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Incidentes eleitorais

Furto de urna e prisão de candidato marcam dia da eleição

Durante a madrugada, adolescentes entraram na escola estadual Joaquim de Carvalho Ferreira no Bairro Capuava, em Goiânia, e levaram uma urna eletrônica. A Polícia Militar, que fazia a vigilância da escola, acionou uma viatura externa que apreendeu os menores. A Polícia Federal está investigando o caso.

Eleitores de Juriti (PA) depredaram duas urnas eleitorais. De acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral, o incidente se deu porque 17 candidatos do PMDB ao cargo de vereador não tiveram seus nomes e fotos inseridos na urna. A formação da coligação apresentou irregularidades. As duas urnas depredadas foram substituídas e os eleitores responsáveis pelo vandalismo foram presos.

O juiz substituto Cláudio Rendeiro declarou ao TSE que a situação na cidade é tensa. Ele pediu reforço na segurança, por considerar insuficiente a presença de 17 homens do Exército e 30 da Polícia Militar. O juiz está reunido com um grupo de eleitores nas dependências de uma escola para acalmar os ânimos. Corre na cidade o boato de que ao final da votação a casa do prefeito e o fórum serão incendiados.

No Amapá, o candidato a vereador Charly Jhone (PP) foi preso com R$ 4 mil em sua residência. A suspeita é de compra de votos. O disque denúncia da Justiça Eleitoral recebeu a informação de que o candidato teria distribuído dinheiro na noite de sábado (4/10).

O juiz João Guilherme Lages, acompanhado da Polícia Federal, dirigiu-se ao local e prendeu em flagrante a mulher, o irmão e um cabo eleitoral do candidato. Os R$ 4 mil estavam distribuídos em nota de R$ 20. O cabo eleitoral, funcionário da Polícia Rodoviária Federal, estava com R$ 1.600. Na bolsa da mulher do candidato, foram encontrados R$ 1.200 e o irmão levava o restante do dinheiro no carro.

O promotor eleitoral Afonso Pereira acompanhou a prisão e vai entrar com uma ação de investigação pedindo a perda do registro do candidato e o diploma do político, caso ele o tenha. O candidato Charly Jhone (PP) entrou com pedido de liberdade provisória na 10ª Zona Eleitoral.

Denúncia anônima

No Rio de Janeiro, duas maletas com R$ 159,3 mil em notas de R$ 100, R$ 50, R$ 10 e R$ 5 foram apreendidas nesta sexta-feira (3), às 6h, no Hotel Caiçara, em Itaperuna, no Rio de Janeiro, por suspeita de que o dinheiro seria usado para compra de votos.

Por meio de denúncia anônima, a Justiça Eleitoral foi informada de que o atual prefeito Jair Bittencourt esteve no quarto 302 do hotel na noite de quinta-feira com duas malas. Por determinação da juíza eleitoral Sheila Draxler, policiais, acompanhados pelo Ministério Público Eleitoral, chegaram no local e apreenderam o dinheiro.

O prefeito, que reservou o quarto até sábado (4/10), não se encontrava no hotel no momento da apreensão. Jair Bittencourt apóia o candidato à prefeitura Elias Daruis, da coligação “Itaperuna não pode parar”. Não há ordem de prisão contra o prefeito. O Ministério Público está analisando o caso.

Problemas técnicos

Até as 13h40, 1.212 (0,32%) urnas eletrônicas foram substituídas por apresentarem algum tipo de problema. Ao todo, o Tribunal Superior Eleitoral distribuiu 455.971 urnas pelo país. Por enquanto, todas as seções eleitorais trabalham em processo informatizado.

O maior número de substituições, de acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Dutra Janino, ocorreu em Santa Catarina, onde 70 tiveram de ser trocadas. Em São Paulo, foram 61. No Rio de Janeiro, 55 urnas foram substituídas.

Em 2006, até as 10h, 423 haviam sido substituídas, o que correspondia a 0,12% do total das 361.431 que estavam em atividade naquela eleição.

Segundo Giuseppe, as eleições transcorrem normalmente. No município goiano de Trindade, onde faltará energia elétrica durante todo o dia, a urna eletrônica funcionará normalmente, já que dispõe no break e baterias para assegurar que o processo de votação não seja interrompido.

Notícia atualizada às 14h52, de domingo (5/10).

Revista Consultor Jurídico, 5 de outubro de 2008, 12h33

Comentários de leitores

1 comentário

Ora, muito natural o prefeito estar num quart...

Ticão - Operador dos Fatos ()

Ora, muito natural o prefeito estar num quarto de hotel, na sua própria cidade, com mais de 150.000,00 em dinheiro vivo. E devemos nos lembrar que portar dinheiro vivo não é crime. Muito fácil se livrar dessa calúnia, orquestrada pela oposição, incapaz de perceber a instabilidade emocional criada pela crise financeira internacional.

Comentários encerrados em 13/10/2008.
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