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Guia do TJ-SP

Anuário mostra a visão que jornalistas têm dos juízes

O Anuário da Justiça Paulista deveria ter outro título como, por exemplo, “Eles, os juízes, vistos por nós, jornalistas”. A sugestão foi dada pelo presidente da Associação Paulista dos Magistrados (Apamagis), Nelson Henrique Calandra, que participou do lançamento do Anuário, no último dia 29 de setembro, na capital paulista.

Segundo Calandra, quando a visão do jornalista retrata um juiz, um desembargador, a visão é tão critica a ponto de os próprios magistrados questionarem se aquele perfil é deles mesmo. “Às vezes a gente indaga até da realidade do perfil”, disse. Ele acrescentou também que o Anuário é muito mais que uma compilação, um trabalho jornalístico. Para ele, é um ato de coragem e de imprensa livre.

O Anuário da Justiça Paulista traz os currículos dos 348 desembargadores e 78 juízes substitutos em segundo grau que compõem o corpo de julgadores do TJ de São Paulo. Tem ainda um perfil de cada uma das 73 câmaras de julgamento. Apresenta também um ranking de leis municipais inconstitucionais e as principais decisões tomadas pelo tribunal no ano de 2007 resenhadas esquematicamente.

A publicação é produzida pela ConJur Editorial com o apoio da Universidade Paulista (Unip). Está à venda nas principais bancas de São Paulo. Também pode ser adquirida pela internet pelo site www.conjur.com.br/dinamic/product, pelo email loja@consultorjuridico.com.br ou ainda pelo telefone (11) 3812-1220.

Leia discurso de Nelson Henrique Calandra

Boa noite a todos e a todas, queria saudar a mesa, a pessoa do Governador Cláudio Lembo, o nosso sempre presidente Celso Limongi, o nosso Secretário Marzagão. Fernando Grella Vieira, Procurador Geral. Cristina Guelfi Gonçalves, para felicidade nossa, Defensora Pública Geral do Estado, que é também filha de um colega nosso.

Queria saudar os meus colegas desembargadores na pessoa do nosso sempre amigo, Alceu Penteado Navarro, que é também referência para todos nós, ex-presidente do nosso saudoso Tribunal de Alçada Criminal. Nós temos uma saudade imensa da nossa corte criminal, no tempo em que ela ainda não havia sido implodida pela Emenda 45. Queria homenagear a equipe do Consultor Jurídico pela coragem que tiveram em encarar uma dificuldade tão imensa como essa de construir o Anuário que traça um perfil do Tribunal de Justiça Paulista.

Na verdade essa obra, ela deveria ter outro titulo: “Eles, os juízes, vistos por nós, jornalistas”. E quando a visão do jornalista, retrata o magistrado de segundo grau, de primeiro grau, muitas vezes essa visão é critica, muitos de nós falaremos: “Será que esse sou eu mesmo?” As vezes a gente indaga até da realidade do perfil. Queria homenagear também, de modo especial, as minhas colegas desembargadoras, na pessoa da desembargadora Constança Gonzaga Junqueira Mesquita, que está aqui, também figura queridíssima, grande colega, grande militância. Homenagear a minha esposa Dulci Calandra.

O Tribunal de Justiça que já abriu uma janela de modernidade no tempo em que o presidente Celso Luiz Limongi comandou o Tribunal, na área de informática diversas melhorias foram feitas, e nós nos ressentimos realmente de que mais precisa ser feito. Queria deixar registrado o grande volume de decisões proferidas em segundo grau, em primeiro grau, pela atividade devotada de todos os nossos servidores, fazemos mais do que as nossas próprias forças físicas recomendam, às vezes privando a nossa família de convívio, uma luta sem tréguas para entregar a prestação jurisdicional a toda a população desse que é o maior estado da federação brasileira. Vemos com preocupação a federação, muitas vezes, esmaecida, um retrato de uma federação, muitas vezes, combalido, um federação não tão atuante, que reclama um olhar diferenciado.

Queria também cumprimentar os colegas da Justiça federal, através do Flávio Pietro, figura sempre elegante e sempre presente em todos os eventos. E dizer que a magistratura de São Paulo embora conviva com cortes orçamentários imensos, não por falta de boa vontade meu querido Governador Lembo, da sua parte e de outros que já governaram o nosso Estado, muitas vezes por falta de recursos, o cobertor é pequeno e há muito o que cobrir, muitas vezes faltam recursos.

Queria dizer que, fica aqui o nosso compromisso de que esse Anuário seja o primeiro de muitos outros, e que haja de nossa parte uma reflexão de como nós somos enxergados pela sociedade, o que nós podemos fazer para melhorar aquilo que olham criticamente sobre a nossa atividade, o que pode ser feito para construir cada vez mais uma justiça transparente, moderna e dinâmica.

Na justiça de São Paulo faltam muitas vezes recursos, mas jamais falta talento, jamais falta dedicação de cada um de nós em prol da causa pública. Nosso compromisso definitivo com a liberdade de imprensa é a nossa homenagem ao descortino, a coragem que teve a equipe da revista Consultor Jurídico, que com todas as dificuldades possíveis e imagináveis, produziu um Anuário que, mais do que uma compilação, mais do que um trabalho de jornalista, e já fica aqui a nossa homenagem a todos os jornalistas, é um ato de coragem, um ato de imprensa livre

Nós que já vivemos períodos tão difíceis na nossa vida republicana, nós temos que saudar essa liberdade de construir informação, essa liberdade de informação, porque ela vai, realmente, trazer algo muito positivo para todos nós. Que seja este Anuário, na visão do jornalista sobre cada um de nós, um passo para que cada vez mais nós nos esmeremos e procuremos melhorar a prestação de serviço público a nossa população.

Revista Consultor Jurídico, 16 de outubro de 2008, 17h30

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