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Economia instável

Crise financeira suspende construção da nova sede do TJ-MG

O aquecimento no setor de construção, os aumentos no custo da obras, a valorização do dólar e a crise mundial foram os motivos para suspender a construção da nova sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Essas foram as declarações do presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador Sérgio Resende, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (15/10).

Em 2006, a obra, no bairro Barro Preto em Belo Horizonte, estava orçada em R$ 368 milhões. Com as mudanças no mercado econômico a estimativa total dos gastos é R$ 549 milhões. De acordo com o presidente do TJ-MG, essas despesas inviabilizam investimentos em outras obras urgentes, como na área de informática nas comarcas de primeira instância. “Nós, os desembargadores, estamos muito bem atendidos em relação à primeira instância”, afirmou.

Sérgio Resende acredita que se as obras fossem mantidas, poderiam comprometer o financeiro nas próximas gestões e aumentar a vulnerabilidade financeira da instituição. “Se insistíssemos em continuar a obra, correríamos o risco de parar a construção no meio do caminho, o que seria muito pior.”

O desembargador ainda declarou que o terreno, onde seria construída a nova sede, não sofre perdas financeiras, pois deve ser reaproveitado. E com a suspensão das obras, a Diretoria Executiva de Engenharia e Gestão Predial do TJ-MG terá condições de trabalhar para atender às comarcas do interior. “Podemos esperar outra oportunidade para, se for o caso, construir um prédio para unir todo o Judiciário do Estado. O desembargador Orlando Adão Carvalho teve coragem para pensar nessa obra. No entanto, o cenário era diferente do que temos hoje”, lembrou.

Revista Consultor Jurídico, 15 de outubro de 2008, 20h28

Comentários de leitores

1 comentário

Como são caros estes prédios do judiciário, obs...

Mauro Garcia (Advogado Autônomo)

Como são caros estes prédios do judiciário, observe-se que estão sempre nesta faixa de 300 a 500 milhões (sede do TSE; Sede do TRF5ªRg; sede do STJ; Sede do TST). Parece que há uma competição por luxo em palácios. Uma pena que a concentração de recursos nestes palácios seja em detrimento do investimento nas sedes das instâncias do interior. As quais carecem de condições básicas para seu funcionamento. É de se questionar se algum destes dirigentes já visitou uma comarca no interior da Bahia?

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