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Crise global

Desigualdade de renda aumentou no mundo, diz relatório da OIT

O crescimento da economia mundial aumentou em 30% o número de empregos desde a década de 90, mas não foi capaz de reduzir a desigualdade de renda na maioria das regiões do mundo. Pelo contrário. De acordo com relatório publicado pelo centro de pesquisas da Organização Mundial do Trabalho (OIT), a desigualdade entre ricos e pobres aumentou e a tendência é que continue crescendo, como conseqüência da atual crise financeira.

O “Relatório sobre o trabalho no mundo 2008: desigualdade de renda na era das finanças globais”, divulgado nesta quinta-feira (16/10), diz que, comparado com períodos anteriores de expansão, os trabalhadores receberam uma cota menor dos frutos do crescimento econômico. Segundo o estudo, a participação dos salários na renda nacional diminuiu na maioria dos países para os quais se dispõe de dados. “A atual desaceleração da economia mundial afeta de maneira desproporcional os grupos de baixa renda”, diz o relatório.

O estudo constatou que, em 2007, os diretores executivos das 15 maiores empresas dos Estados Unidos receberam salários 520 vezes superiores aos de um trabalhador médio. Em 2003, a diferença era de 360 vezes. Situações similares também podem ser observadas em países como Alemanha, Áustria, China e África do Sul.

Em 51 dos 73 países para os quais existem dados disponíveis, a participação dos salários como parte do total da renda diminuiu nas duas últimas décadas. A maior diminuição foi registrada na América Latina e no Caribe, seguida da Ásia e Pacífico.

Segundo o relatório, os prognósticos assinalam que a desigualdade de renda continuará aumentando. O problema pode ser associado ao aumento das taxas de delinqüência, a menor expectativa de vida e, no caso dos países pobres, má nutrição e aumento do trabalho infantil.

Este é o relatório mais completo sobre a desigualdade de renda em nível mundial produzido até o momento pela OIT. O estudo analisa o salário e o crescimento em mais de 70 países desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento.

“O relatório mostra de maneira clara que a diferença entre famílias ricas e pobres aumentou desde o começo dos anos 90”, disse Raymond Torres, diretor do Instituto e responsável pelo estudo. “Isto reflete o impacto da globalização financeira e a escassa habilidade das políticas domésticas para melhorar os rendimentos da classe média e dos grupos de baixa renda. A atual crise financeira piorará a situação a menos que se adotem reformas estruturais de longo prazo”, concluiu.

Revista Consultor Jurídico, 16 de outubro de 2008, 11h13

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