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Eleições 2008

Votação foi tranqüila, mas 101 candidatos foram presos

No geral, os eleitores brasileiros puderam votar com tranqüilidade em seus candidatos a prefeito e vereador neste domingo (5/10). Não há noticias de filas nas sessões. Apesar do defeito apresentado em 2.233 urnas – ao todo foram usadas 455.971 em todo país, apenas em 14 seções tiveram de recorrer às cédulas de papel.

Já no meio da tarde, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Ayres Britto, comemorava o bom andamento do pleito eleitoral. Inclusive no Rio de Janeiro, onde era grande a apreensão por conta de milícias nos morros cariocas. Os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais de São Paulo e Rio de Janeiro, desembargadores Marcos César Müller Valente e Motta Moraes, respectivamente, também afirmaram que as eleições foram tranqüilas.

Segundo Marcos Valente, a decisão de liberar a venda de bebidas alcoólicas no dia das eleições não atrapalhou a votação. “Nada de grave ocorreu por causa desta decisão. E nada atrapalhou o processo eleitoral”, afirmou ao Estadão.

O desembargador Motta Moraes afirmou à Globo News que a apuração começou dentro do programado. Segundo ele, algumas cidades tiveram problemas de comunicação devido a fortes chuvas. “Fora isso, foi um sucesso”, afirmou. Motta Moraes também constatou que há muitos anos não havia eleições tão tranqüilas. Ele creditou aos eleitores e a presença das forças armadas no Rio.

Quem foi até o colégio eleitoral e não conseguiu votar, no entanto, não gostou da organização do pleito. Muitos prédios não possuem elevadores para facilitar o acesso de idosos, deficientes e grávidas às seções. O procurador Roberto Livianu, do Ministério Público de São Paulo, foi um dos que não conseguiram votar. Ele está de muletas, por conta de um problema no joelho, e não conseguiu chegar ao andar de sua seção no Colégio Liceu Pasteur. Não havia a possibilidade dele votar no térreo.

“O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo me impediu de votar. Me sinto humilhado, desprezado pela Justiça Eleitoral. Fui barrado na festa de democracia brasileira”, disse.

Livianu está afastado de suas funções desde que fez a cirurgia no joelho. Mesmo assim disse que vai preparar uma representação e encaminhar ao procurador eleitoral para que alguma medida seja tomada. Ele está preocupado com o segundo turno. “O meu voto vale muito.”

Prisões

Fora dos locais de votação, a situação não foi tão tranqüila. O Tribunal Superior Eleitoral registrou 2.511 ocorrências. Em todo o país, ocorreram 808 prisões. Mais de 100 candidatos foram detidos. Os principais motivos são boca de urna e arregimentação de eleitores.

Segundo o G1, o estado que concentra o maior número de prisões de candidatos é Minas Gerais, com 25. Na seqüência aparecem o Espírito Santo (12) e Mato Grosso (10). Outros 224 candidatos foram autuados por irregularidades, mas não foram presos. O maior número de políticos nesta situação foi registrado no Tocantins, com 85.

O número de prisões de não-candidatos chegou a 707. O Espírito Santo lidera esta estatística com 118 prisões, seguido de Pernambuco (79) e Minas Gerais (74).

Em São Paulo, nenhum candidato foi preso. Em todo o estado aconteceram 68 ocorrências, o que resultou em oito prisões.

No balanço nacional, o maior número de ocorrências diz respeito à boca de urna e arregimentação de eleitores, com 1.042 registros. Outra infração com alto índice de ocorrência é a divulgação de propaganda, com 577 registros.

Urnas

De acordo com balanço divulgado pelo TSE, até as 17h30, 2.233 as urnas que tiveram de ter substituídas. Em 14 seções, foi necessário realizar votações no sistema manual.

O balanço aponta que os maiores colégios eleitorais são também os que numericamente tiveram mais problemas com urnas eletrônicas. Em Minas Gerais, 330 urnas tiveram de ser substituídas, no Rio de Janeiro foram 327 e em São Paulo 322. Proporcionalmente, o estado com mais problemas foi o Amapá, onde 1,54% das urnas deram defeito, de acordo com o G1.

Revista Consultor Jurídico, 5 de outubro de 2008, 19h35

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