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Advogado próprio

Bancos são os que mais investem em departamento jurídico

Uma pesquisa feita com 1,4 mil empresas em todo o país mostra quais são os setores que mais investem em departamentos jurídicos próprios. Segundo levantamento feito pela Análise Editorial e publicado no anuário Análise – Diretores Jurídicos, os bancos encabeçam a lista dos mais numerosos, com o Banco do Brasil em primeiro lugar. Além dos 713 advogados, a instituição conta com 494 estagiários. O Bradesco vem em segundo lugar, com 327 advogados, seguido pelo Unibanco, com 180, e o Itaú, com 150.

De acordo com o levantamento, mesmo com profissionais dentro do quadro de funcionários, as empresas ainda terceirizam serviços. O levantamento mostra que 72% das companhias preferem deixar o direito contencioso e o tributário com advogados terceirizados. Já os serviços de contratos e de consultoria são os menos repassados.

No organograma empresarial, o departamento jurídico também provou ter prestígio. Em 47% dos casos, ele só responde à presidência das empresas. Já 27% das equipes estão subordinadas a diretores administrativos e financeiros.

O perfil dos profissionais da área também foi retratado no trabalho. Os homens ocupam a maioria dos cargos de direção em 69% das empresas. Também são maioria os advogados com idade entre 30 e 39 anos — 45% dos casos. Já os que possuem entre 40 e 49 anos vêm em segundo lugar, com 27% das vagas.

De acordo com o levantamento, 42% dos contratados são formados há mais de 11 e menos de 20 anos e 77% do total estudaram em universidades privadas, contra 23% formados em instituições públicas. As entidades mais citadas pelos responsáveis pelos departamentos foram a Universidade de São Paulo (USP) e a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com 10% das respostas. As Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) vêm em segundo lugar, com 5%, seguida pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com 4%. Dentre esses dirigentes, 26% cursaram mestrado e 3% chegaram a formar-se doutor.

Das empresas pesquisadas pelo anuário Análise – Diretores Jurídicos, 41% pertencem ao ramo industrial, seguidas pelo setor de serviços, com 34%, de agronegócios, com 17%, e do comércio, com 8%. Dessas companhias, 25% faturam mais de R$ 1 bilhão por ano e 19% ganham entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão anualmente.

Revista Consultor Jurídico, 10 de outubro de 2008, 0h00

Comentários de leitores

1 comentário

Faltou incluir a CEF, que é banco em sentido ge...

Mauro Garcia (Advogado Autônomo)

Faltou incluir a CEF, que é banco em sentido genérico. São mil advogados. Mas, justiça seja feita, atuam tambem em defesa do FGTS, fato que demanda um expressivo trabalho extra.

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