtos que estão sendo comercializados à vista e que estejam sendo vendidos por preço baixo. Não deixando mercadorias armazenadas em casa com o real faltando no banco, ademais os produtos nas prateleiras não são como os pombos brancos que alastram produção mesmo parados e o dinheiro no banco rende mais.

Agindo desta forma, o consumidor cooperará com o processo de controle da inflação, dando sua colaboração social ao país e ao planeta.

Revista Consultor Jurídico, 26 de outubro de 2008, 0h00

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